Itaú BBA - O que explica o descolamento recente entre o IGP e o IPCA?

Macro Visão

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O que explica o descolamento recente entre o IGP e o IPCA?

Setembro 25, 2020

Apesar da alta no IGP, menores preços de serviços e a ociosidade econômica devem contribuir para manter preços aos consumidores contidos.

Para o relatório completo com gráficos e tabelas, favor acessar o pdf em anexo.

Nos últimos meses, o IGP está sendo impactado sobremaneira por pressões em preços de commodities (especialmente denominados em moeda local, o que já incorpora o efeito da depreciação do real ao longo deste ano). Tal impacto decorre principalmente de sua composição, com peso elevado (60%) de preços no atacado, isto é, diretamente ao produtor. 

Apesar das pressões recentes no IGP, a inflação ao consumidor final, medida pelo IPCA, segue em patamares historicamente baixos. No acumulado em 12 meses até agosto, o IGP-M avançou 13,02%, enquanto o IPCA acumula alta de 2,44%.

No curto prazo, enxergamos pressões relevantes na inflação de alimentos via repasse das altas de preço de commodities agrícolas no atacado. Esse movimento é em parte compensado pela dinâmica do setor de serviços, cuja inflação desacelerou ao longo deste ano, junto com as restrições de mobilidade e piora da atividade.

No médio prazo, a elevada ociosidade da economia deve prevalecer e manter a inflação ao consumidor em níveis benignos. Um dos principais riscos para este cenário é o de perda de credibilidade fiscal/monetária e seu impacto sobre as expectativas de inflação. Projetamos IPCA em 2,5% em 2020 e 2,8% em 2021.

Igor Barreto Rose
Julia Passabom
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Para o relatório completo com gráficos e tabelas, favor acessar o pdf em anexo.



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