Investimentos de renda fixa: o que é preciso saber antes de começar a aplicar? - Itaú | Sustentabilidade

Investimentos de renda fixa: o que é preciso saber antes de começar a aplicar?

Entenda o que são investimentos de renda fixa pré e pós-fixados e como eles podem fazer parte da sua estratégia de investimentos!

23/08/2023 - 5 min de leitura

A renda fixa representa um caminho seguro para quem busca aumentar o capital da empresa sem ter que correr muitos riscos. No entanto, antes de escolher essa modalidade para aplicar a receita do seu negócio, é imprescindível entender quais tipos de investimentos em renda fixa se encaixam melhor no perfil e necessidades da sua organização. Neste artigo, vamos explorar as diversas opções de investimentos com renda fixa disponíveis no mercado, explicar como ocorre a tributação e como se dá a distinção entre investimentos pré-fixados e pós-fixados.

Importante notar que, apesar de existirem muitas similaridades, há diferenças significativas entre investir em renda fixa como pessoa física e como pessoa jurídica. Algumas vantagens fiscais e certos tipos de investimentos são exclusivos para pessoas físicas, enquanto outras opções podem ser mais vantajosas para empresas. Além disso, as regras de tributação diferem entre os dois casos. Em geral, as empresas precisam pagar Imposto de Renda (IR) e Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) sobre o rendimento de seus investimentos, enquanto, em algumas situações, pessoas físicas podem estar isentas.

Compreender estas nuances pode otimizar a estratégia de investimento do seu negócio e maximizar o retorno sobre os investimentos. Desta forma, você verá aqui quais são as particularidades quando o investimento é feito por uma empresa.

Para compreender melhor este artigo, recomendamos que leia os primeiros conteúdos desta trilha, onde abordamos as principais nomenclaturas, siglas e temas que surgem ao iniciar seus estudos sobre investimentos.

 

Vamos começar?

 

O que é renda fixa?

A renda fixa é uma modalidade de investimento em que é possível conhecer ou prever a rentabilidade antes de realizar a aplicação. Por isso, é uma opção idealmente escolhida por quem procura segurança e bons retornos.

Os títulos de renda fixa são, basicamente, empréstimos feitos a emissores (governo, bancos ou empresas) em forma de títulos públicos ou privados. Em troca, a pessoa física ou jurídica que investe recebe uma remuneração após um período predefinido, com juros e/ou ajustes monetários.

É importante dizer que esse tipo de investimento não é chamado de “fixo” por ser constante. Seus retornos podem, sim, sofrer variações – e geralmente sofrem. A nomenclatura se dá porque as condições dos títulos, como prazo, taxas, índices de referência e detalhes de negociação são definidas no momento da aplicação e permanecem inalteradas durante todo o período de investimento.

 

Pré-fixados ou pós-fixados: qual escolher?

Nos investimentos pré-fixados, a taxa de rendimento é acordada no momento da contratação. Isso significa que, independentemente das oscilações do mercado, a rentabilidade final já está definida.

Contudo, lembre-se: em aplicações pré-fixadas, os juros pré-definidos só são integralmente garantidos se o título for mantido até o vencimento. Se houver liquidação antecipada, o rendimento pode ser superior ou inferior ao inicialmente acordado, influenciado pelas flutuações das taxas de referência do investimento de acordo com o mercado.

Por outro lado, nos investimentos pós-fixados, a rentabilidade é vinculada a um indexador, geralmente o Certificado de Depósito Interbancário (CDI) ou a Taxa Selic. Sua rentabilidade é uma porcentagem desse indexador e varia de acordo com as oscilações do mercado. Assim, não é possível conhecer o rendimento da aplicação no momento da aquisição do título, mas apenas no dia do resgate.

 

– Modelo de rentabilidade híbrida: combinação do pré e pós-fixado

Após analisarmos as características dos investimentos pré e pós-fixados, podemos entender melhor o terceiro modelo de rentabilidade: o híbrido. Este tipo de investimento combina elementos das duas modalidades anteriores, agregando uma taxa prefixada com uma taxa pós-fixada.

Na prática, o modelo híbrido se dá pela composição de uma parcela de rendimento com juros fixos e outra parte vinculada a um determinado índice econômico. É comum encontrarmos este tipo de título com remuneração definida por uma taxa prefixada acrescida do IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), garantindo assim, além de um retorno fixo, a proteção contra a inflação no período do investimento.

 

A influência da inflação ao escolher entre pré e pós-fixados

Um fator crucial que deve ser levado em consideração ao escolher entre investimentos pré e pós-fixados é a inflação. A inflação é o aumento de preços da economia que reduz o poder de compra da moeda – em outras palavras, você necessita de mais dinheiro para comprar um mesmo produto. No Brasil ela é medida pela variação de índices como IPCA, IGP-M e outros. Quando estes índices indicam aumento no nível geral de preços de bens e serviços, o poder de compra da moeda está caindo. Pensando nas aplicações financeiras, afeta o retorno real dos seus investimentos.

Para entender melhor, imagine que o investimento pré-fixado promete um retorno de 5% e a inflação durante esse período é de 3%. Seu lucro real, neste caso, será de apenas 2%. Em um cenário de queda da inflação, a tendência é que as taxas de juros também caiam – nesse caso, um ativo pré-fixado, com taxas de retorno mais elevadas, pode ser mais benéfico.

Por outro lado, em um cenário de aumento inflacionário, é provável que as taxas de juros subam no futuro. Neste caso, uma aplicação financeira pós-fixada pode ser mais vantajosa, pois garantirá a variação da inflação mais uma taxa de ganho. Por exemplo, se a inflação foi de 6%, uma aplicação pós-fixada poderia pagar 6% (variação da inflação) mais 2% (taxa de ganho), totalizando 8% de rendimento.

Portanto, é crucial avaliar a perspectiva de inflação e taxas de juros ao decidir entre investimentos pré e pós-fixados. A melhor escolha sempre dependerá do cenário econômico, das necessidades e do perfil de risco da sua empresa.

 

Tributação de investimentos em renda fixa

Os investimentos em renda fixa estão sujeitos à tributação pelo Imposto de Renda (IR), que incide sobre o rendimento do investimento. A alíquota varia de acordo com o prazo de resgate da aplicação, conforme a tabela regressiva do IR:

Até 180 dias: 22,50%

De 181 a 360 dias: 22,00%

De 361 a 720 dias: 17,50%

Acima de 720 dias: 15,00%

É importante lembrar que alguns investimentos de renda fixa são isentos de Imposto de Renda, porém, na maioria dos casos, essa isenção vale apenas para pessoas físicas.

Tendo essas informações em mente, em nosso próximo conteúdo, você conhecerá os principais tipos de investimentos em renda fixa, suas características e para quais perfis são mais adequados. Continue conosco nesta jornada!

script