Itaú BBA - Mapa de calor da produção industrial

Macro Visão

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Mapa de calor da produção industrial

Novembro 21, 2016

A análise do mapa de calor reforça que a atividade parou de cair, mas ainda não há sinais claros de retomada.

Construímos um mapa de calor para avaliar a evolução setorial da produção industrial, medida pela Pesquisa Industrial Mensal, divulgada pelo IBGE. Os dados recentes mostram que a atividade parou de recuar, mas ainda não há sinais de retomada. A partir do próximo relatório de produção industrial, vamos passar a publicar regularmente a atualização do mapa de calor.

O mapa de calor mostra o desempenho da produção dos diversos setores da indústria em cores. O índice construído mede o comportamento na margem de cada setor, onde uma pontuação é atribuída para variação de cada mês. Estes pontos variam entre -2 e 2, dependendo da magnitude do movimento, em relação ao seu desempenho histórico (ver metodologia abaixo). As cores são baseadas nesta pontuação: cores mais quentes (laranja) ou frias (azul) representam desempenhos mais fortes, ou fracos, respectivamente.

Metodologia

Utilizamos o crescimento trimestral da produção industrial de cada setor para retirar a volatilidade e capturar a tendência (ou seja, consideramos a taxa de crescimento entre o trimestre encerrado no mês t e o trimestre encerrado no mês t-3). Para cada série, subtraímos a média histórica das variações e dividimos o número pelo desvio padrão histórico das variações. Esta metodologia indica quão importante foi a variação do índice em cada mês. Desta forma, o valor final (Z) representa o número de desvios padrões acima (+) ou abaixo (-) da média histórica.

Classificamos cada Z da seguinte forma: se o Z ficar abaixo de (-1) desvio padrão da média, isto constitui um resultado “Muito Fraco” e atribuímos uma pontuação de (-2); se ficar entre (-1) e (-0,5), o resultado é “Fraco” e damos uma pontuação de (-1); entre (-0,5) e (0,5), o resultado é “Neutro” (0); entre (0,5) e (1,0), o resultado é “Forte” (+1), e, por fim, se o valor for acima de um desvio padrão da média, é “Muito Forte” (+2).

A tabela abaixo mostra o mapa de calor entre outubro de 2015 e setembro de 2016:

Também construímos um índice de difusão, onde calculamos o percentual dos segmentos da produção registrando desempenho muito fraco, fraco, forte, ou muito forte:

  

Evolução recente

De forma geral, a produção industrial mostra estabilização na margem, interrompendo o ciclo de quedas visto em 2015 e 2016. A análise do mapa de calor reforça que a atividade parou de cair, mas ainda não há sinais claros de retomada.Para frente, o ajuste cíclico nos estoques, em curso nos últimos meses, deve continuar, uma vez que a demanda segue acima da produção. Esse quadro, juntamente com a continuidade da flexibilização da política monetária, indica um cenário de crescimento da indústria à frente.

A partir do próximo relatório de produção industrial, vamos publicar a atualização do mapa de calor.

Laura Pitta
Lourenço Paiva

 



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