Itaú BBA - BC segue dependente dos dados

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BC segue dependente dos dados

Junho 23, 2017

O tom do documento enfatiza a função de reação do BC e sua sensibilidade aos indicadores que serão divulgados

RI enfatiza a sensibilidade do BC a indicadores que serão divulgados

Inflação segue recuando, apesar de surpresa no mês

Criação de 34 mil empregos formais em maio

Partido de Macron tem maioria na Assembleia Nacional francesa 

RI enfatiza a sensibilidade do BC a indicadores que serão divulgados

O Relatório de Inflação do segundo trimestre (RI) do Banco Central (BC) apresenta projeções que são consistentes com a continuidade do ciclo de flexibilização, com a taxa Selic caminhando para 8,5%-8,0% até o fim do ano. O RI sugere que a clara sinalização de um ritmo moderadamente mais lento de corte de juros em julho está datada, indicando que a próxima decisão do Copom está oficialmente aberta às opções de redução da Selic em 0,75 p.p. ou 1,00 p.p. Embora as projeções do comitê pareçam favorecer marginalmente uma trajetória relativamente mais cautelosa para a taxa de juros, o tom do documento enfatiza a função de reação do BC e sua sensibilidade aos indicadores que serão divulgados e consequente implicações para o cenário do BC à frente.

Inflação segue recuando, apesar de surpresa no mês

A inflação do IPCA-15 ficou em 0,16% em junho, acima das expectativas. Acumulada em 12 meses, a inflação recuou para 3,5%, ante 3,8% no mesmo período do mês anterior (Gráfico 1). Segundo o IBGE, este foi o menor resultado do IPCA para o mês de junho desde 2007. O resultado segue em linha com a tendência de queda da inflação observada nos últimos meses, e continua a refletir a desaceleração disseminada entre seus componentes, reforçando o impacto da atividade ainda fraca. Os principais fatores de risco para o cenário de inflação seguem atrelados ao ritmo de avanço das reformas, especialmente da Previdência, e ajustes necessários na economia, o que pode resultar em impactos adicionais sobre os prêmios de risco e sobre a taxa de câmbio. 

Criação de 34 mil empregos formais em maio

Segundo o ministério do trabalho, a criação de empregos formais (CAGED) foi de 34,3 mil em maio, acima das expectativas. Apesar do resultado, em termos dessazonalizados, houve destruição de 19,3 mil empregos no mês (Gráfico 2). Na nossa visão, a destruição de emprego continuará até o segundo semestre deste ano, ainda que em uma menor intensidade do que observado nos últimos meses.

Governo arrecada 98 bilhões de reais em maio

O Tesouro Nacional divulgou os dados de arrecadação federal de maio. O resultado, de 98 bilhões de reais, veio um pouco abaixo das expectativas, apresentando estabilidade no crescimento real anual (Gráfico 3). À frente, acreditamos que o crescimento da arrecadação deverá continuar moderado, um reflexo da recuperação mais lenta da atividade econômica.

Comissão de Assuntos Sociais do Senado rejeita texto da reforma trabalhista

A Comissão de Assuntos Sociais (CAS) do Senado rejeitou o texto da reforma trabalhista por 10 votos a 9. Apesar do resultado, a rejeição não modifica a tramitação da proposta no Senado. Os próximos passos são a tramitação na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e a votação no plenário da Casa. 

Partido de Macron tem maioria na Assembleia Nacional francesa

O presidente francês, Emmanuel Macron, teve uma ampla vitória nas eleições legislativas, processo importante na determinação de suas condições de governabilidade. Seu partido, En Marche !, obteve 350 dos 577 assentos da Assembleia Nacional. Com esse resultado, acreditamos o presidente terá o suporte necessário para avançar com sua agenda de reformas, como trabalhista, e fortalecer a relação franco-germânica na busca por uma agenda a pró-UE. Por fim, a melhora das expectativas após a diminuição das incertezas advindas das eleições presidenciais já se fizeram refletir no indicador de confiança do empresário industrial que apresentou um sólido resultado no mês de junho, acima das expectativas.

Destaques da próxima semana 

No Brasil, os dados de conta corrente de maio serão divulgados na terça-feira. Na quinta-feira, o Conselho Monetário Nacional (CMN) se reunirá para decidir sobre a meta de inflação de 2019, assim como a Taxa da Juros de Longo Prazo (TJLP). Na nossa visão, acreditamos que uma meta de inflação menor para 2019 reforçaria o cenário de inflação mais baixa e expectativas ancoradas. Do lado fiscal, o resultado primário do governo central deve ser divulgado na quinta-feira, enquanto o resultado primário consolidado está agendado para sexta-feira (ambos para maio). Por fim, o IBGE divulga os dados de desemprego para maio na sexta-feira.

Do lado internacional, destaque para o quarto fórum anual do Banco Central Europeu que terá a presença dos presidentes do banco central da Zona do Euro, Japão e Reino Unido, e deverá acontecer entre os dias 26 e 28 de junho. Do lado da atividade, destaque para a sondagem da atividade chinesa (PMI, na sigla em inglês) de junho na quinta-feira. 


 

Para o relatório completo com gráficos e tabelas, favor acessar o pdf anexo.


 

 



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