Como e onde investir para seu negócio crescer - Itaú | Sustentabilidade

Como e onde investir para seu negócio crescer

Confira as estratégia de investimentos com foco no crescimento da companhia.

31/05/2023 - 6 min de leitura

Talvez você se lembre de uma propaganda de biscoitos que fez muito sucesso nos anos 1980. Nela, um discípulo perguntava ao mestre se o tal biscoito vendia mais porque era fresquinho, ou se era fresquinho porque vendia mais. O dilema do comercial de antigamente parece ser o mesmo de quem empreende hoje quando o assunto é investimento na empresa. É preciso crescer para investir, ou investir para crescer?

 

Leia a seguir:

– Porque investir no seu negócio é tão importante

– Estratégias assertivas para fazer sua empresa crescer

– Dicas para quem tem pouco dinheiro para investir

Boa leitura!

 

Claudia Emiko Yoshinaga, coordenadora do Centro de Estudos em Finanças da FGV, explica que para crescer é preciso investir. “O problema, em épocas de crise, é que não sobra muito para investimentos”, afirma. Ela dá o exemplo de uma padaria que vê sua demanda aumentar e, para atender melhor os clientes, precisa de um forno maior, mais farinha e novos funcionários. “Se não conta com algum dinheiro guardado, o empreendimento precisa pedir crédito no mercado para investir no seu negócio”, comenta.

Claudia diz que não existe uma única estratégia de investimentos com foco no crescimento. “As atitudes variam de uma empresa para outra”. Entretanto, há duas regras comuns: um ótimo planejamento financeiro e a fuga dos créditos mais caros.

“É preciso planejar, controlar gastos e receitas e saber exatamente o quanto entra e sai”, alerta. A partir daí, é possível ver quais reduções de custos podem ser feitas para poupar e investir com as próprias reservas.

Afinal, onde investir?

Se a pessoa que está à frente do negócio, e já tem um dinheiro reservado para injetar na companhia, pode surgir outra dúvida: onde fazê-lo render mais antes de usá-lo? A especialista explica que algo bastante consolidado na área de investimentos é a análise do perfil comportamental de cada investidor.

Claudia afirma que alguns são conservadores e preferem investimentos mais seguros, porém menos rentáveis, como títulos públicos. Outros são mais arrojados e optam por operações com maior retorno financeiro e risco igual, como ações e alguns tipos de fundos mais arriscados, por exemplo.

“É preciso cautela. Nenhum investimento deve ser feito no susto”, ensina. A especialista diz que é preciso se perguntar o quanto você está a fim de arriscar e enfrentar as “emoções” do sobe e desce nos investimentos mais ousados antes de tomar uma decisão.

E quem não tem dinheiro, mas precisa crescer?

Para quem não tem nenhum tipo de reserva financeira, Claudia recomenda avaliar as diversas possibilidades do mercado. “Avalie as taxas de empréstimo e os riscos de cada alternativa”.

Se você não sabe por onde começar, a professora aconselha buscar a ajuda de um(a) planejador(a) financeiro(a), um(a) profissional independente do mercado que irá analisar a melhor escolha para cada tipo de negócio e perfil empreendedor. “No site da Associação Brasileira de Planejadores Financeiros há a indicação de especialistas em todo o país”.

 

Porém, se neste momento você não dispõe de uma verba extra para contratar esse serviço, Claudia recomenda muita pesquisa. “Leia livros e reportagens sobre o assunto. Vá em palestras e também nos workshops gratuitos oferecidos por instituições como o Sebrae”, orienta.

 

Por fim, depois de escolher onde buscar investimento, é hora de se preparar! “A pessoa que está empreendendo precisa mostrar capacidade técnica e segurança para conseguir o que quer”, afirma Claudia. Segundo a especialista, quanto melhor demonstrar que seu negócio é rentável, que tem bom controle financeiro e que a geração de recursos é elevada, menores serão as taxas. “O investidor se anima porque enxerga uma maior facilidade de retorno do dinheiro que desembolsou”, completa.

 

7 formas de levantar recursos para fazer seu negócio crescer

 

1- Família e Amigos – A opção mais óbvia é recorrer a parentes ou amigos para pedir empréstimo. Porém, apesar de as condições de pagamento poderem até ser as melhores do mercado, nem sempre o aporte é suficiente para as necessidades da empresa. Deve-se atentar, também, para evitar problemas nas relações familiares ou de amizade por conta disso.

2- Investidores-Anjos – O investimento anjo é uma forma de financiamento a startups feito por pessoas físicas. Muitos investidores-anjos são executivos e profissionais do mercado financeiro que reservam uma parte de suas economias para incentivar o empreendedorismo. Essas pessoas costumam acompanhar a evolução do negócio e oferecem aconselhamento a quem está empreendendo. Há diversas plataformas disponíveis na internet.

3- Crowdfunding (financiamento coletivo) – Também chamado de “vaquinha virtual”, porque é inteiramente operacionalizado pela internet. Funciona como uma série de “doações” ou contribuições e é concedido por pessoas físicas a startups. Quem doa tem a vantagem de apostar em companhias com potencial de crescimento antes que esses negócios se valorizem tanto. Investidores com patrimônio líquido de ao menos R$ 100 mil podem colocar até 10% desse valor, ou de sua renda anual bruta, em negócios desse tipo. As plataformas digitais onde os investimentos são realizados precisam ser credenciadas pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

4- Empréstimo bancário – Os bancos oferecem uma grande variedade de produtos de crédito para Pessoa Jurídica. É uma opção bastante tradicional, preferida por muitas pessoas que procuram investir no próprio negócio.

5- Fundo de Venture Capital – Nos fundos de capital de risco os investidores apostam em empresas com expectativas de rápido crescimento e alta rentabilidade. É voltado para empresas de médio porte, já consolidadas no mercado, mas que ainda precisam se desenvolver e acelerar o crescimento. Além da entrada de recursos financeiros, os investidores podem compartilhar a gestão com quem está empreendendo. As empresas selecionadas passam por avaliação, apresentação ao comitê de investidores e negociação.

6- Sociedade – A busca por um sócio que fará um aporte financeiro para o crescimento da companhia pode ser feita de duas maneiras: com algum conhecido da pessoa empreendedora ou investidores do mercado. Geralmente são empresários bem-sucedidos, dispostos a apostar em alguns tipos de negócios, no estilo do programa Shark Tank, reality show norte-americano que mostra investidores que dão apoio financeiro a empreendedores.

7- Plataformas de empréstimo online P2P – As plataformas online de empréstimo colaborativo (peer-to-peer lending, ou P2P) conectam os investidores a pequenas e médias empresas que estão precisando de crédito. Quem investe tem acesso a um portfólio de companhias que precisam de aporte financeiro e escolhe a quem emprestar.

script