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Líder do 1º leilão do Eco Invest, Itaú conclui execução de R$ 8,4 bilhões em projetos sustentáveis

Banco foi a instituição financeira com o maior volume de recursos aprovados na primeira rodada do programa, com desembolsos destinados a projetos de saneamento, biocombustíveis, economia circular, eficiência energética, construção sustentável e manejo florestal.

São Paulo, setembro de 2026 – O Itaú Unibanco concluiu a alocação dos R$ 8,4 bilhões aprovados no âmbito do primeiro leilão do Eco Invest Brasil, programa do Governo Federal coordenado pelos Ministérios da Fazenda e do Meio Ambiente para ampliar o financiamento de projetos com impacto ambiental e socioeconômico positivo. No leilão, o banco foi a instituição financeira com o maior volume de recursos contemplados, reunindo R$ 1,35 bilhão em recursos captados diretamente pelo programa e outros R$ 7,05 bilhões em capital privado mobilizado.

Voltado ao financiamento de projetos greenfield, o leilão teve como objetivo ampliar a participação de capital privado e internacional em investimentos de longo prazo com impacto ambiental e socioeconômico. Nesse contexto, o Itaú atuou na estruturação de operações capazes de atrair recursos para grandes projetos, colocando em prática sua expertise em mercado de capitais e finanças sustentáveis.

“O principal potencial do Eco Invest está em sua capacidade de escalar o financiamento de projetos sustentáveis no Brasil. Ao utilizar recursos públicos de forma catalítica para mobilizar volumes significativamente maiores de capital privado, o programa cria condições para ampliar investimentos de longo prazo em setores estratégicos para o desenvolvimento do país. Além disso, nos permite atrair novos investidores e demonstra como mecanismos inovadores podem acelerar a transição para uma economia mais sustentável”, afirma Luciana Nicola, diretora de Relações Institucionais e Sustentabilidade do Itaú Unibanco.

Os recursos mobilizados pelo programa vêm viabilizando investimentos com impacto direto na transição para uma economia de baixo carbono e no desenvolvimento regional. Ao todo, o Itaú estruturou 16 operações no âmbito do primeiro leilão do Eco Invest Brasil, direcionando recursos para projetos de saneamento, transição energética, bioeconomia, economia circular e infraestrutura sustentável. As operações foram estruturadas de acordo com os eixos prioritários do 1º leilão:

  • Economia Circular: as iniciativas contribuíram para ampliar o acesso à água e ao esgotamento sanitário, com potencial de beneficiar cerca de 1 milhão de pessoas, além de fortalecer a gestão de resíduos e a reciclagem no país. Foram apoiados projetos da Sabesp (R$ 1,07 bilhão e uma segunda operação de R$ 1,1 bilhão), Aegea (R$ 500 milhões), Solví (R$ 400 milhões) e Global PET/Cirklo (R$ 135 milhões).
  • Transição Energética: projetos da Coamo (R$ 400 milhões) e São Martinho (R$ 500 milhões) têm potencial para adicionar cerca de 550 milhões de litros de etanol por ano. Somam-se operações com Oleoplan (R$ 300 milhões), Volkswagen (R$ 531 milhões e segunda tranche de R$ 469 milhões), CCM (R$ 85 milhões) e EDP (R$ 400 milhões).
  • Infraestrutura Verde e Adaptação: operações com o Grupo Boticário (R$ 375 milhões) e a Eurofarma (R$ 419 milhões), voltadas à expansão e modernização de unidades industriais com certificação ambiental.
  • Bioeconomia: operações com a Bracell (R$ 802 milhões) e a Suzano (R$ 907 milhões), apoiando cadeias produtivas renováveis e manejo florestal sustentável.

O principal diferencial do Eco Invest está em sua estrutura inovadora de blended finance, que combina recursos públicos e privados para reduzir riscos e tornar projetos de transição sustentável mais atrativos ao mercado. Com isso, a linha oferece condições financeiras mais competitivas e custo de capital mais atrativo, ampliando a capacidade de mobilização de recursos privados e internacionais para investimentos de longo prazo.

Para acompanhar a execução das operações, o Itaú estruturou uma governança multidisciplinar envolvendo áreas de sustentabilidade, crédito, jurídico, tesouraria, negócios, produtos e riscos. O modelo garante o acompanhamento contínuo da aplicação dos recursos, a verificação do cumprimento dos critérios de elegibilidade e das salvaguardas socioambientais do programa, além do reporte periódico das informações aos órgãos responsáveis. O processo inclui o monitoramento dos desembolsos e dos resultados dos projetos financiados, reforçando a transparência e a credibilidade da iniciativa.

A participação no Eco Invest está alinhada à estratégia do Itaú de atuar como parceiro financeiro das empresas que lideram a transição climática da economia brasileira. Ao apoiar seus clientes na estruturação e no financiamento de projetos de longo prazo em setores estratégicos para o desenvolvimento sustentável do país, o banco reforça seu compromisso público de mobilizar R$ 1 trilhão em finanças sustentáveis até o final de 2030.

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