Itaú BBA - Índice de Ambiente de Mercado - Variáveis financeiras no Brasil recuam em junho

Macro Visão

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Índice de Ambiente de Mercado - Variáveis financeiras no Brasil recuam em junho

Junho 29, 2017

O movimento foi explicado por uma piora tanto dos preços das commodities como das variáveis financeiras

Para o relatório completo com gráficos e tabelas, favor acessar o pdf anexo.

O Índice de Ambiente de Mercado LatAm mede o ambiente de mercado de países da América Latina de forma geral (Brasil, México, Colômbia, Chile, Peru). Para construir o índice, replicamos a metodologia (veja ao fim do relatório) usada para Brasil para os demais países, e ponderamos os índices com base no tamanho da economia de cada país, medido pelo PIB.

As condições financeiras da região como um todo voltaram a recuar para -0,43 (vindo de 0,01 no mês de maio). Assim, a média móvel de três meses recuou de 0,20 para 0,00, influenciada por uma piora no Brasil (com quedas tanto nas condições financeiras quanto nas commodities), Colômbia (influenciada pela queda na bolsa de valores e petróleo), e México (com deterioração na maioria dos componentes). O Peru foi o destaque positivo do mês, com apreciação recente da moeda, diminuição do risco país, e melhora nos preços de cobre, impactando positivamente suas condições financeiras.

O ambiente de mercado para Brasil se deteriorou no fim de junho, em relação ao fim de maio. O Índice de Ambiente de Mercado Itaú Unibanco(IAM-IU)[1] caiu de -0,28 para -0,75. O movimento foi explicado por uma piora tanto dos preços das commodities como das variáveis financeiras. A média móvel de três meses caiu de 0,02 para -0,35, se distanciando do patamar neutro apresentado no mês anterior.

Olhando para a decomposição do IAM-IU, o subcomponente de variáveis financeiras do Brasil caiu de 0,06 no fim de maio para -0,17 em junho. O movimento é reflexo de um cenário político mais conturbado que deve postergar a tramitação das reformas, dificultando o reequilíbrio fiscal e consequentemente impactando a confiança dos agentes e os preços dos ativos. Com isso, a média móvel de três meses seguiu na mesma direção, caindo de 0,71 para 0,32.

Para analisarmos a origem do comportamento do mercado brasileiro, regredimos o subcomponente de variáveis financeiras do Brasil em um índice de ambiente de mercado construído a partir de dados de seus países pares[2] (ver regressão na Tabela 1 no Apêndice). O gráfico abaixo mostra que, mais uma vez, a maior parte do movimento recente está relacionada a fatores domésticos.

Já o subcomponente de preços de commodities encerrou junho em -0,69, uma piora em relação ao mês anterior (-0,45). O resultado é reflexo da queda nas commodities agrícolas e energéticas. Assim, a média móvel recuou de -0,33 em maio para -0,62 em junho.


 

André Matcin



[1] O IAM-IU mede o ambiente de mercado do Brasil e também é um bom indicador antecedente do crescimento econômico do País, de acordo com exercícios econométricos. O índice é formado por dois subcomponentes: o primeiro é composto por variáveis financeiras brasileiras – taxas de juros, taxa de câmbio, medidas de risco-país -, e o segundo é composto por preços de commodities. Um resultado acima de zero significa que as condições de mercado estão expansionistas, e abaixo de zero, contracionistas.

[2] Consideramos as taxas de câmbio e os índices de bolsa de valores para 12 países pares (Austrália, Chile, Canadá, México, África do Sul, Turquia, Índia, Rússia, Peru, Indonésia, Malásia e Tailândia).


 

Para o relatório completo com gráficos e tabelas, favor acessar o pdf anexo.


 



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