Itaú BBA - Cenário eleitoral segue indefinido

Semana em Revista

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Cenário eleitoral segue indefinido

Junho 29, 2018

A pesquisa Ibope de junho aumentou a incerteza em relação à eleição presidencial de outubro.

Pesquisa Ibope indica alto percentual de votos brancos, nulos e indecisos

Conselho Monetário Nacional define meta de inflação para 2021

A taxa de desemprego ficou estável em 12,4% com ajuste sazonal em maio

Déficit primário de R$ 8,2 bilhões em maio 

Pesquisa Ibope indica alto percentual de votos brancos, nulos e indecisos

A pesquisa Ibope, divulgada em 28 de junho, aumentou a incerteza em relação à eleição presidencial de outubro. A intenção de votos dos principais pré-candidatos recuou em comparação com pesquisas recentes de outros institutos, enquanto o percentual de votos brancos, nulos e indecisos alcançou 41% (33% na última pesquisa Datafolha divulgada no início de junho). No cenário sem Lula (PT), Jair Bolsonaro (PSL) alcançou 17% de intenção de votos (19% no último Datafolha), Marina Silva (REDE) 13% (de 15%), Ciro Gomes (PDT) 8% (de 10%), Geraldo Alckmin (PSDB) 6% (de 7%) e Álvaro Dias (PODE) 3% (de 4%). No cenário com Lula, o ex-presidente lidera com 33%.

Conselho Monetário Nacional define meta de inflação para 2021

O Conselho Monetário Nacional (CMN) anunciou meta de inflação de 3,75% em 2021 (com intervalo de tolerância de 1,50 ponto percentual para mais e para menos), ante 4,0% em 2020, 4,25% em 2019 e 4,5% em 2018. Em linhas gerais, a decisão é mais um passo no processo de convergência da meta de inflação brasileira para padrões internacionais.

A taxa de desemprego ficou estável em 12,4% com ajuste sazonal em maio

Segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), a taxa de desemprego nacional recuou para 12,7% no trimestre concluído em maio, ante 12,9% no trimestre concluído em abril. Usando nosso ajuste sazonal, o desemprego ficou estável em 12,4%, com a queda da taxa de participação compensando o recuo população ocupada (Gráfico 1). A massa salarial real recuou 0,4% em relação ao trimestre anterior (variação dessazonalizada). O mercado de trabalho segue em avanço lento, contribuindo para a queda na projeção de crescimento de 2018.

Déficit primário de R$ 8,2 bilhões em maio

O setor público consolidado registrou déficit primário de R$ 8,2 bilhões em maio, abaixo das expectativas de mercado. No acumulado em 12 meses, o déficit primário consolidado diminuiu de 1,8% para 1,4% do PIB (Gráfico 2). O governo central, conforme divulgado pelo Tesouro Nacional, apresentou déficit de R$ 11,0 bilhões, acima das expectativas de mercado. A dívida bruta do governo geral atingiu 77,0% do PIB e a dívida líquida do setor público alcançou 51,3% do PIB em maio. Apesar dos resultados primários anuais ainda deficitários, a devolução de R$ 130 bilhões do BNDES para o Tesouro Nacional, a melhora no crescimento econômico e a 

redução das taxas de juros reais, farão a dívida bruta apresentar um crescimento como proporção do PIB mais moderado em 2018. No entanto, sem reformas, como a da Previdência, os resultados fiscais voltarão a uma tendência de deterioração de 2019 em diante.

O quão indefinida está a eleição presidencial de 2018?

Para mensurar a percepção sobre o nível de indefinição das eleições de 2018, construímos um índice de indefinição eleitoral (acesse aqui) que permite comparar diretamente o ciclo eleitoral atual com os anteriores. A primeira vista, tal indefinição pode ser medida pelo percentual de respondentes das pesquisas que afirmam que não têm candidato ou que vão votar em branco ou nulo. No entanto, tal percentual mede apenas parte da incerteza, já que o nível de competição entre os candidatos também influencia o grau de incerteza quanto ao resultado da eleição. Nosso índice mostra que a atual distribuição de intenções de voto torna a eleição de 2018, até este momento, a mais indefinida já observada desde o fim do regime militar.

Em qual nível o real vai se estabilizar?

Movimentos cambiais de curto prazo podem ser erráticos e de difícil previsibilidade. Contudo, no médio e longo prazo a taxa de câmbio tende a ser mais sensível aos fundamentos. Analisamos as condições macroeconômicas e externas que vigoraram em cada um desses regimes (acesse aqui). Dado um cenário internacional mais adverso, na ausência de reformas, especialmente as fiscais, o Brasil pode migrar para um regime de pouca ou nenhuma disponibilidade de financiamento externo. 

Copa do Mundo: rumo às oitavas de final

Atualizamos nossas projeções para a Copa do Mundo de 2018 (acesse aqui). Em nosso relatório anterior, mencionamos a famosa frase “o futebol é uma caixinha de surpresas”. Mais uma vez, ela se mostrou verdadeira. Alguns dos favoritos para o torneio passaram por sérios sustos na fase de grupos e a Alemanha acabou eliminada. No entanto nosso modelo – baseado apenas no ranking das seleções, em sua tradição e no efeito de jogar em casa – previu corretamente 14 dos 16 classificados para as oitavas de final, ainda que nem sempre na ordem correta dentro de seus respectivos grupos. Olhando à frente, o Brasil sai de nossa simulação com a maior probabilidade de vitória, 36%, seguido por Inglaterra e Bélgica, ambos com 10%.

Destaques da próxima semana 

No Brasil, o IBGE divulga os dados da produção industrial de maio na quarta-feira e a inflação do IPCA de junho na sexta-feira. Os dados de produção de veículos de junho da Anfavea devem ser divulgados na quinta-feira. Ainda sem data definida, as vendas de veículos da Fenabrave (de junho) também devem ser divulgadas.

Do lado internacional, as atenções estarão voltadas para os dados de criação de emprego e taxa de desemprego (ambos referentes a junho) da economia americana. Na sexta-feira, deve entrar em vigor a imposição, pelos EUA, de sobretaxa aos produtos importados da China em um montante equivalente a US$ 34 bilhões, adicionando incertezas sobre as relações comerciais entre os dois países. 



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