acessibilidade

fechar

Itaú Unibanco tem lucro de R$ 5,4 bilhões no quarto trimestre de 2020 com retomada dos negócios e gestão eficiente de custos

Resultado é 7,1% maior que o registrado nos três meses anteriores

São Paulo, 1 de fevereiro de 2021 – O Itaú Unibanco registrou resultado recorrente gerencial de R$ 5,4 bilhões no quarto trimestre de 2020, alta de 7,1% em relação ao trimestre anterior, com retorno recorrente gerencial sobre o patrimônio líquido médio de 16,1%. O resultado reflete a retomada dos negócios, especialmente em linhas como cartão de crédito, crédito consignado, veículos e crédito imobiliário, além do aumento das receitas de serviços. O incremento no período também foi impulsionado pela expansão da carteira de crédito, menor necessidade de provisionamento no banco de varejo no Brasil e melhora de classificação de risco de clientes no banco de atacado no Brasil, gestão consciente de custos, bem como melhora na margem financeira.

Quando comparado ao quarto trimestre de 2019, o resultado recorrente gerencial apresenta queda de 26,1%. O lucro líquido contábil, por sua vez, somou R$ 7,6 bilhões, o que representa um avanço de 69,0% frente ao trimestre anterior, refletindo o impacto da venda parcial da participação na XP Investimentos.

A carteira de crédito total¹ cresceu 20,3% em 12 meses, atingindo R$ 869,5 bilhões em dezembro de 2020, com melhora do desempenho das carteiras de crédito de pessoas físicas e de micro, pequenas e médias empresas, que avançaram 6,6% e 33,9%, respectivamente, no mesmo período. Em relação ao terceiro trimestre de 2020, merecem destaque os crescimentos da carteira de crédito para pessoa física: cartão de crédito (11,3%), crédito consignado (8,9%), veículos (8,6%) e crédito imobiliário (8,6%).

A despesa de provisão para créditos de liquidação duvidosa (PDD) sofreu redução de 11,0% em relação ao terceiro trimestre de 2020, totalizando R$ 5,6 bilhões, em razão da melhora de rating de clientes do Banco de Atacado e menor necessidade de provisionamento por perda esperada no Banco de Varejo, ambos no Brasil.

O índice de inadimplência medido por créditos vencidos há mais de 90 dias atingiu 2,3%, ligeiro aumento de 0,1 ponto percentual na comparação com o trimestre anterior.

O resultado de serviços cresceu 4,1% frente ao terceiro trimestre de 2020. Esse crescimento está relacionado ao aumento de faturamento tanto em emissão quanto em adquirência nas receitas com cartões e a maiores ganhos com taxa de performance em administração de fundos. Esses crescimentos foram parcialmente compensados por menores ganhos com: (i) assessoria econômico-financeira em função dos menores volumes no mercado de capitais e (ii) serviços de conta corrente relacionados com a isenção de tarifas a partir de novembro.

“Fico satisfeito por constatar que fomos capazes de responder aos desafios extraordinários trazidos pela pandemia, sem comprometer nosso foco em satisfação de clientes, transformação digital e eficiência. Encerro meu mandato muito confiante de que sob a liderança competente do Milton, o Banco será capaz de atingir resultados crescentes.” Candido Bracher - Atual CEO e futuro membro do Conselho do Itaú Unibanco

As despesas não decorrentes de juros alcançaram R$ 13,3 bilhões no quarto trimestre de 2020, com avanço de 5,1% em relação ao trimestre anterior. Esse aumento é explicado pelo crescimento dos custos variáveis em função da maior atividade econômica e com maiores gastos com pessoal. Além disso, houve crescimento das despesas na América Latina, decorrente da variação cambial. Nossas ações com foco em eficiência de custos permitiram a redução de 0,9% em nossas despesas não decorrentes de juros, nos últimos 12 meses. Vale destacar a redução de 3,0% nas despesas acumuladas do ano no Brasil, que se traduz em uma contração real de 7,6% excluindo os efeitos da inflação.

“Além das questões conjunturais provocadas pela pandemia de covid-19 que ainda impactam o desempenho do banco, seguimos em um contexto competitivo particularmente dinâmico. Não faltarão desafios em 2021. Nesse contexto, vamos aprofundar o processo de digitalização das operações, sempre com o objetivo de melhorar a experiência dos nossos clientes, aumentar a eficiência e acelerar a nossa agenda de crescimento.” Milton Maluhy - Atual CFO e CRO e novo CEO do Itaú Unibanco

Apoio aos clientes – O Itaú Unibanco segue mobilizado para apoiar os clientes e atenuar os efeitos da crise provocada pela Covid-19 em seus respectivos negócios. Nesse sentido, o saldo da carteira com flexibilização das condições de pagamentos para pessoas físicas, micro e pequenas empresas totalizou R$ 50,8 bilhões em 31 de dezembro, sendo R$ 38,4 bilhões destinados a pessoas físicas e R$ 12,4 bilhões para micro e pequenas empresas.

Além disso, o Itaú Unibanco já direcionou R$ 22,3 bilhões em programas de governo para micro, pequenas e médias empresas, sendo que no quarto trimestre foram desembolsados R$ 3,2 bilhões. Esses recursos foram destinados por meio do Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Pronampe), custeio de folhas de pagamentos das empresas e outras linhas do governo, como o FGI (Fundo Garantidor para investimentos) e o CGPE (Capital de Giro para Preservação de Empresas).

Na frente de digitalização dos negócios, houve avanços robustos. No final de 2020, os clientes digitais (correntistas, cartões e empresas) chegaram a 24,2 milhões, aumento de 16,4% em relação ao ano anterior. A abertura de contas online (para pessoa física e empresas) teve expansão de 92,0% ante 2019. E, como parte do processo de transformação digital e aperfeiçoamento da experiência bancária para nossos 56 milhões de clientes em todo o mundo, 60% dos sistemas de tecnologia serão migrados para a nuvem até 2022.

Mais informações sobre os resultados estão disponíveis no site de Relações com Investidores do Itaú Unibanco: www.itau.com.br/relacoes-com-investidores.

(1) Inclui garantias financeiras prestadas e títulos privados.

(2) Resultado com Seguros considera as receitas de seguros, previdência e capitalização líquidas de despesas com sinistros e de comercialização de seguros.