Sobre o Itaú

Memória

03/01/2013

As peças metálicas que foram fundamentais no dia a dia das agências

Pequenas placas numeradas, chamadas de “chapinhas”, serviam para organizar o atendimento e, às vezes, deixar os funcionários de cabelo em pé

Chapinhas metálicas armazenadas no Espaço Memória

Telex, fax, máquina de escrever... Quantos aparelhos ficaram para trás com o desenvolvimento da tecnologia? Na história do Itaú não é diferente. O banco coleciona verdadeiras relíquias que ajudaram a construir momentos importantes de sua trajetória, mas que foram aposentadas com a chegada da informatização.

Entre esses ícones, estão as “chapinhas”, pequenos pedaços de metal numerados, usados para determinar em que ordem os clientes seriam atendidos, isso há 50 anos. Nos anos 60, quando o Itaú ainda se chamava Banco Federal Itaú Sul Americano, essas chapinhas eram entregues aos clientes no instante em que chegavam à agência. O número marcado nelas servia para organizar a fila: assim, cada cliente era chamado para o atendimento no caixa conforme aquele código.  

Claro que a própria natureza da peça causava episódios engraçados. Era famoso, por exemplo, o barulho que a chapinha fazia quando era batida nos balcões, geralmente de mármore, pelos clientes mais impacientes. “Às vezes não era fácil aguentar aquele barulhinho”, contou, em depoimento ao banco, José Antônio Brugliato, que ingressou no Itaú em 1969.

 

O mistério do rapto da chapinha

Todos os dias, ao final do expediente, as chapinhas utilizadas eram recolhidas e contadas. Se faltasse alguma, era preciso registrar o sumiço e comunicar a inspetoria. Regina Silva da Cruz Cintra trabalhava em uma agência da Avenida Paulista nos anos 70 e passou exatamente por isso.

“Um dia demos falta de uma das chapinhas. Procuramos por muito tempo, mas sem sucesso”, disse também em depoimento ao banco. Meses depois, algo chamou a atenção de Regina. Enquanto trabalhava no caixa, notou que um chaveiro prateado caía do bolso de um cliente. “Fui me aproximando discretamente e percebi que se tratava daquela chapinha que tanto procurávamos!”

Regina correu para contar o que acabara de presenciar ao gerente, que foi conversar com o suposto responsável pelo desaparecimento. Para a surpresa de todos, o cliente contou que, em uma visita ao banco, achou a chapinha tão bonita que a levou com ele. Gostava tanto do pedacinho de metal que fez dele aquele chaveiro. No entanto, com a abordagem do gerente, o cliente acabou pedindo desculpas e devolvendo a chapinha. “Ele não sabia da importância daquela peça para a agência”, diz Regina.

Hoje, no Espaço Memória, que armazena os documentos históricos do Itaú, é possível encontrar as peças em versões diferentes – com a marca de outras instituições financeiras que foram agregadas ao Itaú – e, claro, na curiosa versão de chaveiros. As chapinhas acabaram se tornando peças protagonistas de um pedaço da nossa história e da arqueologia bancária brasileira.

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16/05/2012
Uma visita ao espaço que guarda as histórias do Itaú

Uma empresa do tamanho do Itaú Unibanco tem muito para contar. Ao longo dos mais de 80 anos de trajetória do Unibanco e dos 70 anos de Itaú, acompanhamos a evolução do país e as histórias de inúmeros colaboradores e clientes. Uma das nossas maiores riquezas é a nossa memória, e a gente se preocupa em cuidar dela da melhor forma, com direito a endereço especial para isso: o Espaço Memória, localizado dentro do Itaú Unibanco Centro Empresarial, na zona sul de São Paulo.

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