Itaú BBA - Banco Central será comandado por Roberto Campos Neto

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Banco Central será comandado por Roberto Campos Neto

Novembro 16, 2018

A escolha aconteceu após o atual presidente, Ilan Goldfajn, recusar a oferta, alegando motivos pessoais

Roberto Campos Neto é indicado para presidir o Banco Central

Atividade apresenta recuo no mês de setembro

Fed anuncia revisões no arcabouço de politica monetária

Negociação do Brexit avança, mas turbulências permanecem
 

Roberto Campos Neto é indicado para presidir o Banco Central

De acordo com o noticiário, o economista Roberto Campos Neto foi indicado para ser o presidente do Banco Central no governo do presidente eleito Jair Bolsonaro. A escolha aconteceu após o atual presidente, Ilan Goldfajn, recusar a oferta, alegando motivos pessoais. Além disso, os  atuais diretores colocaram-se à disposição do presidente indicado e o diretor de Política Econômica, Carlos Viana de Carvalho, já chegou a entendimento para permanecer no cargo por tempo considerável. Outro anúncio de peso, o atual secretário do tesouro, Mansueto de Almeida, deve manter seu cargo no novo governo.
 

Atividade apresenta recuo no mês de setembro

As vendas no varejo restrito recuaram 1,3% em setembro (gráfico 1), em termos dessazonalizados, devolvendo a alta do mês anterior. O resultado foi mais fraco do que a mediana das expectativas (0,0%) e que a nossa projeção (-0,6%). A devolução pode ser consequência de uma normalização após um mês beneficiado pelos saques nas contas do PIS/PASEP. No conceito ampliado, que inclui veículos e materiais de construção, o recuo foi de 1,5%. A receita real do setor de serviços também apresentou queda no mês, recuando 0,3% em relação a agosto (gráfico 2). Na comparação com o mesmo período do ano passado, houve aumento de 0,5%.

Com estes resultados, completamos nosso cálculo do PIB mensal Itaú Unibanco (PM-Itaú) de setembro. O PIB mensal Itaú Unibanco recuou 1,2% em setembro, após ajuste sazonal. Na comparação com o mesmo mês do ano anterior, o indicador apresentou alta de 1,0%. Analisando a abertura por componentes, a difusão sugere um quadro menos negativo que o resultado agregado. Dentre os treze componentes do PIB mensal, nove apresentaram retração em setembro na comparação mensal dessazonalizada. As maiores quedas foram observadas na indústria de transformação (-2,4%), e no comércio (-1,2%). Dentre os componentes que avançaram, destaque para a construção civil, que apresentou alta de 1,3%. Na mesma direção, o índice de atividade econômica do Banco Central (IBC-Br), recuou 0,1% em setembro (gráfico 3), após ajuste sazonal, superando as expectativas de mercado (-0,2%). Na comparação com o mesmo período do ano passado, o indicador avançou 0,7%.

Fed anuncia revisões no arcabouço de politica monetária

O Fed, Banco Central americano, anunciou que irá rever suas estratégias, ferramentas, e comunicação na condução da política monetária dos Estados Unidos, visando torná-la mais eficiente. A expectativa é que essa revisão avance ao longo de 2019. Uma conferência para discutir o tema está marcada para junho do ano que vem.

Além disso, uma série de dados referentes ao mês de outubro foi divulgada. O CPI (Índice de Preços ao Consumidor, na sigla em inglês) registrou aumento de 0,3% no mês de outubro, em linha com as expectativas de mercado. Com este resultado, a taxa em 12 meses avançou para 2,5%, ante 2,3% no mês anterior. 

As vendas no varejo aumentaram 0,34% no mês, um resultado ligeiramente abaixo das expectativas (0,40%), o que reforça a perspectiva de uma leve desaceleração do consumo no quarto trimestre. A produção industrial também apresentou um resultado abaixo das expectativas (0,2%), crescendo 0,1% no mês. É importante ressaltar que estes resultados não alteram o discurso de altas graduais nas taxas de juros.

Negociação do Brexit avança, mas turbulências permanecem

Na quarta-feira, a primeira-ministra do Reino Unido, Theresa May, anunciou um acordo com a União Europeia para o Brexit. O anúncio trouxe alívio nos mercados, mas não foi tão bem recebido internamente. Na manhã seguinte quatro integrantes do gabinete renunciaram por discordarem dos termos negociados. Simultaneamente, foi feito um pedido para que a primeira ministra seja submetida a um voto de desconfiança, o que em última instância, pode levar ao afastamento da mesma. Em paralelo, a expectativa é que uma conferência emergencial europeia seja convocada até o final deste mês para analisar os termos do acordo. Em seguida, a votação segue para o parlamento britânico, e posteriormente para o Parlamento Europeu. 

Trump dá sinais positivos sobre acordo com a China

Após o anúncio de uma lista de concessão por parte da China, o presidente Trump comentou na tarde dessa sexta-feira que acredita que as duas potências terão uma boa relação e que é possível que os EUA não imponham tarifas adicionais sobre importações da China. Acreditamos que a negociação de uma trégua seja possível ao final de novembro, quando os presidentes Trump e Xi devem se reunir durante os eventos do G-20 na Argentina. 

Destaques da próxima semana

No Brasil, o ministério do trabalho deve divulgar o resultado da criação de empregos formais do mês de outubro ao longo da semana. Na sexta-feira o IBGE divulga o resultado do IPCA-15 do mês de novembro.

Do lado internacional, os destaques são a ata da decisão de política monetária do Banco Central europeu na quinta-feira, e o PMI da Zona do Euro no dia seguinte.



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