Itaú BBA - BC realiza mais um corte nos juros

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BC realiza mais um corte nos juros

Fevereiro 24, 2017

O Copom reduziu a taxa Selic por 0,75 p.p. novamente, levando a taxa para 12,25% a.a.

Banco Central reduziu a Selic por 0,75 p.p., levando a taxa para 12,25%

IPCA-15 subiu 0,54% em fevereiro, diante da pressão sazonal de educação

Novo projeto de recuperação para estados em grave situação financeira

Ata do Fed reforça alta de juros nas próximas reuniões, mas não em março

BC realiza mais um corte na taxa de juros de 0,75 p.p.

O Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom) reduziu a taxa Selic por 0,75 p.p. novamente, levando a taxa para 12,25% a.a. No comunicado, o Copom deixa a porta aberta para cortes de juros maiores, afirmando que a possível intensificação da flexibilização vai depender da extensão do ciclo, mas também do comportamento da atividade econômica, dos fatores de risco e das projeções e expectativas de inflação, nessa ordem. O texto também menciona que a extensão do ciclo vai depender das estimativas da "taxa de juros estrutural" da economia brasileira, que será reavaliada pelo Comitê ao longo do tempo.

IPCA-15 subiu 0,54% em fevereiro, diante da pressão sazonal de educação

A inflação medida pelo IPCA-15 em fevereiro ficou em 0,54%, pressionada pelo reajuste anual das mensalidades escolares e transporte público. Mesmo assim, o resultado foi o menor para o mês desde 2012. Acumulado em 12 meses, a taxa recuou para 5,0%, após ter registrado 5,9% em janeiro, reforçando a tendência de queda da inflação (Gráfico 1).

Superávit de R$37 bilhões em janeiro

O setor público consolidado registrou superávit primário de R$ 36,7 bilhões em janeiro, bem acima do esperado, diante de despesas menores. Com isso, o déficit primário consolidado recuou para 2,3% do PIB (Gráfico 2). O déficit nominal também diminuiu, atingindo 8,5% do PIB no acumulado dos últimos 12 meses, mas continua em patamares elevados. Acreditamos que a aprovação e implementação das reformas do teto de gastos e da previdência são fundamentais para reverter de forma consistente a trajetória ascendente da dívida pública.

Novo projeto de recuperação para estados em grave situação financeira

O governo enviou ao Congresso o novo projeto de recuperação fiscal de estados em grave situação financeira. A proposta define medidas de ajuste que os estados devem realizar para suspender o pagamento de suas dívidas com a União por até três anos, refinanciarem suas dívidas com o sistema financeiro e contratarem novos empréstimos para reequilibrar suas contas. O ajuste é fundamental para os estados do Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e Minas Gerais. Entre as medidas de ajuste, estão: privatizações, aumento da contribuição previdenciária de servidores, além de várias medidas de corte de gastos. A assembleia legislativa do Rio de Janeiro aprovou o projeto de lei que autoriza a privatização da Companhia Estadual de Águas e Esgotos (CEDAE).

Como está a situação fiscal dos municípios brasileiros?

Publicamos nessa semana um relatório que analisa a situação fiscal dos municípios brasileiros (acesse aqui). Avaliamos que o problema fiscal dos municípios existe, mas é menos grave se comparado ao do governo central e ao dos estados. Os municípios não convivem com grandes resultados deficitários e/ou com um endividamento elevado e crescente. A situação é pior nos municípios que dependem mais das transferências de receita dos estados e do governo central. Consolidamos indicadores fiscais de forma a ranquear os municípios acima de 200 mil habitantes. De fato, os municípios que decretaram estar em calamidade financeira apresentaram piores indicadores. Nas capitais, o pior desempenho fiscal está no Norte, no Nordeste e em casos isolados do Sul, como Florianópolis.

Indicador de confiança da indústria cai em fevereiro

O índice de confiança do empresário industrial recuou 1,3% em fevereiro, segundo a sondagem empresarial da FGV (Gráfico 3). O resultado veio após uma alta de 5,1% em janeiro e foi influenciado tanto pelo componente de situação atual quanto pelas expectativas para o futuro. O nível de utilização da capacidade instalada (NUCI) caiu 0,3 p.p. no mês. Os estoques seguem em queda. Esperamos que a confiança siga uma tendência de alta nos próximos meses.

Desemprego segue em alta

O mercado de trabalho continua piorando. Em janeiro, a taxa de desemprego atingiu 12,6% no trimestre encerrado em janeiro, o que em termos dessazonalizados representa uma alta de 12,7% para 13,0% (Gráfico 4).Para frente, acreditamos que a taxa de desemprego continue em alta ao longo deste ano, uma vez que a queda da atividade econômica continuará impactando negativamente o mercado de trabalho.

Ata do Fed reforça alta de juros nas próximas reuniões, mas não em março

O Fed (banco central americano) divulgou a ata de sua última reunião de política monetária. A mensagem principal é que os membros do comitê acreditam que há espaço para três altas de juros em 2017 e que um novo movimento deve ocorrer nas próximas reuniões, mas não já em março. Esperamos que o Fed realize três altas de juros neste ano, começando na reunião de maio.

Destaques da próxima semana

Semana mais curta no Brasil devido ao feriado de Carnaval. Na quinta-feira, o Banco Central divulga a ata de sua última reunião, que irá trazer mais informações sobre os próximos passos da política monetária.

Nos Estados Unidos, destaque para o discurso do presidente Donald Trump no Congresso na terça-feira. Do lado econômico, os dados de pedidos de bens duráveis serão divulgados na segunda-feira e as sondagens ISM da indústria e do setor de serviços na quarta-feira e na sexta-feira, respectivamente.


 

Para o relatório completo com gráficos e tabelas, favor acessar o pdf anexo.


 

 



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