Itaú BBA - Eleições francesas em foco

Semana em Revista

< Voltar

Eleições francesas em foco

Abril 20, 2017

As últimas pesquisas de intenção de votos mostram que a eleição francesa segue disputada.

Na França, as atenções estarão voltadas para o primeiro turno das eleições

No Brasil, BC traz de volta sinalização assimétrica para cortes de juros à frente

Governo anuncia mudança na proposta de reforma da Previdência

PIB da China cresce 6,9% no primeiro trimestre do ano

Atenções estarão voltadas para o primeiro turno das eleições

As últimas pesquisas de intenção de votos mostram que a eleição francesa segue disputada. De acordo com as pesquisas de opinião, hoje, a candidata do partido Europopulista Frente Nacional, Marine Le Pen, provavelmente disputará o segundo turno contra o candidato independente Emmanuel Macron, mas não conseguirá avançar além disso (Gráfico 1).

Com as eleições se aproximando, tem havido um aumento recente das discussões de resultados possíveis e cenários futuros para a segunda maior economia da zona do euro. Publicamos um relatório sobre as principais questões em jogo nestas eleições, e qual seria um possível cenário em caso de vitória da candidata de extrema-direita Marine Le Pen (acesse aqui).

BC traz de volta sinalização assimétrica para cortes de juros à frente

O Comitê de Política Monetária do Banco Central do Brasil (Copom) publicou a ata de sua última reunião. O texto traz de volta a sinalização assimétrica (para maiores cortes de juros) sobre os futuros passos de política monetária, que havia sido removida do comunicado da reunião. Um trecho importante revela que o comitê considerou um movimento mais agressivo do que o corte implementado de 1,0 p.p., mas acabou optando pela aceleração "moderada", dado o caráter prospectivo da condução de política monetária e a incerteza em torno do cenário. Acreditamos que o Copom fará outro corte de juros, de 1,0 p.p., em sua próxima reunião. No entanto, novas frustrações com os dados de atividade e, em menor escala, mas também relevante, uma queda mais rápida nas expectativas de inflação e o avanço das reformas econômicas no Congresso podem levar o Copom a acelerar um pouco mais. Projetamos que a taxa Selic atinja 8,25% no fim de 2017 e 2018 (Gráfico 2).

Inflação abaixo das expectativas 

A inflação do IPCA-15 ficou em 0,21% em abril, bem abaixo das expectativas. Acumulada em 12 meses, a inflação recuou para 4,4%, ante 4,7% no mesmo período do mês anterior (Gráfico 3). Segundo o IBGE, este foi o menor resultado do IPCA para o mês de abril desde 2006. O resultado de abril segue em linha com a tendência de queda da inflação observada nos últimos meses, e continua a refletir a desaceleração disseminada entre seus componentes, reforçando o impacto da atividade fraca.

Governo anuncia mudança na proposta de reforma da Previdência

A Comissão Especial da Câmara dos Deputados debaterá ao longo de abril a proposta de reforma da Previdência (PEC 287/16). A apresentação do parecer do relator Arthur Maia (PPS-BA), nesta terça-feira, trouxe mudanças à proposta original enviada pelo governo. Na nossa visão, as mudanças propostas teriam um impacto no resultado primário do governo federal de 1,1 p.p. do PIB em 2025, na comparação ao cenário em que nenhuma reforma é aprovada. A aprovação das reformas fiscais é fundamental para a estabilização da dívida pública no médio prazo.

Câmara aprova projeto de renegociação das dívidas dos estados 

A Câmara dos Deputados aprovou, com 301 votos a favor e 127 contra, o texto base do projeto de renegociação das dívidas dos estados. A medida suspende por três anos o pagamento das dívidas dos estados em calamidade financeira com a União, em troca de contrapartidas, como ajustes estruturais nas contas fiscais.  

PIB da China cresce 6,9% no primeiro trimestre do ano

O PIB do primeiro trimestre na China cresceu 6,9% frente ao mesmo período do ano anterior, acima das expectativas (Gráfico 4). O resultado do PIB e os demais dados de atividades referentes a março mostram forte crescimento no início de 2017. Em março, houve alta de 7,6% na produção industrial e crescimento 10,9% nas vendas no varejo. Os dados de investimento fixo também subiram no mês, puxados por investimentos em manufatura e imobiliário.

Na nossa visão, os resultados são consistentes com a estabilidade da atividade econômica chinesa. Projetamos um crescimento do PIB de 6,4% para 2017, com uma desaceleração no segundo semestre de 2017, e crescimento de 5,8% para 2018.

FMI aumenta projeção de crescimento mundial para 2017

O FMI divulgou novas projeções para o crescimento global (acesse aqui). Houve aumento na projeção de crescimento global para 2017 para 3,5% (antes 3,4%) e estabilidade para 2018 em 3,6% (Tabela 1). O FMI reduziu a projeção para a América Latina para 1,1% em 2017 (antes 1,2%) e para 2,0% em 2018 (antes 2,1%).

Destaques da próxima semana

No Brasil, teremos a divulgação do resultado primário e da taxa de desemprego (ambos de março) na sexta-feira.

As atenções continuarão voltadas para a Reforma da Previdência e eventuais discussões sobre novas alterações na proposta. Também pode ocorrer a votação da Reforma Trabalhista na Câmara dos Deputados.

Do lado internacional, destaque para os dados de PIB do primeiro trimestre nos EUA e Reino Unido na sexta-feira. As decisões de política monetária no Japão e Zona do Euro também merecem destaque (ambos na quinta-feira).

Para o relatório completo com gráficos e tabelas, favor acessar o pdf anexo.


 

 



< Voltar