E-commerce: como montar a sua loja virtual - Itaú | Sustentabilidade

E-commerce: como montar a sua loja virtual

Conheça as etapas necessárias e principais ferramentas disponíveis para abrir vender seus produtos online.

01/06/2023 - 5 min de leitura

No ano passado, o e-commerce brasileiro movimentou mais de R$ 182 bilhões, atraindo 87,7 milhões de consumidores. Os dados foram apresentados na última edição do relatório Webshoppers e ressaltam a importância do varejo eletrônico para as pequenas e médias empresas.

A boa notícia é que existe um número cada vez maior de tecnologias e serviços para empreendedores criarem suas próprias lojas de maneira simples e acessível. Da definição da plataforma à criação de canais de atendimento, conheça os nove passos necessários para começar a vender na internet.

1-Escolha uma plataforma 

Não é preciso criar uma loja do zero ou contratar equipes de programadores e designers. Existem plataformas de e-commerce que atendem as necessidades de negócios em diversos segmentos e tamanhos, incluindo a criação e o registro de URL (nome do site da loja). O modelo de cobrança é por assinatura mensal ou anual.

Na fase inicial, deve-se priorizar o custo-benefício e as funcionalidades que melhor atendem às necessidades do negócio. Soluções como Shopfy, Loja Integrada, Nuvemshop e Iluria podem ser uma boa alternativa para operações mais básicas. Sistemas como Vtex e Magento, por sua vez, são uma opção interessante para negócios com estruturas mais complexas.

2-Planeje o estoque

Um planejamento cuidadoso de compra e gestão de estoque é essencial para consolidar um fluxo de caixa saudável desde o início da operação. Esse cálculo deve levar em conta fatores como projeções de venda, tempo de produção e data de validade dos produtos.

O recomendado é realizar testes com pequenos volumes e ajustar as próximas compras a partir dos ciclos de venda de cada item. Em alguns casos, é possível fazer a remessa diretamente do estoque de fornecedores, em uma prática conhecida como dropshipping.

3-Prepare a logística

O próximo passo é definir como os produtos serão despachados e entregues aos clientes. Dependendo do volume, a preparação e a embalagem podem ser feitas pelo próprio empreendedor (ou com a ajuda de um funcionário contratado para essa finalidade). Para o envio, é possível escolher entre transportadoras, Correios e empresas especializadas, de acordo com as opções de custo e prazos de entrega de cada modalidade.

Um ponto importante: avalie os tipos de embalagem e os valores de frete antes de calcular os preços finais. Dependendo do tipo do pedido, o valor de logística pode ser até maior do que o do próprio produto, o que pode gerar prejuízos ou desistência de clientes na hora de fechar uma venda (o chamado abandono de carrinho).

5-Escolha as formas de pagamento 

A segurança nas transações financeiras é outro fator essencial para operações de e-commerce. A partir dessa premissa, o ideal é oferecer o máximo de opções possíveis para o cliente: cartão de crédito, débito, boleto, PIX e transferência. Também é possível utilizar intermediadoras como PayPal e Pagseguro.

A maioria das plataformas de vendas já possui ferramentas de integração com os principais serviços de pagamento. Os critérios de escolha variam de acordo com os valores das taxas de serviço e dos prazos de recebimento estipulados pelas operadoras e carteiras digitais.

6-Cadastre os produtos

A vitrine digital das lojas deve ter boas opções de imagens e descritivos claros dos itens vendidos — quanto mais bem apresentados, maiores as chances de venda. Uma dica importante é criar páginas específicas para cada categoria e produto (com a utilização de palavras-chave), o que facilita navegação no site e aumenta as chances de aparecer em pesquisas realizadas no Google.

A experiência de usuário em tablets e smartphones também precisa ser levada em conta: a maioria dos pedidos do e-commerce brasileiro (59%) é feita via dispositivos móveis. Embora a maioria das plataformas já ofereça versões pré-formatadas para smartphones, é preciso analisar a necessidade de eventuais ajustes em textos, imagens e botões de compra.

7-Divulgue os produtos

As redes sociais são plataformas essenciais para atrair clientes — os posts devem ser direcionados às páginas específicas dos produtos. Vídeos e tutoriais de uso estão em alta entre os usuários.

O Instagram e o Facebook oferecem ferramentas de lojas virtuais, que podem ser explorados como canais de venda complementares. Para aumentar a visibilidade das ofertas, é possível impulsionar as publicações com campanhas de a partir de cinco reais por dia.

8-Abra os canais de atendimento 

Defina os canais de atendimento em que sua loja estará presente, como WhatsApp, telefone e redes sociais. Importante: não esqueça de responder o mais rápido possível e manter as informações de contato sempre atualizadas. Isso inclui acompanhar menções à empresa em outros perfis, comentários e canais de reclamação e satisfação do consumidor, como o Reclame Aqui.

Uma boa maneira de filtrar as questões mais urgentes é criar uma lista de respostas para as perguntas mais frequentes entre clientes (FAQ, na sigla em inglês), como prazos de entrega, políticas de devolução e valores de frete.

9-Pesquise os marketplaces

Assim como as lojas de redes sociais, a criação de perfis da marca em marketplaces pode ser usada como um canal de vendas adicional para o e-commerce (em alguns casos, até como a loja principal). Além dos marketplaces transversais, como Mercado Livre e OLX, deve-se avaliar a presença em plataformas de consumo segmentado, como o Elo7 (focado em decoração e artesanato) e Connect Parts (peças automotivas).

Gráfico/Ranking

Onde investir   

As categorias que registram mais pedidos no e-commerce nacional (em %)

Eletrodomésticos -18

Casa e decoração – 14

Perfumaria e cosméticos – 12

Telefonia – 10

Alimentos e bebidas – 7

Esporte e lazer -7

Saúde – 6

Bebês e Cia -4

Informática – 4

Eletrônicos – 3

Construção e ferramentas – 2

Fonte: Webshoppers – Edição 45

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