Itaú BBA - EUA e UE fazem acordo para evitar escalada de disputas comerciais

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EUA e UE fazem acordo para evitar escalada de disputas comerciais

Julho 27, 2018

Os dois lados trabalharão para zerar tarifas comerciais, reduzir barreiras não tarifárias e subsídios

EUA e UE trabalharão para zerar tarifas comerciais

PIB dos EUA cresce 4,1% no 2º trimestre

Indicadores de confiança apresentam alguma recuperação em julho

Partidos do “centrão” oficializam apoio a Geraldo Alckmin

EUA e UE trabalharão para zerar tarifas comerciais

O acordo ocorreu após o presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, ser recebido por Donald Trump, com o objetivo de aliviar as tensões comerciais entre União Europeia (UE) e os EUA. Os dois lados trabalharão para zerar tarifas comerciais, reduzir barreiras não tarifárias e subsídios, além de reduzir outras barreiras sobre serviços, produtos farmacêuticos, entre outros. A UE se comprometeu a facilitar e expandir as importações de soja e gás natural americano, além de trabalhar junto com os EUA para reformar a Organização Mundial do Comércio, no sentido de aumentar a proteção sobre propriedade intelectual.

Caso os trabalhos avancem, as partes buscarão chegar a uma solução acerca da imposição de tarifas, por parte dos EUA, sobre aço e alumínio, e de medidas retaliatórias implementadas pela UE (sobre motocicletas, barcos e bebidas alcoólicas dos EUA, por exemplo). Além disso, houve acordo de não imposição de tarifas sobre automóveis durante o período de negociações. Por fim, enquanto ainda existem riscos associados à implementação deste acordo, as atenções dos mercados se voltarão para as negociações comerciais entre EUA e China.

PIB dos EUA cresce 4,1% no 2º trimestre

O PIB dos EUA cresceu a uma taxa anualizada de 4,1% no 2º trimestre, virtualmente em linha com as expectativas de mercado, e foi revisado para 2,2% no trimestre anterior (ante 2,0%) (Gráfico 1). Sob a ótica da demanda, a atividade se mostrou robusta no 2º semestre do ano, em um contexto de demanda privada mais forte e níveis menores de estoques. Além disso, vale notar que as medidas fiscais anunciadas de cortes de impostos e aumentos nos gastos públicos estão impulsionando o PIB neste meio de ano. À medida que o impulso fiscal para o PIB desaparece e as taxas de juros sobem, o crescimento nos EUA deve começar a desacelerar entre o 4º trimestre de 2018 e o 1º trimestre de 2019. 

Indicadores de confiança apresentam alguma recuperação em julho

Os indicadores de confiança divulgados pela FGV apresentaram resultados positivos, revertendo parcialmente as quedas ocasionadas pela paralisação dos caminhoneiros no final de maio (Gráfico 2). A confiança do consumidor subiu 2,6%, após recuo de 10,8% observado entre os meses de março e junho. Na mesma linha, a confiança para o setor da construção civil subiu 2,1%, mas segue 1,9% abaixo do pico recente observado em janeiro. A confiança do empresário industrial ficou estável no mês, influenciada pela queda de 3,7% no componente de expectativas para o futuro – possível reflexo das paralisações – que anulou o crescimento de 4,1% no componente de situação atual.  Em nossa visão, este resultado reforça o cenário de crescimento mais moderado da atividade econômica, também observado a partir de uma ampla gama de indicadores de atividade correntes. Por fim, contrastando com os demais indicadores, a confiança do comércio recuou 0,9% no mês, sua quarta queda consecutiva.    

Governo central tem déficit de R$ 16,4 bilhões em junho

O governo central apresentou déficit de R$ 16,4 bilhões em junho, levemente maior que as expectativas de mercado (déficit de R$ 13,4 bilhões). Acumulado em doze meses, o déficit primário atingiu R$ 100 bilhões (ou 1,5% do PIB) (Gráfico 3). Acreditamos que o déficit do governo central deve ser menor que a meta definida para este ano (2,2% do PIB ou R$ 159 bilhões). Em linhas gerais, apesar da maior moderação da atividade econômica e dos subsídios ao preço do diesel, o déficit primário deve ser R$ 10 bilhões mais baixo que a meta de 2018, influenciado por menores expectativas de gastos para o ano, assim como resiliência nas receitas recorrentes.

Partidos do “centrão” oficializam apoio a Geraldo Alckmin

O bloco de partidos formado por DEM, PP, Solidariedade, PRB e o PR oficializou o apoio à candidatura de Geraldo Alckmin (PSDB) à presidência da República, restando definir quem será o indicado para o cargo de vice-presidente na chapa do PSDB. A cerca de uma semana do fim da janela de convenções partidárias – que se encerra no dia 5 de agosto – os partidos políticos seguem em busca de alianças. 

Instituto Ideia Big Data mostra quadro eleitoral estável

Segundo pesquisa nacional de intenções de votos divulgada pelo Instituto Ideia Big Data, em um cenário sem a participação do ex-presidente Lula, Jair Bolsonaro (PSL) e Marina Silva (REDE) lideram com cerca de 19% e 14% das intenções de votos, respectivamente. Ciro Gomes (PDT, 8%) e Geraldo Alckmin (PSDB, 6%) vêm em seguida. Em um cenário com Lula, o ex-presidente lidera, mantendo-se em patamar próximo de 30 p.p. nas pesquisas. 

Destaques da próxima semana 

No Brasil, o Copom volta a se reunir e decidirá sobre a taxa Selic na quarta-feira – nosso cenário base é de que a taxa Selic permanecerá estável em 6,5% até o fim do ano. O IBGE divulga a taxa de desemprego na terça-feira e a produção industrial na quinta-feira (ambos para junho). Do lado político,  duas pesquisas, a nível nacional, de intenções de voto para presidente (Paraná Pesquisas e Poder 360) podem ser divulgadas a partir de terça-feira.

Do lado internacional, as atenções estarão voltadas para as decisões de política monetária no Japão (segunda-feira) e EUA (quarta-feira). Do lado da atividade, o índice PMI de manufatura para junho da China deve ser divulgado na segunda-feira. No dia seguinte, o PIB do segundo trimestre da zona do euro também deve ser divulgado. Por fim, os dados de criação de emprego formal e taxa de desemprego da economia americana serão divulgados na sexta-feira (ambos referentes a julho).



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