Para iniciar uma jornada de investimentos é preciso levar em conta uma variedade de fatores, incluindo a situação financeira atual do seu negócio, a saúde do mercado e os objetivos estratégicos de longo prazo.
Como avaliar então, com base nesses pontos, quando a sua empresa está pronta para investir? Neste artigo, te ajudamos a tomar uma decisão consciente a partir de uma análise detalhada da situação de seu negócio. Vamos começar?
Análise do fluxo de caixa: o ponto de partida
Antes de qualquer coisa, analise o fluxo de caixa da sua empresa. Isso lhe dará uma visão clara de quanta receita está entrando e saindo.
Esta é uma ação que deve ser prioridade na rotina de empreendedoras e empreendedores, pois, permite avaliar, por exemplo, se há mais saídas do que entradas financeiras ou ainda se há custos que podem ser cortados sem prejudicar o andamento do negócio.
O melhor cenário para começar a investir é quando sua empresa apresenta um fluxo de caixa positivo e consistente. Mas, para se certificar de que é o momento, é preciso realizar uma análise assertiva.
Você pode começar a fazer esse gerenciamento mantendo um bom controle de caixa: não deixe de anotar, diariamente, em planilha, caderno ou software, cada saída e entrada.
Alguns programas facilitam esse controle financeiro, como Bkper, SIS Controle e ainda a Omie, uma solução parceira do Itaú Meu Negócio que, além de auxiliar na gestão financeira e na integração contábil, facilita o fluxo de caixa e otimiza várias outras operações básicas de seu negócio, como a emissão de notas fiscais e boletos, por exemplo.
A nossa trilha Fluxo de Caixa – Aprenda a fazer a gestão de seu caixa, pode te ajudar a entender melhor o passo a passo desse processo para gerenciar e organizar seu fluxo e evitar o descasamento (que ocorre quando a empresa tem contas a pagar vencendo antes das datas de entrada da receita que vem das contas a receber), entre outras dicas.
Reservas financeiras: uma necessidade empresarial
Além de um fluxo de caixa saudável, é importante, para começar a investir, que sua empresa já disponha de reservas financeiras. Ter um “colchão de segurança” permite que você enfrente imprevistos financeiros sem desestabilizar suas operações.
Se você não tem reserva suficiente, o ideal é começar com esse investimento. Acumular esses recursos pode parecer uma tarefa desafiadora, mas com planejamento, disciplina e tempo, é uma meta alcançável que pode fornecer segurança e flexibilidade para sua empresa.
Primeiramente, é importante entender que esse dinheiro é, essencialmente, receita que não está sendo utilizada para o funcionamento diário do negócio e que pode ser acessada rapidamente quando necessário. O montante ideal pode variar, mas uma boa média a se basear é a de fundos suficientes para cobrir, pelo menos, de três a seis meses de despesas operacionais.
Se você ainda não consegue acumular o capital para criar sua rede de segurança, esses passos podem ajudar:
– Implemente orçamentos e controle de gastos: um orçamento detalhado e controle organizado dos gastos são ferramentas valiosas para poupar dinheiro. Identifique as áreas em que pode reduzir custos sem prejudicar a qualidade de seu produto ou serviço.
– Estabeleça metas de poupança: defina uma meta de investimento mensal para firmar a sua reserva financeira. Como já mencionamos, em média, utilizamos como objetivo final para esta reserva um valor que cubra de três a seis meses de custos operacionais. No entanto, sua meta pode precisar ser maior ou menor dependendo da natureza do seu negócio e do nível de incerteza do mercado.
– Priorize seu objetivo: faça da reserva financeira uma prioridade em seu negócio. Sempre que sua empresa gerar lucro, encaminhe uma porcentagem para esse caixa antes de considerar qualquer outro gasto ou investimento.
Investir ou antecipar parcelas de financiamento: o que é melhor?
Mas e quando quem é responsável pela gestão do negócio ainda está pagando parcelas de um financiamento? O que fazer quando uma reserva financeira é obtida: quitar logo o financiamento para ficar livre da dívida ou iniciar investimentos para reserva de emergência?
A resposta para essas questões está, essencialmente, nos cálculos. Sim, porque o que é mais vantajoso para uma empresa não necessariamente será para outra.
Desta forma, compare as taxas de juros que você está pagando com os lucros que espera obter com seus investimentos. Se as parcelas do financiamento forem significativamente mais altas do que o potencial de retorno dos investimentos que tem em vista, pode, sim, ser mais vantajoso quitar o financiamento.
Caso contrário, analise investimentos conservadores e com liquidez e inicie a construção da sua reserva de emergência.
Investimentos alinhados aos objetivos da empresa: a estratégia vencedora
Ao considerar diferentes oportunidades de investimento, alinhe as possibilidades com os objetivos de sua empresa. É importante diferenciar o que chamamos de “investimentos produtivos” e de “investimentos financeiros” e entender quais são suas metas é fundamental para escolher o modelo mais alinhado ao seu perfil.
Os investimentos produtivos referem-se a aspectos como pesquisas, desenvolvimento de novos produtos ou aquisição de maquinário. São ideais quando sua empresa tem a expectativa de vender mais futuramente ou já possui demanda reprimida.
Por exemplo, se o objetivo da sua empresa é expandir para novos mercados nos próximos anos, pode ser mais vantajoso investir em pesquisa de mercado ou desenvolvimento de produtos, em vez de aplicações financeiras. Esta estratégia pode dar à sua empresa a vantagem competitiva necessária para prosperar em um novo mercado.
Por outro lado, os investimentos financeiros, como ações, títulos de renda fixa ou fundos de investimento, podem ser mais atraentes se sua empresa não vê perspectivas de expansão no horizonte tão próximo e tem capital disponível para aplicar.
Algumas outras particularidades devem ser levadas em conta. Por exemplo: investir em ações pode ser uma boa estratégia se a sua empresa tem um pouco mais de capital disponível e está buscando retornos a longo prazo. Já se o objetivo da empresa é garantir um retorno seguro no curto a médio prazo, os títulos de renda fixa, como Certificados de Depósito Bancário (CDBs), Compromissadas, Letras Financeiras ou COE, podem ser uma opção atraente. Há os fundos de investimento, que permitem que você invista em uma variedade de ativos sem a necessidade de comprar cada um individualmente.
Estes e outros tipos de investimento são explicados mais a fundo nesta trilha, não deixe de conferir.
Lembre-se que a decisão de investir deve sempre ser baseada em uma análise cuidadosa do cenário econômico, dos recursos disponíveis e dos objetivos estratégicos do seu negócio. Consulte sempre uma consultoria financeira para garantir que você está tomando a decisão mais informada e estratégica para o seu negócio.
Investimento líquido ou de longo prazo: qual é o ideal?
Após avaliar seu objetivo e perfil de investidor, considere se faz mais sentido para sua empresa investir em ativos mais líquidos ou de longo prazo.
Investimentos líquidos, como aplicações de curto prazo ou ações negociadas publicamente, proporcionam mais flexibilidade, pois podem ser facilmente convertidos em dinheiro. Por outro lado, investimentos de longo prazo, como imóveis ou equipamentos, podem proporcionar retornos mais estáveis e duradouros, mas são menos líquidos.
Como todo o processo, essa etapa de escolha entre investimentos mais líquidos ou de longo prazo depende dos objetivos e necessidades de cada empresa e deve ser analisada cuidadosamente.
Nos próximos conteúdos desta trilha de investimentos para empresas, você pode conhecer mais detalhes sobre as principais opções de investimentos líquidos e de longo prazo, tanto de renda fixa quanto de renda variável. Estude as particularidades de cada um deles, avaliando se são adequadas ao seu perfil. Não esqueça de se basear nas suas necessidades específicas de caixa, tolerância ao risco e, como já mostramos, nos objetivos da sua empresa.
Faça uma análise cuidadosa antes de tomar uma decisão e não hesite em entrar em contato com sua instituição bancária para receber conselhos de investimentos, que podem ser úteis para garantir que você fará a escolha certa para a sua empresa.