Itaú BBA - Índice de Ambiente de Mercado - Mais expansionista diante de melhora nas commodities

Macro Visão

< Voltar

Índice de Ambiente de Mercado - Mais expansionista diante de melhora nas commodities

Agosto 1, 2017

O Índice de Ambiente de Mercado Itaú Unibanco (IAM-IU) subiu de -0,31 para 0,36.

Para o relatório completo com gráficos e tabelas, favor acessar o pdf anexo.

O Índice de Ambiente de Mercado LatAm mede o ambiente de mercado de países da América Latina de forma geral (Brasil, México, Colômbia, Chile, Peru). Para construir o índice, replicamos a metodologia (veja ao fim do relatório) usada para Brasil para os demais países, e ponderamos os índices com base no tamanho da economia de cada país, medido pelo PIB.

As condições financeiras da região como um todo avançaram para 0,56 (vindo de -0,17 no mês de junho). Mesmo assim, a média móvel de três meses atingiu -0,16 (ante -0,03 no mês anterior). A alta foi generalizada entre os países acompanhados, com contribuições positivas decorrentes de uma melhora no Brasil (com alta nas commodities, apesar de queda nas condições financeiras), Colômbia (influenciada por melhora nos preços de petróleo), México (com melhora na maioria dos componentes), Peru (melhora generalizada nos seus componentes), e Chile (com alta nos preços do cobre).

O ambiente de mercado para Brasil se recuperou no fim de julho, em relação ao fim de junho. O Índice de Ambiente de Mercado Itaú Unibanco (IAM-IU)[1] subiu de -0,31 para 0,36. O movimento foi explicado por uma melhora dos preços das commodities, ainda que as variáveis financeiras tenham contribuído negativamente no mês. Com isso a média móvel de três meses caiu de -0,39 para -0,48, mantendo a distância abaixo do patamar neutro.

Olhando para a decomposição do IAM-IU, o subcomponente de variáveis financeiras do Brasil caiu de 0,06 no fim de junho para -0,12 em julho. O movimento ainda é reflexo do cenário político mais conturbado que deve postergar a tramitação das reformas, dificultando o reequilíbrio fiscal. Com isso, a média móvel de três meses seguiu na mesma direção, caindo de 0,30 para 0,21.

Para analisarmos a origem do comportamento do mercado brasileiro, regredimos o subcomponente de variáveis financeiras do Brasil em um índice de ambiente de mercado construído a partir de dados de seus países pares[2] (ver regressão na Tabela 1 no Apêndice). O gráfico abaixo mostra que a maior parte do movimento de queda recente está relacionada a fatores domésticos, enquanto houve uma melhora nos fatores relacionados aos países pares.

Já o subcomponente de preços de commodities encerrou julho em 0,54, uma melhora em relação ao mês anterior (-0,41). O resultado é reflexo da alta na maior parte das commodities agrícolas e energéticas. Ainda assim, a média móvel recuou de -0,67 em junho para -0,75 em julho.


 

André Matcin


 

Nossos índices de ambiente de mercado estão disponíveis na Bloomberg:

Índice de ambiente de mercado Itaú Unibanco: IUMCBR Index.
Subcomponente - Variáveis financeiras do Brasil: IUMCBRFV Index.
Subcomponente - Commodities: IUMCCMDT Index.


 

Para o relatório completo com gráficos e tabelas, favor acessar o pdf anexo.


[1] O IAM-IU mede o ambiente de mercado do Brasil e também é um bom indicador antecedente do crescimento econômico do País, de acordo com exercícios econométricos. O índice é formado por dois subcomponentes: o primeiro é composto por variáveis financeiras brasileiras – taxas de juros, taxa de câmbio, medidas de risco-país -, e o segundo é composto por preços de commodities. Um resultado acima de zero significa que as condições de mercado estão expansionistas, e abaixo de zero, contracionistas.

[2] Consideramos as taxas de câmbio e os índices de bolsa de valores para 12 países pares (Austrália, Chile, Canadá, México, África do Sul, Turquia, Índia, Rússia, Peru, Indonésia, Malásia e Tailândia).


 



< Voltar