Itaú BBA - Receita de serviços surpreende em agosto

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Receita de serviços surpreende em agosto

Outubro 19, 2018

A alta de 1,2% no mês de agosto compensou parcialmente a queda de 2% no mês anterior

Receita real do setor de serviços subiu 1,2% em agosto

Bolsonaro segue liderando as intenções de voto para o segundo turno

PIB da China cresce 6,5% no terceiro trimestre

Receita real do setor de serviços subiu 1,2% em agosto...

Segundo o IBGE, a receita real do setor de serviços subiu 1,2% em agosto, após ajuste sazonal, parcialmente compensando a queda de 2% no mês anterior. O resultado mais forte no mês foi influenciado pelos subcomponentes de serviços profissionais e administrativos (+2,2%, após ajuste sazonal), e pela alta de 3,2% no subcomponente de transportes, que recuperou parte da perda de 3,9% de julho. Em comparação com o mesmo mês do ano anterior, houve alta de 1,5% (0,5% na média móvel de três meses), resultado bem acima das expectativas de mercado (Gráfico 1). É importante lembrar que a PMS compreende aproximadamente 34% do PIB de serviços e, portanto, não representa a totalidade do setor. 

... PIB mensal também avança no mês

Com a receita real do setor de serviços, completamos nosso cálculo do PIB mensal Itaú Unibanco (PM-Itaú) de agosto. O PM-Itaú avançou 0,8% em agosto, na comparação mensal dessazonalizada. Dentre os treze componentes do PIB mensal, sete apresentaram avanço em agosto, na comparação mensal dessazonalizada. Ante o mesmo mês do ano anterior, o indicador avançou 2,7%. Com este resultado, o indicador se encontra 1,5% acima do observado antes da paralisação dos caminhoneiros (média de fevereiro-abril). Na mesma direção, o índice de atividade econômica do Banco Central (IBC-Br), subiu 0,5% em agosto, após ajuste sazonal, acima das expectativas de mercado. Ante o mesmo mês do ano anterior, o indicador avançou 2,5%, e agora se encontra 1,3% acima do observado antes da paralisação dos caminhoneiros (Gráfico 2). Em linhas gerais, a dinâmica recente dos indicadores de confiança e a difusão dos principais indicadores coincidentes mensais apontam para um quadro de crescimento subjacente da economia brasileira melhorando desde junho, mas ainda em ritmo fraco.

Bolsonaro segue liderando as intenções de voto para o segundo turno 

De acordo com o Ibope (15 de outubro), Jair Bolsonaro (PSL) lidera a corrida presidencial com 59% dos votos válidos, contra Fernando Haddad com 41%. Nos votos totais, Bolsonaro aparece com 52% das intenções de voto, enquanto Haddad tem 37%. As suas taxas de rejeição são de 35% e 47%, respectivamente. Para a vitória no segundo turno, marcado para 28 de outubro, são necessários 50% dos votos válidos mais um.

Segundo o Datafolha (18 de outubro), Jair Bolsonaro (PSL) apresentou 59% dos votos válidos (50% dos votos totais), enquanto Fernando Haddad obteve 41% (35% dos votos totais) (Gráfico 3). Na pesquisa Datafolha anterior (10 de outubro), Jair Bolsonaro apresentava 58% dos votos válidos (49% dos votos totais) e Fernando Haddad 42% (36% dos votos totais). Brancos e nulos subiram para 10% (ante 8% na última pesquisa), e indecisos recuaram para 5% (ante 6%).  

PIB da China cresce 6,5% no terceiro trimestre...

O PIB da China desacelerou no terceiro trimestre de 2018, registrando crescimento de 6,5% em relação ao mesmo trimestre do ano anterior, ante 6,7% no segundo trimestre do ano (Gráfico 4). Sob a ótica da demanda, as contribuições dos componentes de consumo e investimentos ficaram praticamente estáveis, enquanto que as exportações líquidas contribuíram negativamente, refletindo os aumentos nas tarifas dos EUA que estão começando a prejudicar as exportações chinesas. Olhando à frente, projetamos crescimento de 6,5% do PIB em 2018 e 6,1% para 2019. No entanto, mais medidas de estímulos serão necessárias caso ocorram novos aumentos de tarifas, intensificando os efeitos negativos sobre a atividade econômica.

... dados de atividade apresentam desempenho ambíguo em setembro

Em setembro, o crescimento em 12 meses da produção industrial chinesa recuou para 5,8% (ante 6,1% no mês anterior), abaixo da mediana das expectativas de mercado. Por outro lado, as vendas no varejo vieram mais fortes, atingindo 9,2% (ante 9,0%) e o crescimento dos investimentos fixos aceleraram para 6,0% (ante 4,1%). Com relação a este último, sua quebra setorial indica que o componente de manufatura apresentou um desempenho robusto no mês, enquanto que o componente de infraestrutura está se recuperando a um ritmo moderado, sugerindo que a recente emissão de títulos de governos locais para estímulo de infraestrutura ainda pode levar mais tempo para influenciar o desempenho do setor. Por fim, os indicadores do mercado imobiliário chinês apresentaram resultados mais fracos em setembro, com moderação no ritmo das vendas (vendas de novos imóveis recuaram 3,6% nos últimos 12 meses) e construção de novas casas (crescimento em 12 meses recuou de 26,6% para 20,3%).

Destaques da próxima semana

No Brasil, o IBGE divulga a inflação do IPCA-15 de outubro na terça-feira. O resultado primário do governo central será divulgado na sexta-feira. Ainda sem data definida, os dados de criação de emprego formal (Caged) de setembro também podem ser divulgados. 

Na agenda eleitoral, novas pesquisas de intenções de voto foram registradas no TSE: Real Time Big Data deve divulgar pesquisas nos dias 22 e 25 de outubro; MDA deve divulgar pesquisa no dia 22; Ibope deve divulgar pesquisa no dia 23.

Do lado internacional, as atenções estarão voltadas para a decisão de política monetária do Banco Central Europeu na quinta-feira, e a divulgação do PIB do terceiro trimestre da economia americana na sexta-feira.



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