Itaú BBA - Varejo e serviços avançam em setembro

Semana em Revista

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Varejo e serviços avançam em setembro

Novembro 14, 2019

O crescimento das vendas no varejo foi generalizado entre seus componentes

 Crescimento robusto das vendas no varejo e receitas de serviços

 Reforma da Previdência é promulgada pelo Congresso

 Macro Visão: Quais serão os principais determinantes do real doravante?

 China: dados de outubro apontam fragilidade no cenário econômico

Crescimento robusto das vendas no varejo e receitas de serviços 

As vendas no varejo (PMC) ampliado aumentaram 0,9% com ajuste sazonal em setembro, entre nossa projeção (+0,7%) e as expectativas do mercado (+1,2%). As vendas no varejo restrito, que excluem veículos e material de construção, aumentaram 0,7% (Gráfico 1). O crescimento foi generalizado – 9 de 10 categorias do varejo cresceram – com destaques para os componentes de móveis e eletrodomésticos (+5,2% na variação mensal) e têxteis, vestuário e calçados (+ 3,3%). Em linhas gerais, os dados da PMC reforçam que o consumo permanece em uma tendência positiva. Projetamos que o consumo das famílias cresça 2,0% este ano e 2,4% em 2020. Para o setor de serviços (PMS), o indicador subiu 1,2% no mês, acima da nossa projeção (0,7%), após ajuste sazonal, representado um crescimento de 1,4% na variação anual.  

Incorporando os dados recém divulgados pelo IBGE para o mês de setembro, o Banco Central divulgou seu indicador de atividade (IBC-Br) que apontou alta de 0,4% no mês, refletindo o desempenho positivo dos números de serviços, varejo e indústria. Na variação anual, o IBC-Br subiu 2,1% (1,0% na média móvel de três meses) (Gráfico 2).  

Reforma da Previdência é promulgada pelo Congresso

O Congresso promulgou a reforma da Previdência, representando um passo importante em direção à consolidação fiscal para a economia brasileira. A reforma economizará cerca de R$ 738 bilhões entre 2020 e 2029. Vale notar que esse impacto não inclui a economia de R$ 240 bilhões com as medidas de combate à fraude nos benefícios da Previdência, que também ajudarão na retomada do equilíbrio fiscal no médio prazo, e tampouco inclui economias a serem obtidas com a eventual inclusão de entidades subnacionais na reforma. Avaliamos que a chamada PEC paralela com alterações, como a inclusão dos estados e municípios na reforma, ainda não possui consenso político para aprovação. A inclusão dos entes subnacionais traria uma economia de R$ 288 bilhões em dez anos, sendo fundamental para a sustentabilidade de seus regimes de Previdência no longo prazo. Para o governo federal, a proposta poderia aumentar o impacto da reforma em até R$ 10 bilhões, resultantes de R$ 80 bilhões em aumentos de receitas pela revisão de desonerações, compensados parcialmente por R$ 70 bilhões em propostas que reduzem a economia com a reforma.

Quais serão os principais determinantes do real doravante?

Publicamos estudo detalhando os impactos dos fundamentos econômicos no desempenho do real à frente (acesse aqui). Historicamente, o diferencial de juros ajustado pelo risco tem sido um importante determinante para a taxa de câmbio brasileira. Olhando apenas para essa variável, a redução do diferencial para níveis historicamente baixos sugere a estabilização da moeda em patamar mais depreciado. Nos próximos anos, no entanto, a perspectiva de crescimento maior da economia brasileira pode gerar um fluxo de capitais mais intenso para o país capaz de compensar, pelo menos em parte, o impacto do diferencial de juros menor sobre a taxa de câmbio. Ou seja, ao incorporar esse efeito nos nossos modelos, encontramos um real ligeiramente mais apreciado do que temos no nosso cenário.

China: dados de outubro apontam fragilidade no cenário econômico

A produção industrial chinesa cresceu 4,7% na variação anual, resultado abaixo da mediana das expectativas de mercado (5,4%), reflexo de uma moderação nos componentes de mineração, manufatura e serviços de utilidade pública. Também divulgado para outubro, o indicador de investimentos (FAI) desacelerou 0,2 p.p. no mês, para 5,4%. Olhando sua composição, o componente de investimento relacionado à manufatura continua em ritmo fraco, o componente de infraestrutura ainda não mostra sinais de recuperação, e o componente relacionado ao setor imobiliário começa a entrar em uma tendência de declínio.

Olhando à frente, mantemos nossa projeção de crescimento do PIB de 6,2% em 2019 e 5,7% em 2020. O alívio comercial é importante para as perspectivas de crescimento da China. Em nossa visão, a resposta do governo chinês frente à desaceleração da atividade permanecerá moderada, não fornecendo um grande impulso à atividade econômica.

Destaques da próxima semana 

No Brasil, os dados de criação de emprego formal (Caged) para outubro podem ser divulgados, ainda sem data definida. Na sexta-feira, o IBGE divulga a inflação do IPCA-15 de novembro. No mesmo dia, a FGV divulga a prévia da confiança da indústria para o mês de novembro.

Do lado internacional, a ata da última decisão de política monetária do Fed será divulgada na quarta-feira. Na quinta-feira, a ata da última decisão do Banco Central Europeu também será divulgada. Na sexta-feira, as atenções estarão voltadas para a divulgação dos índices PMI de atividade para a Zona do Euro referentes ao mês de novembro.


 

Para o relatório completo com gráficos e tabelas, favor acessar o pdf em anexo.



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