Itaú BBA - Perguntas frequentes: Contas fiscais

Macro Visão

< Voltar

Perguntas frequentes: Contas fiscais

Março 22, 2016

O relatório sintetiza perguntas frequentes que temos recebido de clientes com relação às contas fiscais.

O relatório abaixo sintetiza perguntas frequentes que temos recebido de clientes com relação às contas fiscais. Nossa equipe econômica responde:

1. Como é a abertura do déficit nominal de 2015 em termos de primário, pagamento de juros e câmbio?

Déficit nominal: -10,3% do PIB

Primário: -1,9% do PIB

Pagamentos de juros: -7.0% do PIB

Swaps: -1,4% do PIB

2. Qual a nossa estimativa para ganhos acumulados no ano com swaps cambiais em % do PIB?

41,5 bilhões de reais ou 0,7% do PIB.

3. Como projetamos as despesas com swaps cambiais?

Se a depreciação do real projetada (variação %) é equivalente à taxa de juros de curto prazo realizada (CDI) menos a taxa de juros doméstica em dólar (cupom) no período, o Banco Central irá realizar um ganho/perda líquida de zero. Se a depreciação for maior do que o CDI menos o cupom, o Banco Central irá realizar perdas, e vice-versa. Por simplicidade e conveniência, presumimos que o estoque de swap cambial mantenha-se constante à frente.

4. Qual taxa de juros o governo paga na dívida bruta, e qual taxa o governo recebe em seus ativos financeiros? 

O governo paga uma taxa média de 12,5% na dívida bruta. O governo recebe TJLP em ativos de bancos públicos (atualmente em 7,5%), e uma taxa relativamente baixa com reservas em dólar (aproximadamente igual a Treasury de 5 anos).

5. Como a taxa de juros da dívida bruta muda em 2016? 

A taxa de juros média da dívida bruta deverá se manter estável em 2016 vis-à-vis 2015 (com pequena variação de 12,5% para 12,4%). Apesar de projetarmos taxas de juros cadentes em 2016, na medida em que os títulos de longo prazo (e mais baratos) pré-fixados vencem, novos títulos são emitidos a taxas maiores que as taxas emitidas anteriormente, portanto, anulando os efeitos de juros mais baixos nos títulos pós-fixados.

6. Podemos reconciliar movimentos na dívida bruta com déficits fiscais em 2014 e 2015?

Existem itens capazes de causar um aumento na dívida pública que não são capturados no déficit (como financiamento dos bancos públicos).

7. O BNDES irá realizar os pagamentos ao Tesouro esse ano? 

Quando o governo pagou despesas em atraso para o BNDES ao final do ano passado, o BNDES antecipou um pagamento de dívida no valor de 30 bilhões de reais. Não projetamos antecipações adicionais este ano.  

8. Quais foram os aumentos na dívida pública bruta nos últimos 5 anos acima do déficit fiscal?

A dívida devida por bancos públicos (principalmente BNDES, mas também BB e Caixa) ao tesouro aumentou em 325 bilhões de reais nos últimos cinco anos.

9. Da onde o BNDES irá receber financiamento? Isso significa que o balanço do BNDES não irá crescer em 2016? 

Não esperamos que o tesouro faça mais aportes ao BNDES esse ano, e parece que o banco não necessita de mais financiamento, já que a demanda por crédito das empresas tem sido muito fraca.

10. Quais são os ativos financeiros do governo que levam a dívida bruta sobre PIB de 66% para 36% em base líquida?


 


11. O governo pode vender algum ativo para ajudar a diminuir o déficit?

Sim. A venda de ativos poderia trazer alívio, mas não resolve a raiz do problema: a deterioração da trajetória da dívida devido a déficits fiscais.

12. Estados & municípios realmente apresentam superávit primário? Qual é a posição fiscal geral de estados & municípios?

Governos regionais não disponibilizam o detalhamento de suas receitas e despesas. Os superávits dos governos regionais no ano passado (R$ 9,7 bilhões) não devem se sustentar. Receitas vêm caindo fortemente e gastos são difíceis de cortar (rigidez orçamentária). Eles provavelmente são capazes de reportar um superávit atrasando despesas. Para 2016, projetamos um déficit primário regional de 10 bilhões de reais, ou 0,2% do PIB.

13. Uma abertura do déficit fiscal de 2015 e como isso muda em 2016:


 


 



< Voltar