Itaú BBA - Índice de Ambiente de Mercado - Condições financeiras para a América Latina melhoram em abril

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Índice de Ambiente de Mercado - Condições financeiras para a América Latina melhoram em abril

Maio 2, 2018

As condições financeiras da região como um todo apresentaram melhora no mês.

Para o relatório completo com gráficos e tabelas, favor acessar o pdf anexo.

O Índice de Ambiente de Mercado LatAm mede as condições financeiras de países da América Latina de forma geral (Brasil, México, Colômbia, Chile, Peru). Para construir o índice, replicamos a metodologia (veja ao fim do relatório) usada para Brasil para os demais países, e ponderamos os índices com base no tamanho da economia de cada país, medido pelo PIB. 

As condições financeiras da região como um todo apresentaram melhora no mês, atingindo 0,44 (vindo de 0,28 no mês de março), apesar do Chile ter apresentado forte queda no mês. No entanto, a média móvel de três meses recuou, atingindo 0,53 (ante 0,62 no mês anterior). Contribuíram para a aceleração no mês as condições financeiras do Peru (beneficiado pela melhora nas cotações do cobre) e da Colômbia (influenciado pela alta na bolsa de valores). O destaque negativo foi o Chile (influenciado pela dinâmica dos preços de cobre e depreciação de sua moeda). No México e no Brasil, as condições permaneceram praticamente estáveis, com alguma deterioração nas variáveis financeiras sendo compensadas por melhora nos componentes de commodities.

O Índice de Ambiente de Mercado Itaú Unibanco (IAM-IU)[1] para Brasil ficou praticamente estável no patamar de 0,17 em abril (ante 0,15 no final de março). Enquanto a taxa de Câmbio e o mercado de juros contribuíram negativamente no mês, a melhora nas cotações de algumas commodities energéticas e minerais compensaram o efeito negativo das variáveis financeiras no mês. 

Analisando a decomposição do IAM-IU, o subcomponente de variáveis financeiras do Brasil recuou para 0,29 (ante 0,86 no mês anterior). A média móvel de três meses também apresentou queda, recuando para 0,88 ante 0,99 em março.

Para analisarmos os fatores por trás do comportamento recente do mercado brasileiro, regredimos o subcomponente de variáveis financeiras do Brasil em um índice de ambiente de mercado construído a partir de dados de seus países pares[2] (Tabela 1 do Apêndice). O gráfico abaixo mostra a diminuição da contribuição, ainda positiva, dos fatores idiossincráticos relacionados a Brasil, enquanto que os fatores relacionados a países pares seguem contribuindo negativamente para as condições financeiras como um todo.

O subcomponente de preços de commodities encerrou fevereiro em 0,09, acima dos -0,23 registrados no mês anterior. No entanto, a média móvel de três meses apresentou leve recuo para 0,40, ante 0,47 em março.

 

Nossos índices de ambiente de mercado estão disponíveis na Bloomberg:

Índice de ambiente de mercado Itaú Unibanco: IUMCBR Index.
Subcomponente - Variáveis financeiras do Brasil: IUMCBRFV Index.
Subcomponente - Commodities: IUMCCMDT Index.

 

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[1] O IAM-IU mede o ambiente de mercado do Brasil e também é um bom indicador antecedente do crescimento econômico do País, de acordo com exercícios econométricos. O índice é formado por dois subcomponentes: o primeiro é composto por variáveis financeiras brasileiras - taxas de juros, taxa de câmbio, medidas de risco-país -, e o segundo é composto por preços de commodities. Um resultado acima de zero significa que as condições de mercado estão expansionistas, e abaixo de zero, contracionistas.

[2] Consideramos as taxas de câmbio e os índices de bolsa de valores para 12 países pares (Austrália, Chile, Canadá, México, África do Sul, Turquia, Índia, Rússia, Peru, Indonésia, Malásia e Tailândia).

 

Para o relatório completo com gráficos e tabelas, favor acessar o pdf anexo.

 



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