Itaú BBA - Reforma da Previdência avança na Câmara

Semana em Revista

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Reforma da Previdência avança na Câmara

Maio 5, 2017

O texto-base da reforma da Previdência foi aprovado na Comissão Especial da Câmara do Deputados por 23 votos a favor e 14 contra.

Comissão Especial da Câmara aprova Reforma da Previdência

Produção industrial recua 1,8% em março

Melhora no mercado de trabalho dos EUA

França: À espera do segundo turno das eleições

Comissão Especial da Câmara aprova Reforma da Previdência

O texto-base da reforma da Previdência foi aprovado na Comissão Especial da Câmara do Deputados por 23 votos a favor e 14 contra. O resultado representa uma taxa de aprovação de 62%, considerando todos membros da Comissão. Acreditamos que os destaques de bancada ao texto-base do relator, deputado Arthur Maia (PPS-BA), poderão ser votados na Comissão na próxima terça-feira (09/05). O passo seguinte será o encaminhamento da proposta para votação no plenário da Câmara, no qual são necessários para sua aprovação, 308 votos, ou 60% do número total de deputados da casa.

Produção industrial recua 1,8% em março

A produção industrial caiu 1,8% em março, abaixo das expectativas. Em relação ao mesmo mês de 2016, houve alta de 1,1% (Gráfico 1). A queda no mês foi disseminada nas principais categorias econômicas: bens de consumo duráveis (-8,5%), bens de capital (-2,5%) e bens intermediários (-2,5%). Para abril, os indicadores coincidentes (utilização da capacidade instalada, vendas de veículos, dados semanais de comércio exterior e consumo de energia) sinalizam alta de 0,2% na produção industrial, após ajuste sazonal. Esperamos que o ajuste cíclico nos estoques continue, uma vez que a demanda segue acima da produção. Juntamente com a continuidade da flexibilização da política monetária, esse quadro indica um cenário de crescimento moderado na indústria à frente.

Mais um forte superávit comercial

O superávit comercial em abril alcançou US$ 7,0 bilhões, em linha com as expectativas. Acumulado em doze meses, o resultado comercial avançou mais uma vez, para US$ 56 bilhões de superávit (Gráfico 2). Influenciada positivamente por preços mais altos de importantes commodities (petróleo, soja e minério de ferro, por exemplo), as exportações somaram US$ 17,7 bi, um avanço de 4,7% frente ao mês anterior (com ajuste sazonal). Já as importações somaram US$ 10,7 bi, um recuo de 1,4% frente ao mês anterior. Mantemos a nossa visão de superávits comerciais elevados este ano (assim como em 2016) e o forte resultado dos primeiros meses do ano coloca um viés de alta na nossa projeção, em função do aumento do preço e da quantidade exportada. Ainda assim, esperamos que a combinação de câmbio médio ligeiramente mais apreciado (em termos reais), recuperação da demanda doméstica e preços de commodities abaixo dos patamares atuais resultem em números mais fracos nos próximos meses.

Melhora no mercado de trabalho dos EUA...

Os dados de mercado de trabalho de abril apresentaram resultados sólidos, consistente com o cenário de aumento gradual nos juros americanos. A criação de empregos formais foi de 211 mil no mês, acima das expectativas (Gráfico 3). Com isso, a taxa de desemprego caiu para 4,4%, vindo de 4,5% no mês anterior. Apesar da queda na taxa de desemprego, os salários por hora trabalhada apresentaram resultados moderados, com alta de 2,5% nos últimos 12 meses (ante alta de 2,7% no mês anterior). Na nossa visão, apesar dos resultados do mercado de trabalho sugerirem que a economia americana está próxima de seu nível de pleno emprego, pressões salariais seguem atenuadas, o que permite ao Fed, banco central americano, manter o ritmo gradual de altas nos juros.

.... consistente com aumento gradual nos juros

O Fed manteve as taxas de juros no intervalo de 0,75% a 1,00%, em linha com as expectativas. O comunicado da reunião indicou que a desaceleração do crescimento do PIB no primeiro trimestre de 2017, resultado do menor crescimento do consumo doméstico, tende a ser um movimento transitório, considerando os fundamentos positivos do consumo das famílias. O documento sugere que o comitê continua vislumbrando alta gradual nas taxas de juros, com mais duas altas (de 0,25p.p.) em 2017 e três em 2018.

França: À espera do segundo turno das eleições

Após as incertezas no primeiro turno das eleições francesas gerarem volatilidade nos mercados internacionais, o caminho para o segundo turno, que será realizado no próximo domingo (07/05), parece bem menos incerto para o mercado. Pesquisas recentes de intenções de voto mostram que, hoje, o candidato independente Emmanuel Macron seria eleito presidente com uma margem extensa, cerca de 21 p.p., sobre as intenções de voto para a candidata eurocética da Frente Nacional, Marine Le Pen (Gráfico 4).

Destaques da próxima semana              

No Brasil, o IBGE divulga o IPCA de abril na quarta-feira, e os dados de vendas no varejo e volume de serviços na quinta e sexta-feira, respectivamente (ambos de março).

Do lado internacional, destaque para a divulgação dos dados de vendas no varejo e o índice de preços ao consumidor dos EUA na sexta-feira (ambos para abril). No Reino Unido, as atenções estarão voltadas para a decisão de política monetária na quinta-feira.


 

Para o relatório completo com gráficos e tabelas, favor acessar o pdf anexo.


 

 



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