Itaú BBA - Demanda reacelerando, estoques ainda elevados

Orange Book

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Demanda reacelerando, estoques ainda elevados

Abril 10, 2012

Depois de um início de ano relativamente fraco para a maioria dos setores, começam a aparecer sinais mais claros de retomada na produção e nas vendas.

Uma análise qualitativa da economia brasileira e seus setores, com informações até 10 de abril de 2012

Seções:

Consumo e produção de bens e serviços
Após um primeiro bimestre relativamente fraco, as vendas varejistas recuperaram tração em março e início de abril. Recuperação é heterogênea entre as categorias de bens de consumo. 

Investimentos
Confiança dos empresários vem melhorando, especialmente pela sinalização da postura mais ativa do BNDES. A demanda por máquinas e equipamentos decepcionou no primeiro trimestre, mantendo o setor com estoques ainda elevados.

Construção civil e mercado imobiliário
O setor da construção civil espera um crescimento mais moderado em 2012.No segmento imobiliário residencial, os fundamentos sugerem uma acomodação, mas não uma desaceleração acentuada.

Commodities
Preços relativamente elevados combinados com a desvalorização recente do real favorecem os rendimentos no setor agrícola. Commodities metálicas, por outro lado, sofrem com preços internacionais mais baixos do que no ano passado e com a forte concorrência de importados.

Mercado de trabalho, salários e preços
O mercado de trabalho continua a ser mencionado como uma restrição ao crescimento, salários seguem pressionados. Mas houve alívio nos custos produtivos pela queda do preço das commodities.

Nossa visão
A demanda agregada vem reagindo aos estímulos econômicos, mas os estoques elevados tornam mais demorada a resposta da produção. O PIB ainda vai mostrar um avanço modesto no primeiro trimestre e acelerar de forma intensa nos trimestres seguintes.

                                                                                                                           


Resumo

Depois de um início de ano relativamente fraco para a maioria dos setores, começam a aparecer sinais mais claros de retomada na produção e nas vendas. Em geral, houve um excesso de otimismo na virada do ano, que levou à formação (ou manutenção) de estoques elevados no primeiro trimestre em segmentos distintos da economia, como varejo, bens de capital, fertilizantes, laticínios, entre outros. Parte desse movimento vem sendo revertido.

O ritmo e o estágio da retomada são heterogêneos entre os setores. Mas há um otimismo comum para o resto do ano, na esteira dos estímulos governamentais.

No consumo, as vendas de bens de duráveis de menor preço (como eletroportáteis, celulares) e daqueles beneficiados por redução de IPI (linha branca) reagiram mais rapidamente, enquanto as de veículos ainda patinam. Os bens semi e não duráveis vêm respondendo aos ganhos recentes de renda, mas ainda há sinais de instabilidade na retomada.

No lado da produção de bens de consumo, é crescente a dificuldade de competição com importados para algumas categorias, como vestuário. Algumas categorias de bens duráveis reportam produção em alta, embora apareçam restrições físicas para responder à aceleração da demanda. É crescente o número de segmentos afetados pela política argentina de restrição ao comércio exterior.

Os serviços mantêm a boa performance da virada do ano, beneficiados na margem pelo avanço adicional da renda do consumidor.

Nos investimentos, a confiança dos empresários vem melhorando, especialmente pela sinalização da postura mais ativa do BNDES. Continua a aceleração das obras de infraestrutura, mas em ritmo gradual. A demanda por máquinas e equipamentos decepcionou no primeiro trimestre, mantendo o setor com estoques ainda elevados. Mas há sinais iniciais de melhora nas encomendas. Já o setor de veículos pesados, especialmente caminhões, enfrenta dificuldades maiores.

O setor da construção civil espera um crescimento mais moderado em 2012, entre 3,5% e 5%. No segmento imobiliário residencial, os fundamentos sugerem uma acomodação, mas não uma desaceleração acentuada. O imobiliário comercial, por seu turno, mantém um ritmo mais forte, beneficiado pelo aumento da demanda de mão de obra (que exige aumento do espaço físico). A exceção é o segmento de galpões industriais.

Entre as commodities agrícolas, preços relativamente elevados combinados com a desvalorização recente do real favorecem os rendimentos no setor. A produção deve, em geral, ficar abaixo da demanda por restrições de oferta. Commodities metálicas, por outro lado, sofrem com preços internacionais mais baixos do que no início do ano passado e com a forte concorrência de importados.

Os reajustes salariais seguem elevados, em torno de 10% em termos nominais. A pressão de custos e a desvalorização do câmbio deveriam levar a altas mais expressivas de preços ao consumidor. Mas o repasse é limitado pela demanda agregada ainda tímida em alguns setores e pela elevada concorrência de importados.

Nossa Visão: A demanda agregada vem reagindo aos estímulos econômicos, mas os estoques elevados tornam mais demorada a resposta da produção. O PIB ainda vai mostrar um avanço modesto no primeiro trimestre e acelerar de forma intensa nos trimestres seguintes. Projetamos crescimento de 3,5% para 2012.

Consumo e produção de bens e serviços

Após um primeiro bimestre relativamente fraco, as vendas varejistas recuperaram tração em março e início de abril. Mas o comportamento do consumo segue bastante diferenciado, dependendo do produto em questão. Em geral, há otimismo com as medidas governamentais de incentivo à demanda, mas persiste a preocupação com o nível de endividamento do consumidor. Há também evidências de que houve antecipação de consumo de alguns bens duráveis com os incentivos fiscais do passado, sugerindo alguma saturação na demanda corrente.

Segmentos ligados à renda corrente, como alimentos, mostram um bom desempenho desde o início do ano, resultado do mercado de trabalho aquecido e do reajuste do salário mínimo. No entanto, fornecedores do setor reportam encomendas instáveis, o que pode significar que as taxas mais aceleradas do início do ano não se sustentarão.

O setor de bens de consumo semiduráveis, como vestuário, reporta dificuldade crescente de competição com importados – não apenas dos produtos externos comercializados do Brasil, como, em algumas linhas de produtos, daqueles vendidos para brasileiros em viagens ao exterior. Varejistas que revendem vestuário importado estão acelerando os investimentos na categoria, pois esta tem margens mais favoráveis do que alimentos ou bens duráveis.

Entre os bens de consumo duráveis, a recuperação ao longo do trimestre é mais clara, especialmente para itens de menor preço – que ocupam menos espaço no orçamento familiar – e para linhas beneficiadas por incentivos governamentais. Em alguns produtos da linha branca, há dificuldade da oferta em acompanhar a aceleração da demanda, impossibilitando a entrega imediata. 

O destaque negativo continua sendo veículos. As condições de crédito ainda são reportadas como restritivas, o que tem mantido o volume de vendas relativamente baixo tanto para veículos novos como para usados. A queda da produção nos últimos meses contribuiu para reduzir os estoques nas montadoras, melhorando a perspectiva adiante (apesar de os estoques terem voltado a subir um pouco em março). De fato, o setor de autopeças reporta algum reaquecimento a partir de março, depois de muitos meses de encomendas abaixo do planejado. Mas como as vendas não estão acelerando, a retomada da produção deve ser limitada no curto prazo.

As linhas que têm reportado maior dificuldade são as mais populares, enquanto carros de alto padrão mantêm um bom ritmo de vendas. Regionalmente, o Norte e o Nordeste têm experimentado vendas mais fracas do que a média do País.

O lado da oferta segue espremido entre o aumento dos custos de produção e a dificuldade de repassar preço – resultado da demanda ainda pouco robusta em alguns segmentos e da competição de importados. Adicionalmente, como reportamos na edição passada do Brazil Orange Book, a política industrial da Argentina vem afetando o setor. Nos últimos anos, produtores de diferentes modalidades de bens de consumo transferiram parte da produção para o país vizinho, em busca de custos mais baixos e taxa de câmbio mais favorável. No entanto, as medidas de restrição à importação de insumos e à saída de capitais têm tornado os negócios mais difíceis do que o inicialmente previsto.

Livre da concorrência de importados, o setor de serviços se mantém como destaque. O mercado de aluguel residencial e corporativo, por exemplo, continua aquecido, com algumas exceções como galpões industriais (ver seção de Construção civil e mercado imobiliário). Utilidades públicas (energia, saneamento), particularmente no ramo residencial, pouco sentiram a desaceleração do ano passado e continuam em expansão. O mesmo se aplica aos setores de saúde, educação e treinamento profissional.

O segmento de transportes aéreos vem registrando expansão no número de passageiros, embora a taxas um pouco menores do que no primeiro trimestre do ano passado. A oferta de assentos continua crescendo, o que leva a uma pequena queda na ocupação média das aeronaves. No setor de turismo, o ano começou forte, mas alguns operadores têm observado recuo além do usual em março nas vendas de pacotes internacionais, movimento provavelmente relacionado à depreciação recente do câmbio.

No ramo hoteleiro a perspectiva segue positiva, especialmente no segmento corporativo. Em dias úteis, a ocupação em hotéis urbanos chega a 95-100%. O preço médio das diárias avançou 15% frente ao ano passado, trazendo boa rentabilidade ao setor. 

Investimentos

A confiança dos empresários vem melhorando desde o início do ano, resultado da menor incerteza internacional, das medidas expansionistas do governo (especialmente no que tange ao financiamento do BNDES) e da contínua aceleração das obras de infraestrutura.

No entanto, a demanda por máquinas e equipamentos decepcionou no primeiro trimestre, mantendo o setor com estoques ainda relativamente elevados. Nas últimas semanas houve uma leve melhora nas encomendas, o que traz algum otimismo. Os sinais de retomada do investimento público e os efeitos da Copa do Mundo identificados no início do ano também animam, embora ainda não tenha havido aceleração pronunciada.

Apesar da redução cíclica da demanda, os planos de expansão nos diversos setores estão, em geral, mantidos, o que melhora a perspectiva de retomada nos próximos meses. O ingresso contínuo de investimentos estrangeiros diretos e as medidas do governo de incentivo ao conteúdo nacional contribuem para o quadro favorável adiante.

No setor de veículos pesados, o quadro é mais desafiador. O segmento de caminhões vem enfrentando a necessidade de adequação à nova tecnologia Euro 5, menos poluente, mas que encarece o custo do produto final. Como vendas e produção foram antecipadas no final do ano passado (ainda na tecnologia anterior), o movimento deste início de ano está particularmente fraco.

Entretanto, informações do setor sugerem que o desempenho tímido das vendas vai além da mudança de tecnologia. Há um componente importante de redução da demanda. A postura mais ativa do BNDES anunciada pelo governo no início de abril pode mudar o quadro.

Já o segmento de ônibus vive uma situação oposta, com demanda e produção firmes. O setor é mais dependente do processo de avanço de renda da população, que se mantém. A proximidade das eleições municipais também representa um fator positivo.

Construção civil e mercado imobiliário

O setor da construção civil espera um crescimento mais moderado em 2012, entre 3,5% e 5% (em 2011, o setor avançou cerca de 5%).

No segmento imobiliário residencial, os fundamentos sugerem uma acomodação em ritmo um pouco mais lento, mas não uma desaceleração acentuada. A demanda desacelerou no final de 2011, tendência que se intensificou no início deste ano. O primeiro bimestre chegou a preocupar o setor, mas houve recuperação em março e início de abril.  Como a desaceleração da economia não se traduziu em aumento significativo do desemprego, as perspectivas voltam a ser positivas. O crédito imobiliário segue em expansão.

A reversão da tendência de desaceleração em março foi sentida também pelos segmentos de materiais de acabamento, como louças e madeiras, que haviam experimentado movimento abaixo do normal entre o segundo semestre de 2011 e o início de 2012.

O mercado de trabalho aquecido se traduz também em maior demanda no segmento de imóveis comerciais, notadamente escritórios, dada a necessidade de acomodar o volume maior de funcionários. Esse segmento não observou sequer a queda cíclica de demanda reportada no residencial. 

No lado da oferta, incorporadoras estão com estoques prontos, que variam de 2% a 10% do total de obras concluídas. Dados os custos de manutenção, algumas estão concedendo descontos na venda de imóveis prontos. Com estoques um pouco acima do normal e demanda crescendo menos, a produção também deve se expandir a taxas mais moderadas. A alta de custos de produção, especialmente mão de obra, também vem sendo apontada como razão para reduzir o ritmo da oferta imobiliária.

A construção voltada para infraestrutura, por sua vez, segue mais firme, puxada pelos investimentos ligados à Copa do Mundo e ao ciclo eleitoral.

No setor de imóveis para locação comercial, a demanda se mantém robusta para o varejo e logística (como centros de distribuição). Como mencionado na seção anterior, o segmento de escritórios comerciais é um destaque, haja vista o aumento da demanda por mão de obra.  Já no ramo de galpões industriais a dificuldade é maior, com alguns clientes pedindo reescalonamento do pagamento do aluguel.

Commodities

Fatores climáticos prejudicaram algumas culturas agrícolas (soja, milho) no início do ano no Brasil e em outras regiões do mundo. Ao mesmo tempo, a demanda nos países emergentes manteve-se aquecida, a despeito da desaceleração do crescimento mundial. O resultante são preços elevados que, combinados com a desvalorização recente do real, mantêm favoráveis os rendimentos do setor no país.

Apesar das boas condições de faturamento, produtores queixam-se das incertezas e da alta recente do custo do hedge cambial. A má conservação das rodovias, a baixa capacidade instalada nos portos e a escassez de armazéns também estão entre as dificuldades apontadas pelo setor.

No que tange a culturas específicas, a safrinha brasileira do milho confirmou a expectativa de resultado positivo, gerando estoques excessivos e acomodação de preços. O café também é destaque na produção, elevando os estoques de passagem. Por outro lado, arroz e trigo observarão produção abaixo da demanda no País, impulsionando as importações líquidas. A produção de trigo, por exemplo, deve recuar 10% frente ao ano passado.

A produção canavieira deve ficar estável em relação à última safra, que foi bastante prejudicadapor secas e geadas durante 2011. A safra corrente também vem sendo afetada por chuvas e insolação abaixo da média. O início da colheita e da moagem já está atrasado devido à baixa produtividade e ao baixo desenvolvimento da planta. A expectativa  é de início de moagem no começo de maio. Apesar do atraso, os preços do etanol devem permanecer comportados, já que as importações foram muito altas e sobra anidro no mercado doméstico. O preço do etanol deve ficar próximo à paridade energética nos próximos meses, dado que o consumo já está muito abaixo do ano passado.

Um sinal de que o agronegócio segue aquecido no País são os bons resultados no setor de fertilizantes, que mantém bom crescimento. A produção nacional avançou 7,2% no primeiro bimestre frente ao ano passado. Apesar da demanda sólida, ela não foi capaz de absorver a produção, gerando estoques excessivos. Como resultado, as importações recuaram 27% no período. Um fator estrututal que beneficia o setor é a tendência de mudança no perfil fundiário - menos "mega-latifúndios" - que incentiva investimentos em tecnologia de fertilização para aumentar a produtividade.

No setor de celulose, nos dois primeiros meses deste ano a produção chegou a 2,32 milhões de toneladas, volume estável em relação ao primeiro bimestre de 2011. Em volume, as exportações da fibra registraram aumento de 3,1% no período. O setor acredita que este ano será melhor para as margens, com a recuperação do preço em relação ao ano passado. A redução dos estoques de celulose nos últimos trimestres trouxe um balanço mais restrito entre oferta e demanda  e deve pressionar os preços adiante.

Entre as commodities metálicas, destaque negativo para o setor de aço, cuja produção brasileira vem enfrentando a concorrência de importados e os baixos preços no mercado internacional. Mesmo com a boa demanda na construção civil, o aumento no volume de vendas não compensou os preços baixos praticados durante 2011. Nota-se alguma retomada nas unidades externas das multinacionais do setor, particularmente nos EUA, onde há retomada da indústria manufatureira, e no Japão, ainda pelos efeitos de reconstrução pós-terremoto.

No segmento de metais não ferrosos a expectativa é de preços menores, dado o cenário de desaceleração na China. Exceto pelo cobre, que apresenta um problema sistêmico de falta de jazidas. Provável escassez do metal físico nos próximos cinco a dez anos, se não forem descobertas novas minas. A indústria, como um todo, já vem trabalhando em substitutos ao cobre, como a liga de alumínio.

No setor químico, os volumes de produção e vendas vêm crescendo frente ao mesmo período do ano passado. Mas não o suficiente para reverter a tendência de queda dos últimos trimestres. Este é mais um setor em que a concorrência externa desafia a produção local. Nos últimos 12 meses, as importações escalaram 18,5%.

Mercado de trabalho, salários e preços

O mercado de trabalho continua a ser mencionado pela maioria dos setores como uma importante restrição ao crescimento. A despeito da acomodação da atividade econômica no final de 2011 e início deste ano, os salários continuam a ser ajustados numa média próxima a 10% em termos nominais. A construção civil e alguns setores beneficiados por incentivos do governo reportam reajustes maiores e dificuldade de contratação.

Do lado dos preços, a expectativa de aproveitar a depreciação cambial como um argumento para elevar preços e recompor margens vem sendo frustrada pela demanda ainda tímida em alguns setores e pela competição dos importados. Um caso particular de veículos populares, cujas vendas continuam baixas, a tendência de queda de preços dos últimos meses deve continuar, especialmente no segmento de usados.

A queda das commodities no ano passado aliviou parte das pressões de custos em algumas cadeias produtivas, reduzindo o risco inflacionário de curto prazo. 

No setor imobiliário, a expectativa é de ajustes moderados (em linha com a inflação corrente) tanto na aquisição quanto no aluguel. A pressão de custos segue elevada pelo lado da mão de obra, mas relativamente baixa nos demais (outro reflexo da queda recente das matérias primas industriais).

Nossa visão

A demanda agregada vem reagindo aos estímulos econômicos - juros menores, aceleração dos gastos públicos, reajuste do salário mínimo - desde o final do ano passado. Os estoques elevados tornam mais demorada a resposta da produção. O PIB do primeiro trimestre ainda vai mostrar um avanço modesto, 0,5% ante o trimestre anterior (ajustado sazonalmente). Mas a partir do segundo trimestre esperamos uma retomada mais pronunciada, à medida que os estoques se normalizem e os efeitos dos estímulos se intensifiquem. Projetamos crescimento de 1,5%, 1,8% e 1,7% para os próximos trimestres, e 3,5% para 2012 fechado.

Uma parte da resposta lenta da demanda em alguns setores se deve ao fato de o consumo ter sido antecipado em rodadas anteriores de incentivos governamentais. O setor automobilístico, a nosso ver, se encaixa nessa explicação. 

As novas medidas do Plano Brasil Maior anunciadas recentemente endereçam alguns aspectos importantes, como a desoneração da carga tributária, e podem ter impacto positivo em setores diretamente relacionados. Mas para a economia como um todo, não mudamos a projeção de crescimento.

Clique aqui para ver o relatório completo em pdf



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