Custo fixo e variável: aprenda como calcular - Itaú | Sustentabilidade

Custo fixo e variável: aprenda como calcular

Aprenda a diferenciar custo fixo e variável para uma melhor gestão financeira.

07/06/2023 - 5 min de leitura

A experiência de empreender é única para cada pessoa, mas dominar algumas informações é essencial para prosseguir nessa jornada sem muitos imprevistos, em especial, os financeiros. Dessa vez, estamos falando sobre custo fixo e variável. Tem ideia de como eles influenciam os custos de um negócio?

A gestão financeira de uma organização é uma das principais preocupações de qualquer empreendedor que deseja o crescimento e longevidade de seu negócio.

Ainda que a abertura de novas empresas tenha batido recorde nos últimos anos, a manutenção de um empreendimento depende muito da preparação de seus gestores, principalmente no que se refere a como são manipuladas as finanças. Neste artigo você vai entender tudo sobre custos fixos e variáveis e como eles são relevantes no gerenciamento. Confira os tópicos a seguir.

O que é custo fixo?

Antes de conceituar o custo fixo, vamos distinguir o termo de despesa. É comum que, em alguns contextos, as expressões sejam usadas como sinônimos, e isso gere uma confusão na gestão financeira. Dando exemplos, chamamos de despesa o aluguel de um espaço ou a mensalidade do pacote de internet.

Os custos são os gastos relacionados às produções e à matéria-prima do produto. Em outras palavras, é o que se investe para manter o negócio funcionando. Tratando-se de uma confeitaria, por exemplo, pode-se chamar de custo fixo o investimento em um maquinário novo e mais moderno, que impacte a produção, aumentando seu volume ou agilidade.

Em outras palavras, os custos fixos são aqueles que não costumam variar. Um exemplo é a mão-de-obra. Toda empresa precisa arcar com sua folha de pagamento, pois é isso que assegura que ela vai ter o que comercializar. É possível que o valor final sofra alterações, quando houver mais ou menos admissões, mas se trata de um custo que sempre vai ocorrer, independente da produção e das vendas realizadas.

E o custo variável, o que é?

Os mesmos exemplos que demos no tópico anterior podem ser aproveitados para explicarmos o que significa custo variável. Uma confeitaria que comercializa itens presenteáveis no Natal, precisa gastar mais com energia elétrica e gás de cozinha em dezembro. Assim, elas se tornam um custo variável, já que muda, de acordo com a quantidade produzida (ou é influenciada pela produção).

Em outro exemplo, podemos considerar uma loja de roupas. Em meses específicos, como dezembro, ou em outros esporádicos, quando há ações promocionais e o movimento da loja aumenta, é preciso contratar funcionários temporários para atender à demanda – e até aumentar a produção. Assim, temos um custo variável. Em outras palavras, os custos variáveis são os que se relacionam a matéria-prima, mão de obra temporária, embalagens, etc.

Por que ambos são tão importantes?

A definição do que é custo fixo e variável é fundamental para facilitar o controle financeiro de qualquer empresa. Se não souber o que é cada um, como identificar se está gastando demais? Como entender quando enxugar gastos ou o que é necessário otimizar? Sem uma boa gestão, uma crise nas finanças se torna uma possibilidade mais distante.

Um dado que revela essa importância foi divulgado em uma pesquisa do Serasa Experian: mais de 6 milhões de CNPJs estão negativados. Embora parte disso se deva ao aumento da inflação, potencializado por diversos aspectos globalmente, como a pandemia de Covid-19, é seguro afirmar que uma boa gestão de recursos pode contribuir para o diminuir a inadimplência.

O cálculo dos custos fixos e variáveis faz parte do planejamento financeiro. Essa previsibilidade é necessária para que o negócio cresça, realize investimentos, contrate mais mão de obra, etc., sem que o orçamento seja comprometido no percurso. Assim como a gestão das contas pessoais é essencial, o caixa de uma empresa deve ser bastante organizado.

Como calcular o custo fixo e variável?

O primeiro passo para montar esse cálculo é fazer um levantamento de todos os gastos da organização. Contudo, deve ser considerado um período específico de tempo (mensal, bimestral, semestral etc.). Já para o cálculo do custo variável, o empreendedor precisa levar em conta todas os gastos relacionadas à produção do seu produto, tais como os exemplos dados nos tópicos anteriores.

Vale lembrar que, por serem variáveis, ele deve ficar de olho no preço atualizado. Se um tecido custa R$30,00 o metro, e semanas depois, chega a R$38,00, essa oscilação tem que ser acompanhada, já que impacta o valor final. Usemos o primeiro exemplo, de uma confeitaria, para entender como o cálculo funciona.

Cálculo de custo fixo e variável

Supondo que a soma dos custos fixos de uma empresa seja R$2 mil, e o custo variável por produto seja de R$80,00, com uma média de 50 bolos produzidos por mês, temos:

  • Custo total = 2000 + 80 x 50
  • Total = R$6.000,00

Chegamos ao valor unitário dividindo o custo total pela quantidade de bolos produzidos:

  • Valor unitário = 6000 / 50
  • Total = R$120,00

Gerir um negócio passa por realizar cálculos como esses, para entender, no caso do exemplo, o custo mínimo que o negócio vai ter para produzir um bolo, considerando o que é necessário de forma fixa e variável na sua fabricação. A partir disso, também é possível montar a margem de lucro.

Por isso, os custos são essenciais para nortear a produção e saber como anda a saúde financeira da empresa e, se não está bem, o que deve ser planejado ou feito para que isso mude, a curto, médio e longo prazos.

Se vai começar agora, após o levantamento dos custos, considere o que foi gasto nos últimos três, seis e nove meses. Dessa forma, vai poder criar uma planilha organizada e acompanhar seu andamento no próximo trimestre.

É essencial que um empreendedor conheça seu negócio, entenda como está gastando o dinheiro que está entrando e, finalmente, se vai conseguir retorná-lo de forma proveitosa. Comece calculando seu custo fixo e variável, aproveitando as explicações e dicas que fornecemos no decorrer desse artigo!

Agora que entendeu como operar o cálculo e aplicá-lo nos custos da sua empresa, aprenda mais sobre certificado digital e por que é seguro investir em um para seu negócio.

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