Itaú BBA - Real volta a apreciar

Semana em Revista

< Voltar

Real volta a apreciar

Julho 1, 2016

O real teve pressão de apreciação contra o dólar nesta semana, influenciado pela sinalização de política monetária no exterior

Mercados globais melhoram após Brexit

Câmbio atinge 3,20 em meio a ambiente externo mais favorável

CMN mantém meta de inflação para 2018 em 4,5% e TJLP em 7,5%

PMIs na China indicam estabilidade do crescimento em junho


Mercados globais melhoram após Brexit

No dia após a decisão de saída do Reino Unido da União Europeia, os mercados globais registraram forte queda. No entanto, essa tendência foi revertida durante essa semana. A bolsa da Inglaterra, por exemplo, voltou aos níveis antes do referendo (Gráfico 1). A sinalização dos principais bancos centrais do mundo de manter suas políticas expansionistas está por trás do movimento.

Taxa de câmbio volta a apreciar em meio a ambiente externo mais favorável

O real teve pressão de apreciação contra o dólar nesta semana, influenciado pela sinalização de política monetária no exterior. O mercado de câmbio reagiu à sinalização dos principais bancos centrais do mundo de manter suas políticas expansionistas, diante das incertezas globais relacionadas ao “Brexit”. Neste ambiente, a taxa de câmbio recuou para R$3,20/dólar ao longo da semana (Gráfico 1). O banco central aproveitou para voltar a reduzir o estoque de derivativos cambiais, contribuindo para suavizar o movimento. O presidente do BC afirmou que “a conjunção de fatores internacionais e domésticos está permitindo reduzir swaps”, e que “não existe flutuação pura em economias emergentes”.

Relatório de Inflação reforça que não há espaço para corte de juros 

No Relatório de Inflação do segundo trimestre, o Copom avaliou que há avanços no combate à inflação, mas ressaltou que a continuidade dos avanços depende, entre outras coisas, de avanços na política fiscal. As projeções de inflação sugerem convergência no cenário de referência (assume juros constantes), mas se estabilizam acima da meta no cenário de mercado (assume corte de juros). Diante deste cenário, o Copom reforçou o propósito de convergência da inflação para a meta em 2017 e que, diante das condições atuais, não há espaço para redução de juros. Acreditamos que o cenário vai evoluir no sentido de permitir cortes de juros no segundo semestre, mas o Copom pode precisar de mais tempo para ter convicção para iniciar o processo.

CMN mantém meta de inflação para 2018 em 4,5% e a TJLP em 7,5%

O Conselho Monetário Nacional (CMN) manteve a meta de inflação para 2018 em 4,5% e com o intervalo de tolerância de 1,5 p.p, o mesmo que foi estabelecido para 2017.  Além disso, o comitê manteve, pela segunda reunião consecutiva, a Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP), que parametriza boa parte dos empréstimos do BNDES, em 7,5%. Na nossa visão, a TJLP permanecer neste patamar à frente.

Tendência desfavorável dos resultados fiscais continua 

O setor público consolidado registrou déficit primário de R$ 18,1 bilhões em maio, ligeiramente pior que o esperado. A surpresa foi devido a um resultado pior dos estados e municípios. Acumulado em doze meses, o déficit primário sobre o PIB recuou para 2,5%, vindo de 2,3% em abril (Gráfico 3). A tendência desfavorável dos resultados fiscais reforça a necessidade da aprovação de reformas estruturais, como a proposta do limite para o crescimento dos gastos, que é capaz de alterar a dinâmica de elevação nas despesaError 500: javax.servlet.jsp.JspException: The value specified for the oid attribute is invalid