Itaú BBA - Reforma da Previdência avança para plenário da Câmara

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Reforma da Previdência avança para plenário da Câmara

Julho 5, 2019

O texto segue para análise da Câmara, onde precisa ser aprovado em dois turnos, com mínimo de 308 votos, antes de ir para o Senado.

• Comissão Especial aprova parecer do relator da reforma da Previdência

• Produção industrial segue em ritmo fraco

• Produção de veículos registra 233 mil unidades em junho

• EUA: Criação de emprego formal acelera em junho

Comissão Especial aprova parecer do relator da reforma da Previdência

A Comissão Especial da Reforma da Previdência na Câmara dos Deputados aprovou o parecer do relator, deputado Samuel Moreira (PSDB-SP), por 36 votos a 13. Dois  destaques foram aprovados, alterando o conteúdo originalmente proposto pelo relator. Um deles retirou do parecer a possibilidade de que exportações agrícolas estejam sujeitas à incidência de contribuições previdenciárias. O segundo, retirou do parecer o artigo que previa que policiais e bombeiros militares teriam regras de aposentadoria equiparadas às das Forças Armadas enquanto não houvesse leis específicas para as categorias. Estimamos que o texto aprovado representa economia líquida de R$ 905 bilhões ao longo de 10 anos (equivalente a 1,9% do PIB em 2027). Cabe notar que estados e municípios ficaram de fora do parecer, mas existe possibilidade de inclusão através de emenda que poderia ser apresentada no plenário da Casa. O texto segue para análise da Câmara, onde precisa ser aprovado em dois turnos, com mínimo de 308, votos antes de ser encaminhado para o Senado. Segundo o noticiário, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, indicou que iniciará a análise da proposta na próxima terça-feira (9) a fim de garantir a votação em primeiro turno antes do recesso parlamentar, previsto para os dias 17 até 31 de julho.

Produção industrial segue em ritmo fraco 

A produção industrial recuou 0,2% em maio na comparação mensal dessazonalizada, reforçando tendência de fraqueza da indústria nos últimos meses (Gráfico 1). O resultado veio virtualmente em linha com a mediana das expectativas (-0,3%) e acima da nossa projeção (-0,6%). Na comparação anual, a produção industrial cresceu 7,2% devido à forte queda do indicador em maio do ano passado em razão da paralisação dos caminhoneiros. A indústria de transformação recuou 0,5% na variação mensal, enquanto a indústria extrativa avançou 9,2%, parcialmente compensando o recuo de 25,6% acumulado nos quatro primeiros meses de 2019. Considerando uma desagregação maior, dentre 26 atividades, apenas 8 apresentaram crescimento em maio. Nossa projeção preliminar aponta para queda de 0,8% com ajuste sazonal da produção industrial em junho, com a indústria de transformação recuando 0,8% e a indústria extrativa crescendo 0,7%.

Produção de veículos registra 233 mil unidades em junho

Segundo a Anfavea, foram produzidos 233,1 mil veículos em junho (244, após ajuste  sazonal) (Gráfico 2). Segundo nosso ajuste sazonal, o resultado representa uma queda de 0,7% no mês, influenciado por queda de 1,1% na produção de veículos leves, enquanto a produção de caminhões e ônibus subiu 6,3%. Em comparação ao mesmo período do ano anterior, a produção de veículos recuou 9% ainda bastante influenciada pela menor demanda externa da Argentina. Sob a ótica da demanda, as exportações ficaram praticamente estáveis, enquanto as vendas domésticas subiram 2,7%. Também divulgado nesta semana, segundo a Fenabrave, foram vendidos 223 mil veículos em junho, uma alta mensal dessazonalizada de 2,8%. Na variação em 12 meses, as vendas de veículos subiram 10,5%.

EUA: Criação de emprego formal acelera em junho

No último mês, foram criados 224 mil empregos formais nos EUA, resultado bem acima da mediana de expectativas do mercado (160 mil), ante 75 mil em maio (Gráfico 3). A taxa de desemprego oscilou para 3,7% (ante 3,6% em maio). Além disso, a variação anual do salário por hora trabalhada seguiu no ritmo de 3,1%, refletindo um quadro de pressões salariais modestas. Apesar do ritmo robusto do mercado de trabalho, existem preocupações com relação ao ritmo de crescimento da economia americana à frente, em um contexto de incertezas comerciais ainda presentes. Nesse sentido, acreditamos que o Fed irá implementar cortes preventivos na taxa de juros, com início na próxima decisão de política monetária, em 31 de julho.

Christine Lagarde é indicada para presidir o Banco Central Europeu

Líderes da União Européia concordaram em indicar a diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional, Christine Lagarde, como futura presidente do Banco Central Europeu (BCE) em substituição a Mario Draghi. O próximo passo é a aprovação formal que pode ocorrer nos próximos meses. Os ativos da região reagiram positivamente à notícia (Gráfico 4), uma vez que Lagarde representa a continuidade na condução de política monetária do BCE, com juros baixos por período prolongado.

Destaques da próxima semana

No Brasil, as atenções estarão voltadas para a possibilidade de votação da reforma da Previdência no primeiro turno da Câmara dos Deputados. Na agenda de divulgações econômicas, a inflação do IPCA de junho será divulgada na quarta-feira. O IBGE também divulga as vendas no varejo na quinta-feira e a receita do setor de serviços no dia seguinte (ambos para maio). Ainda sem data definida, os dados referentes a junho para a expedição de papel ondulado (ABPO) e fluxo de veículos nas estradas (ABCR) também podem ser divulgados.

Do lado internacional, as atas das últimas reuniões de política monetária do Fed e do BCE serão divulgadas na quarta-feira. No dia seguinte, a inflação ao consumidor de junho na economia americana será divulgada. Ainda sem data definida, negociadores comerciais do governo dos EUA estarão na China com o objetivo de retomar as negociações entre os países.



Para o relatório completo com gráficos e tabelas, favor acessar o pdf em anexo.



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