Itaú BBA - Desemprego segue recuando em novembro

Semana em Revista

< Voltar

Desemprego segue recuando em novembro

Dezembro 29, 2017

Após ajuste sazonal, a taxa recuou para 12,5%, ainda influenciada pela alta do emprego no setor informal.

Taxa de desemprego cai para 12,0% em novembro

Indicadores de confiança em alta em dezembro

Pequeno déficit primário em novembro

IGP-M fecha o ano com deflação de 0,5%

Taxa de desemprego cai para 12,0% em novembro

Segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua, a taxa de desemprego recuou para 12,0% em novembro, ante 12,2% no trimestre concluído em outubro. Usando nosso ajuste sazonal, o desemprego recuou para 12,5% ante 12,6% no mês anterior (Gráfico 1). Vale notar que o emprego informal continua sendo fator determinante para a queda do desemprego na comparação trimestral. Ao fim de 2018, projetamos que a taxa de desemprego estará em 11,8%, com contribuição cada vez maior do emprego formal. Por fim, a massa salarial real avançou 4,5% na comparação anual, beneficiada pela alta dos salários reais.

Caged aponta para fechamento de 12 mil vagas em novembro

Segundo o Ministério do Trabalho houve fechamento de 12,3 mil empregos formais em Novembro, resultado abaixo das expectativas de mercado. Dados livres de sazonalidade apontam para criação de 25,5 mil vagas no mês, o que leva a média móvel de 3 meses a subir de 13 mil para 21 mil vagas e continuar sua melhora gradual (Gráfico 2). Olhando à frente, acreditamos que o processo de recuperação da atividade econômica deve continuar a contribuir positivamente para a criação de empregos formais.

Indicadores de confiança em alta em dezembro

A maior parte dos indicadores de confiança divulgados pela FGV apresentou melhora em dezembro (Gráfico 3). A confiança do empresário industrial subiu 1,3% no mês, com resultado positivo em ambos os componentes, de situação atual (1,3%) e expectativas para o futuro (1,4%). Na mesma linha, a confiança do comércio apresentou alta de 2,6%, atingindo o maior patamar desde julho de 2014, seguindo tendência de recuperação observada desde o primeiro trimestre de 2016. O índice da construção civil também subiu – pelo sétimo mês consecutivo – apresentando alta de 2,0% em dezembro, e a confiança do setor de serviços subiu 1,7%. Do lado do consumidor, por outro lado, houve uma leve queda de 0,5% na confiança, interrompendo o ritmo de crescimento recente, que acumulou alta da 7,9% entre agosto e novembro. Em linhas gerais, os indicadores de confiança divulgados no mês de dezembro são consistentes com a continuidade do processo de recuperação gradual da atividade, e apontam para uma perspectiva mais favorável para a atividade econômica do que o sugerido pelos demais indicadores coincidentes divulgados nas últimas semanas.

Vendas nos supermercados sobem 1,3% em novembro

De acordo com a Associação Brasileira de Supermercados (ABRAS), o índice de vendas nos supermercados do mês de novembro apresentou alta de 1,3%, após ajuste sazonal, levando a média móvel de 3 meses a subir 0,9% (Gráfico 4). Acreditamos que a tendência de alta recente do indicador deve continuar nos próximos meses, também em linha com a recuperação gradual da atividade.  

Déficit primário baixo em novembro

O setor público consolidado registrou déficit primário de R$ 0,9 bilhão em novembro, número menor que o apontado pelas expectativas de mercado. No acumulado em 12 meses, o déficit primário consolidado está em 2,3% do PIB (Gráfico 5). A surpresa no mês veio dos menores gastos discricionários, que ainda não foram afetados pelos R$ 25 bilhões descontingenciados desde setembro. Desse modo, em dezembro, essa linha de gasto deve apresentar forte aceleração, contribuindo para que o resultado primário seja fortemente deficitário. Vale destacar que os resultados fiscais continuam em tendência estrutural de deterioração. O déficit nominal permanece em níveis elevados, enquanto a dívida bruta do governo geral atingiu 74,4% do PIB em novembro, reforçando a extrema importância de reformas (principalmente a da Previdencia) que corrijam o desequilíbrio fiscal do país.

IGP-M fecha o ano com deflação de 0,5%

O IGP-M apresentou variação de 0,89% em dezembro, abaixo das expectativas de mercado. Com o resultado, o índice fechou 2017 com queda de 0,52%, contra alta de 7,17% no ano passado (Gráfico 6). A forte desaceleração do índice de preços em comparação ao ano anterior é explicada em grande medida pelo choque favorável nos preços de alimentos, que contribuiu para a deflação do componente agrícola do IGP-M durante boa parte desse ano – o Índice de Preços por Atacado Agrícola, com participação de 16% no índice do IGP-M, apresentou deflação de 13% em 2017 – e deve se estender durante o primeiro trimestre do próximo ano.

Para 2018, projetamos que a inflação medida pelo IGP-M atinja 4,2%, em um contexto de normalização dos preços agrícolas, estabilidade dos preços das commodities nos mercados internacionais e um real levemente mais depreciado. Vale destacar que os principais fatores de risco para o cenário de inflação seguem atrelados às questões políticas domésticas e à evolução do cenário internacional, que geram riscos para a dinâmica da taxa de câmbio.

Destaques da próxima semana 

No Brasil, a balança comercial de dezembro será divulgada na terça-feira. Na quarta-feira, os dados de vendas de veículos de dezembro serão divulgados pela Fenabrave. O destaque da semana fica para a divulgação, pelo IBGE, da produção industrial de novembro na sexta-feira. Ainda na sexta-feira, a Anfavea deve divulgar os dados de produção de veículos referente ao mês de dezembro. 

Do lado internacional, a ata da última decisão de política monetária do Fed, Banco Central americano, deve ser divulgada na quarta-feira. Na sexta-feira, as atenções estarão voltadas para a taxa de desemprego e os dados de criação de emprego formal da economia americana (ambos relativos a dezembro).     

Este é o último “A Semana em Revista” de 2017. Agradecemos a todos que nos acompanharam ao longo do ano, e desejamos um feliz 2018!


 

Para o relatório completo com gráficos e tabelas, favor acessar o pdf anexo.



< Voltar