Metodologias Ágeis: o que são e como elas podem ajudar seu negócio - Itaú | Sustentabilidade

Metodologias Ágeis: o que são e como elas podem ajudar seu negócio

Conheça as metodologias ágeis, técnicas e ferramentas para o desenvolvimento de projetos para facilitar o dia a dia da sua empresa.

31/05/2023 - 4 min de leitura

Você já ouviu falar no Manifesto Ágil? Ele surgiu em 2001 quando desenvolvedores de softwares se uniram para estabelecer 12 princípios para o desenvolvimento ágil de programas.

“Ok, mas o que isso tem a ver com o meu negócio?”
É que este manifesto deu vida ao que hoje chamamos de Metodologias Ágeis, um conjunto de ferramentas que podem facilitar muito o dia a dia da sua empresa.
A seguir, leia:
– O que são metodologias ágeis e como você pode usá-las a seu favor
– Os principais programas existentes e como cada um funciona
– Como escolher a metodologia que melhor se encaixa na sua empresa

 

Afinal, o que é uma metodologia ágil?
As metodologias ágeis são técnicas de desenvolvimento de projetos que, como o nome indica, trabalham para alcançar o mesmo objetivo, mas de modo diferente das metodologias tradicionais. Elas propõem uma forma de trabalho mais transparente, rápida e segura em relação às entregas e ao cronograma. “Uma pessoa formada em gestão de projetos que utiliza os métodos tradicionais pode ter uma atuação mais quadrada por se prender muito ao que está nos livros.

A ideia das metodologias ágeis é quebrar esse paradigma e, além de agilizar e tornar os processos mais flexíveis, procura envolver outras pessoas que não apenas o gestor de projetos”, explica Renate Land, diretora executiva da Egrégora Inteligência e especialista em governança da informação e qualidade de dados.

Por sua origem, elas são mais conhecidas e difundidas em empresas ligadas à tecnologia da informação, mas na verdade podem ser aplicadas em empresas de qualquer área e de qualquer porte. Pequenas e médias empresas têm tudo para se beneficiar de metodologias que prezam pela agilidade e transparência e ainda dispensam um gestor de projetos no sentido tradicional.

“As PMEs estão mais sujeitas à volatilidade do mercado, e como as metodologias ágeis têm como princípio prezar pela adaptação rápida do projeto às mudanças, elas se encaixam muito bem nesse tipo de empresa”, diz Claudia Guzzo, consultora de projetos de gestão da informação e conhecimento e mestre em gestão de projetos. Ela enfatiza que projetos de inovação tendem a se beneficiar ainda mais desses novos modelos, por sua característica de promover interações mais frequentes entre o time do projeto.

E como toda metodologia, elas têm e envolvem vários processos. E por mais adaptáveis que sejam, tenha em mente que ao longo do projeto você pode ajustar detalhes da execução, mas deve evitar alterações nas questões estruturais como o próprio objetivo (escopo) do projeto. Por isso Cláudia Guzzo ressalta a importância de um bom planejamento, pois se o escopo não estiver claramente definido, provavelmente haverá problemas no futuro. “Conhecer o todo e saber dividir em partes é crucial para que o projeto resulte no que foi esperado, lembrando que não existem prazos ou orçamentos eternos e eles também não podem ser arbitrários, ou seja, definidos aleatoriamente”, reforça ela.

Agora que você já sabe o que são metodologias ágeis, conheça melhor cada uma delas e veja qual se encaixa melhor nas suas necessidades e nas necessidades da sua equipe:

 

SCRUM

O SCRUM promete entregar mais trabalho em muito menos tempo, e é talvez a metodologia ágil mais conhecida. Ele divide o projeto em sprints, que são fases que duram cerca de uma ou duas semanas. Ou seja, após esse período o projeto é revisitado. Além disso, o SCRUM exige reuniões diárias da equipe de no máximo 10 ou 15 minutos para acompanhar o andamento do processo. Nessas reuniões, as informações são atualizadas e adaptadas, muitas vezes com a ajuda do quadro KanBan, já que o SCRUM privilegia a visualização das informações por todos da equipe, o que garante mais transparência.
As reuniões diárias também diminuem ruídos de comunicação, pois todos os envolvidos conversam diretamente e visualizam as fases do projeto e as tarefas a serem desenvolvidas.

Como explica Renate Land, o SCRUM exige um investimento de suporte a esta metodologia, já que alguns profissionais de apoio são necessários. No entanto, ela garante que os benefícios rapidamente compensam essa despesa. “É preciso ter um SCRUM Master, uma pessoa que estudou o método e é capaz de coordenar o projeto. Essa pessoa não precisa ser um colaborador da empresa, pode ser um consultor, por exemplo. Também é recomendável, especialmente em projetos de grande porte, ter uma equipe técnica de desenvolvedores que testam o projeto e, ao menos um analista de negócio, que é quem faz a interface entre TI e usuário.

Há um gasto, mas o ganho é significativo porque em qualquer projeto o risco é muito grande”, diz Renate. “Quando falamos de projetos externos, isto é, para clientes, o não cumprimento do prazo pode gerar multas, contratação de pessoas além do previamente acordado, entre outras situações. Vale mais a pena investir em uma equipe de projetos”, finaliza.

 

Kanban

Metodologia ágil de origem japonesa e muito utilizada dentro do SCRUM, Kanban é um termo que em japonês significa literalmente “cartão” ou “sinalização”. O Kanban consiste em um quadro segmentado e cartões das atividades a ser realizadas. No quadro, estão dispostas as diferentes etapas do projeto (a fazer, em progresso, em avaliação, etc) e os cartões, ou post-its, representam as tarefas do projeto. Assim, os cartões são movidos conforme o andamento das atividades – e são nas reuniões diárias que a equipe realiza essas mudanças. Dessa maneira, o andamento do projeto está sempre visível para a equipe, de forma transparente e ágil. Todos sabem o status do processo, o que falta até ele ser concluído e quem é o responsável pela tarefa.

“As reuniões têm que ser breves. Se estão durando muito tempo ou se nada mudou de um dia para o outro há indicativos fortes de que há algo errado no projeto”, diz Renate. Pode ser um problema de gestão, um fator externo ou o que seja, mas a utilização do Kanban permite que as falhas sejam rapidamente perceptíveis.

 

LEAN

A metodologia Lean – que pode ser traduzido como “enxuto” – envolve basicamente 4 pilares:
1- Redução de custos
2- melhora da qualidade
3- Aumento da produtividade
4- Compartilhamento de informações.
Seu conceito principal envolve a identificação e eliminação sistemática de desperdícios de tempo, dinheiro e energia. Ou seja, apenas os recursos necessários e essenciais são utilizados para a realização de um trabalho, etapa ou processo. Aqui na plataforma já publicamos um post especificamente sobre a metodologia LEAN, se quiser se aprofundar, é só acessar aqui.

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