Entenda como funciona o IOF - Itaú | Sustentabilidade

Entenda como funciona o IOF

Todo imposto tem um efeito direto ou indireto na população, mesmo que você não o pague diretamente. Esse é o caso de muitos dos tributos cobrados sobre operações financeiras e investimentos.

31/05/2023 - 5 min de leitura

Todo imposto tem um efeito direto ou indireto na população, mesmo que você não o pague diretamente. Esse é o caso de muitos dos tributos cobrados sobre operações financeiras e investimentos. Sua cobrança afeta o preço de produtos e serviços, independente de você realizar ou não esse tipo de transação.. E um dos principais é o IOF.

Se você não está familiarizado com esse tributo, saiba que ele será muito importante para quem pretende começar a investir ou fazer compras internacionais com o cartão de crédito.

A seguir, leia:

  • Como funciona o IOF e em quais casos ele é cobrado;
  • Como calcular o IOF;
  • Em quais casos é possível obter isenção desse imposto.

O que é IOF?

Ele é o Imposto sobre Operações Financeiras, um tributo cobrado em cima de vários tipos de transações. É um imposto federal criado para regular a economia, cobrando uma pequena porcentagem em cima de todos os valores pagos. A partir desses valores e de sua origem, o governo pode calcular o índice de oferta e demanda para diferentes produtos e serviços.

Como funciona o IOF?

Em princípio, esse imposto incide sobre toda e qualquer transação realizada por instituições financeiras, empresas, pessoas jurídica ou física. O valor cobrado é proporcional ao valor da transação, sua natureza e a sua duração, como é o caso das aplicações e investimentos.

Os principais cenários nos quais o IOF é cobrado são:

  • compras internacionais no cartão de crédito, incluindo compras online em sites situados em outros países;
  • compra e venda de moedas estrangeiras;
  • no resgate de investimentos financeiros;
  • serviços de seguro;
  • solicitação de empréstimo;
  • uso do cheque especial. Para operações de crédito contratadas por micro e pequenas empresas, o governo federal zerou o IOF até o fim de 2023. Para o IOF zero, a microempresa deve ter faturamento anual de até R$360 mil e a pequena empresa, de até R$4,8 milhões por ano.

Mudanças no IOF podem impactar várias partes da economia, incluindo o consumidor. Por exemplo, quando você vai buscar alguma linha de crédito, uma alíquota mais alta significa que o custo final do empréstimo será mais alto, o que o torna menos atrativo.

Como calcular o IOF sobre uma operação?

Devido à sua variação, o cálculo específico do IOF vai depender de alguns fatores. Porém, o método base para calcular seu valor é o mesmo. Primeiro, você pega o valor total da transação em questão, como a sua compra ou o seu empréstimo, e aplica o valor da alíquota correspondente. Caso a alíquota seja aplicada por dia, você terá que pagar com base no tempo entre a solicitação e o pedido.

A seguir, confira dois exemplos sobre como o IOF é cobrado em situações cotidianas.

IOF sobre compras com cartão de crédito

Digamos que você fez uma compra internacional no cartão de crédito com um total de R$100. Quando receber a fatura do cartão, além do valor da compra em si, também é adicionado o valor do IOF. Para saber o valor, você deve conferir a alíquota atual para esse tipo de operação e aplicá-lo sobre o valor total.

Por exemplo, se o IOF for de 6% no momento da sua compra, você pagará um valor adicional de 6% da sua compra em imposto. Nesse caso, a cobrança será de R$6, para um total de R$106.

IOF sobre o cheque especial

Em outro cenário, você gastou o dinheiro em sua conta e ficou com um saldo negativo. Então, o seu cheque especial é automaticamente ativado. Nesse exemplo, vamos considerar que você tem um valor de R$500 no cheque especial.

Para cada dia em que o cheque especial não é pago, é aplicada uma alíquota diária do IOF. Sendo assim, se esta alíquota for de 0,5%, o valor cobrado no imposto será de R$2,50, totalizando R$502,5. Isso sem levar em conta outras taxas praticadas pelo próprio banco.

Enquanto a dívida não for quitada, essa taxa incide novamente sobre o valor acumulado. Seguindo o mesmo exemplo, se você chegar ao segundo dia sem pagar o cheque especial, então o IOF vai incidir sobre os R$502,5 acumulados. O resultado é que a sua dívida aumenta em R$2,5125, aproximadamente.

Para as demais operações, o cálculo segue o mesmo padrão, levando em conta o valor, a alíquota e, se necessário, o prazo. Ainda é uma boa ideia conferir os detalhes com o seu banco ou companhia de cartão de crédito para ter certeza, já que a incidência de outras taxas pode mudar essas contas.

É possível obter isenção de IOF?

Esse imposto é cobrado também quando você faz algum investimento financeiro. Isso afeta sua rentabilidade, então é sempre melhor diminuir seu custo.

Primeiramente, existem algumas operações que são isentas de IOF, que são a melhor opção se você busca renda fixa estável. Fora isso, você pode evitar sua cobrança deixando uma aplicação ativa por 30 dias ou mais. Apenas lembre-se de que a isenção por si só não garante o investimento mais rentável.

Em todo empreendimento, é importante sempre estar atento às formas de diminuir custos. No caso do IOF, é essencial entender melhor como se dão as regras desse imposto para não ter problemas futuros. Uma dica é deixar para usar o cheque especial só em situações de emergência, por exemplo.

Conclusão

Mesmo para quem não faz grandes investimentos ou muitas compras internacionais, o IOF ainda é um imposto que dá as caras no dia a dia. Mas, uma vez que você aprende como esse imposto funciona, calcular os gastos no dia a dia e lidar com essa taxa fica bem mais simples.

Tanto para comprar de seus fornecedores quanto para esclarecer seus clientes, o IOF é um assunto relevante. E entender como ele afeta seus hábitos de consumo dará mais controle na hora de planejar suas finanças e manter o fluxo de caixa saudável.

Por isso, sempre busque se atualizar sobre o assunto e ter controle de como se dá o IOF, desde o seu planejamento financeiro até a consolidação de seus dados.

Quer saber mais sobre como gerenciar seus impostos? Confira esta trilha completa sobre o tema!

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