Itaú BBA - Mercado de trabalho segue em recuperação gradual

Semana em Revista

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Mercado de trabalho segue em recuperação gradual

Dezembro 28, 2018

Mercado de trabalho segue em recuperação gradual.

• Taxa de desemprego estável em novembro

• Indicadores de confiança seguem avançando em dezembro

• IGP-M fecha o ano com inflação de 7,5%

• Déficit primário de R$ 15,6 bilhões em novembro

Taxa de desemprego estável em novembro

Segundo dados da PNAD Contínua, a taxa de desemprego recuou para 11,6% em novembro, ante 11,7% no trimestre concluído em outubro. Na comparação com o mesmo período do ano anterior, o desemprego recuou 0,4 p.p. Usando nosso ajuste sazonal, a taxa de desemprego ficou estável em 12,1% no mês (Gráfico 1). A abertura entre emprego formal e informal segue ambígua entre indicadores de mercado de trabalho. Por um lado, os dados da PNAD sugerem alta principalmente na ocupação informal (no mês de novembro em particular, na ocupação por conta própria com CNPJ), compensando recuos no emprego formal. Entretanto, os dados do Caged sugerem melhora do emprego formal desde o começo do 3T18. Assim, acreditamos que este avanço deve aparecer na amostra da PNAD contínua mensal em breve. Olhando à frente, projetamos que a taxa de desemprego – de acordo com nosso ajuste sazonal – recue para 11,6% até o fim de 2019 e 11,0% ao fim de 2020.

Indicadores de confiança seguem avançando em dezembro

Os indicadores de confiança divulgados pela FGV apresentaram, mais uma vez, resultados positivos em dezembro (Gráfico 2). O índice de confiança do consumidor subiu 0,6% no mês, a terceira alta consecutiva, e foi influenciado pelo subcomponente de situação atual (+3,2%), que compensou o recuo de 0,8% no subcomponente de expectativas para o futuro. A confiança do setor de construção civil subiu 0,9%, a quarta alta consecutiva e já cumula alta de 7,7% desde agosto. Na mesma direção, a confiança do comércio apresentou alta robusta de 5,7% (seu maior nível desde abril de 2013), e a confiança do setor de serviços subiu 1,4% (seu maior nível desde abril de 2014). Por fim, em ritmo mais moderado que os demais, a confiança do empresário industrial apresentou alta de 0,5% em dezembro, após ter ficado praticamente estável no mês anterior.

Concessões livres crescem em novembro, puxadas por PF

O Banco Central divulgou as informações de crédito referentes ao mês de novembro. A média diária das concessões de crédito livre aumentou 2,4% em termos reais e com ajuste sazonal frente ao mês anterior. Na mesma comparação, as concessões de crédito direcionado avançaram 1,5%. A taxa de inadimplência do sistema (com ajuste sazonal) ficou praticamente estável em 3,0%, e a taxa de juros média do crédito se manteve igual à de outubro.

Vendas nos supermercados sobem 1,4% em novembro

De acordo com a Associação Brasileira de Supermercados (ABRAS), o índice de vendas nos supermercados do mês de novembro apresentou alta de 1,4%, após ajuste sazonal, levando a variação em 12 meses a alcançar 3,0% (Gráfico 3). Acreditamos que a tendência de alta do indicador deve continuar nos próximos meses, em linha com a recuperação gradual da atividade.

IGP-M fecha o ano com inflação de 7,5%

O IGP-M apresentou variação de -1,08% em dezembro. Com o resultado, o índice fechou 2018 com alta de 7,54%, ante uma deflação de 0,52% no ano passado (Gráfico 4). A aceleração do índice de preços em comparação ao ano anterior é explicada em grande medida pela dinâmica dos preços de alimentos, em um contexto de normalização das condições climáticas, e industriais – ambos influenciados por efeitos defasados de depreciação cambial – que contribuíram para o avanço de 9,43% do subcomponente IPA-M (peso de 65% no índice IGP-M) em 2018, ante deflação de 2,55% no ano anterior. Para os demais componentes, o IPC (peso de 24% no índice IGP-M) fechou o ano com inflação de 4,12% em 2018 (ante 3,13% em 2017) e INCC (peso de 11% no índice IGP-M) apresentou inflação de 3,97% (ante 4,02% no ano anterior).

Déficit primário de R$ 15,6 bilhões em novembro

O setor público consolidado registrou déficit primário de R$ 15,6 bilhões em novembro. O governo central registrou déficit de R$ 16,2 bilhões, enquanto os governos regionais e as estatais registraram superávit de R$ 2,0 bilhões e déficit de R$ 0,2 bilhão. No acumulado em 12 meses, o déficit primário consolidado piorou de 1,2% em outubro para 1,5% do PIB em novembro (Gráfico 5). O resultado do mês reforça a perspectiva de um resultado primário melhor do que a meta de déficit fixada para o ano. A dívida bruta do governo geral aumentou de 77,0% do PIB em outubro para 77,3% do PIB em novembro, enquanto a dívida líquida do setor público recuou de 53,6% para 53,3% do PIB no mesmo período. Um cenário fiscal favorável é estritamente dependente da aprovação de reformas, como a da Previdência, que sinalizem o retorno gradual a superávits primários compatíveis com a estabilização estrutural da dívida pública. 

Destaques da próxima semana

No Brasil, a balança comercial referente ao mês de dezembro será divulgada na quarta-feira. 

Do lado internacional, as atenções estarão voltadas para os dados de mercado de trabalho da economia americana na sexta-feira. Além disso, o índice PMI (na sigla em inglês) de manufatura da economia chinesa de dezembro será divulgado na madrugada da segunda-feira.
 

Este é o último “A Semana em Revista” de 2018. Agradecemos a todos que nos acompanharam ao longo do ano e desejamos um feliz 2019! 



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