Itaú BBA - Caged aponta criação de 47 mil vagas em julho

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Caged aponta criação de 47 mil vagas em julho

Agosto 24, 2018

Apesar da alta no mês, a média móvel de 3 meses recuou para 4 mil ante 6 mil, mantendo a tendência de deterioração recente.

Após ajuste sazonal, foram criados 15 empregos formais em julho

IPCA-15 subiu 0,13% em agosto

Arrecadação federal segue em ritmo robusto

A crise na Turquia e seu impacto na América Latina 

Após ajuste sazonal, foram criados 15 empregos formais em julho

Segundo o Ministério do Trabalho (CAGED), houve criação líquida de 47.319 empregos formais em julho. O resultado ficou ligeiramente acima das expectativas do mercado (25,7 mil). Dados livres de sazonalidade apontam para a criação de 15 mil empregos no mês. Apesar da alta no mês de julho, a média móvel de 3 meses recuou para 4 mil ante 6 mil, mantendo a tendência de deterioração observada desde o início do ano (Gráfico 1). Na abertura por setores, destaque positivo para os setores de serviços e agropecuária, e recuo na margem no comércio e na indústria de transformação. O setor de construção civil exibiu criação líquida de quase 1000 empregos (na série dessazonalizada), após 6 meses com recuo. Em linhas gerais, a piora do mercado de trabalho formal desde o começo do ano – um dos fatores mais importantes para a nossa redução do crescimento projetado para 2018 – continua no começo do segundo semestre.

IPCA-15 subiu 0,13% em agosto

O IPCA-15 registrou variação de 0,13% em agosto, ligeiramente acima da mediana das expectativas de mercado (0,10%). Com isso, a variação acumulada no ano atingiu 3,14%, com a taxa em 12 meses recuando para 4,30% (ante 4,53% no mês anterior) (Gráfico 2). A principal contribuição de alta no mês veio do grupo habitação (0,17 p.p.), pressionado pela energia elétrica. Por outro lado, a maior contribuição negativa veio do grupo transportes (-0,16 p.p.), refletindo a queda nos preços dos combustíveis e da passagem aérea. A nossa projeção preliminar para o IPCA do mês fechado aponta variação de -0,02%, com a taxa em 12 meses recuando de 4,5% para 4,3%. Em linhas gerais, esperamos manutenção da inflação em nível próximo à meta de 4,5% nos próximos meses, com queda no quarto trimestre do ano. 

Arrecadação federal segue em ritmo robusto

A arrecadação federal foi de R$ 129,6 bilhões em julho, acima das expectativas de mercado. A variação em doze meses atingiu 18,3% em termos reais, influenciada, especialmente, pelo desempenho de componentes relacionados aos impostos sobre companhias (+28%) e receitas advindas dos royalties de petróleo (+104%). Em linhas gerais, a continuidade do ritmo robusto da arrecadação federal (Gráfico 3), apesar da recuperação mais gradual da atividade econômica, é consistente com nossa visão de que o déficit primário do governo central para 2018 deve ser um pouco melhor do que a meta de 2,3% do PIB (R$ 159 bilhões). 

Pesquisas presidenciais mostram aumento das intenções de voto em Lula

Nos cenários com Lula (PT), o ex-presidente lidera com 39% das intenções de voto na pesquisa Datafolha, e com 37% tanto na pesquisa Ibope quanto na pesquisa MDA. Este valor se compara com 30% na pesquisa Datafolha anterior divulgada no inicio de junho, 33% na pesquisa Ibope de final de junho, e 32% na pesquisa MDA anterior, divulgada em meados de maio. 

As pesquisas Datafolha e Ibope também divulgaram um cenário sem Lula, com Fernando Haddad (PT). Na pesquisa Datafolha, Jair Bolsonaro (PSL) lidera com 22% das intenções de voto (19% na pesquisa Datafolha anterior), seguido por Marina Silva (REDE) com 16% (de 15%), Ciro Gomes (PDT) com 10% (inalterado), Geraldo Alckmin (PSDB) com 9% (de 7%), Fernando Haddad (PT) com 4% (de 1%) e Álvaro Dias (PODE) com 4% (inalterado). Já na pesquisa Ibope, Jair Bolsonaro (PSL) lidera com 20% das intenções de voto (17% na mesma pesquisa anterior), seguido por Marina Silva (REDE) com 12% (de 13%), Ciro Gomes (PDT) com 9% (de 8%), Geraldo Alckmin (PSDB) com 7% (de 6%), Fernando Haddad (PT) com 4% (de 2%) e Álvaro Dias (PODE) com 3% (inalterado).

A crise na Turquia e seu impacto na América Latina

Publicamos relatório analisando a crise de balanço de pagamentos na Turquia, e os potenciais impactos sobre os países da América Latina (acesse aqui). A Turquia vive uma crise de balanço de pagamentos, com evidente falta de dólares para financiar seu elevado déficit em conta corrente (o maior entre emergentes pares), ao mesmo tempo em que pioram fundamentos internos, com inflação acelerando e uma postura fiscal expansionista. Em nossa visão, o impacto da desaceleração sobre a economia global parece pequeno, dado o baixo peso da Turquia no PIB mundial. Ainda assim, a Europa é a região mais afetada pela desaceleração da Turquia, tanto pelas relações comerciais como bancárias entre as duas regiões. Apesar da baixa exposição comercial da América Latina à Turquia, países potencialmente vulneráveis a um aperto de condições financeiras externas, como Brasil e Argentina, têm maior chance de sofrer contágio da crise. No entanto, mesmo nesses países há razões para diferenciação em relação à Turquia.

Destaques da próxima semana 

No Brasil, o IBGE divulga os dados do PIB do segundo trimestre na sexta-feira. Na agenda fiscal, o resultado primário do governo central será divulgado na quinta-feira e o resultado consolidado no dia seguinte (ambos de julho). Do lado político, o instituto Poder 360 registrou no TSE pesquisa de intenções de voto para presidente que pode ser divulgada a partir de quarta-feira. Ao longo da semana, o Jornal Nacional irá exibir um conjunto de entrevistas com alguns candidatos à Presidente, na seguinte ordem: Ciro Gomes (PDT) na segunda-feira; Jair Bolsonaro (PSL) na terça-feira; Geraldo Alckmin (PSDB) na quarta-feira e Marina Silva (REDE) na quinta-feira. Por fim, importante notar que o horário eleitoral gratuito no rádio e na televisão terá início no dia 31 de agosto, sexta-feira.

Do lado internacional, o índice de atividade PMI (na sigla em inglês) da economia chinesa de agosto deve ser divulgado na quinta-feira. Na sexta-feira, será divulgada a inflação ao consumidor de agosto da Zona do Euro. 



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