Itaú BBA - Copom perto do fim do ciclo

Semana em Revista

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Copom perto do fim do ciclo

Fevereiro 16, 2018

Mantemos a visão de que 6,75% ao ano será o nível final da taxa Selic neste ciclo.

• A ata do Copom confirmou que o fim do ciclo está próximo
 

• Receita do setor de serviços volta a crescer 

• Inflação norte-americana sobe mais que o esperado,...

• ...mas mercados internacionais melhoram significativamente

A ata do Copom confirmou que o fim do ciclo está próximo

A ata do Copom traz à tona uma discussão interessante e informativa sobre os próximos passos na estratégia de política monetária. A principal mensagem é que, salvo contínuas surpresas de inflação (para baixo) no Brasil, particularmente em um contexto de preocupações inflacionárias menores nas economias desenvolvidas (especialmente EUA), o Copom manterá a taxa básica de juros inalterada em sua próxima reunião de política monetária (21 de março), em 6,75% ao ano. Uma vez que não esperamos, neste momento, confirmação deste cenário, mantemos a visão de que 6,75% ao ano será o nível final da taxa Selic neste ciclo – e projetamos a taxa de juros permanecendo neste nível até pelo menos o final do ano (Gráfico 1). Será necessário monitorar os dados de inflação de alta frequência no Brasil (e nos EUA), assim como o impacto de tais dados nas expectativas e no cenário prospectivo, a fim de verificar se o Copom poderia optar por adicionar algum estímulo monetário modesto.

Receita do setor de serviços tem segunda alta consecutiva

A receita real do setor de serviços cresceu 1,3% de novembro para dezembro com ajuste sazonal, marcando a segunda alta consecutiva (Gráfico 2). O crescimento não foi disseminado (7 de 12 atividades subiram), mas corrobora a nossa visão de que o setor de serviços está acompanhando a recuperação da atividade econômica como um todo.

Inflação acima das expectativas nos Estados Unidos

A inflação norte-americana alcançou 0,5% em janeiro ante dezembro e 2,1% na comparação anual. A estimativa mediana de mercado era de 0,3% no mês e 1,9% na comparação anual. O núcleo da inflação (menos volátil) também foi acima das expectativas (0,35% v.s. 0,2%, atingindo 1,8% na comparação anual (Gráfico 3). Os dados indicam que a inflação está caminhando para níveis compatíveis com a meta do banco central norte-americano, Fed, e deve trazer mais conforto para a autoridade seguir com o processo de normalização monetária. Projetamos três altas de juros nos Estados Unidos este ano, mas a probabilidade de quatro altas está aumentando.

Mercados internacionais se acalmam

Mesmo com a inflação norte-americana acima do esperado, os mercados melhoraram significativamente, corroborando a visão de que a volatilidade observada na semana passada era mais relacionada a questões técnicas de mercado do que fruto de instabilidade macroeconômica. A semana foi marcada por queda de volatilidade (Gráfico 4), altas nas bolsas internacionais, e apreciação das moedas de países emergentes.

Destaques da próxima semana

No Brasil, destaque para a divulgação do índice de atividade do Banco Central na segunda-feira e o IPCA-15 de fevereiro na sexta-feira.

Do lado internacional, a atenção estará voltada para a ata da última reunião do Fed na quarta-feira. 



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