Itaú BBA - Índice de Ambiente de Mercado - Ambiente de mercado recua em novembro

Macro Visão

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Índice de Ambiente de Mercado - Ambiente de mercado recua em novembro

Novembro 30, 2017

No Brasil, o Índice de Ambiente de Mercado Itaú Unibanco caiu de 0,41 para 0,17.

Para o relatório completo com gráficos e tabelas, favor acessar o pdf anexo.

O Índice de Ambiente de Mercado LatAm mede as condições financeiras de países da América Latina de forma geral (Brasil, México, Colômbia, Chile, Peru). Para construir o índice, replicamos a metodologia (veja ao fim do relatório) usada para Brasil para os demais países, e ponderamos os índices com base no tamanho da economia de cada país, medido pelo PIB.

As condições financeiras da região como um todo apresentaram melhora na margem, atingindo 0,26 (vindo de 0,12 no mês de outubro), apesar de resultados ambíguos entre os países acompanhados. No entanto, a média móvel de três meses recuou, atingindo 0,50 (ante 0,61 no mês anterior). Contribuíram para a aceleração no mês as condições financeiras do México e Colômbia, ambas beneficiadas por um contexto de apreciação cambial e alta nas cotações de petróleo. Por outro lado, houve recuos no Brasil (com queda em ambos os componentes de commodities e condições financeiras), Chile (depreciação no câmbio, recuo da bolsa de valores e queda nas cotações do cobre) e Peru (puxado por queda na bolsa de valores e recuo nas cotações de cobre).

O ambiente de mercado para Brasil desacelerou no fim de novembro, em relação ao fim de outubro. O Índice de Ambiente de Mercado Itaú Unibanco (IAM-IU)[1] caiu de 0,41 para 0,17. O movimento foi explicado principalmente por recuo nas variáveis financeiras (-0,36 pontos), assim como nas commodities. (-0,14 pontos). Apesar disso a média móvel de três meses se manteve próxima da estabilidade no patamar de 0,92.

Olhando para a decomposição do IAM-IU, o subcomponente de variáveis financeiras do Brasil atingiu 0,43 (ante 0,79 no mês anterior). O movimento é reflexo da abertura no mercado de juros, e recuo na bolsa de valores. Mesmo com o ajuste na margem, a média móvel de três meses apresentou leve expansão, subindo de 1,48 para 1,52.

Para analisarmos a origem do comportamento do mercado brasileiro, regredimos o subcomponente de variáveis financeiras do Brasil em um índice de ambiente de mercado construído a partir de dados de seus países pares[2] (ver regressão na Tabela 1 no Apêndice). O gráfico abaixo mostra que os fatores idiossincráticos relacionados a Brasil continuam a contribuir positivamente para o desempenho das condições financeiras domésticas.

Já o subcomponente de preços de commodities encerra novembro próximo da neutralidade, em 0,02, um recuo em relação ao mês anterior (0,16). Apesar disso, a média móvel de três meses ficou próxima da estabilidade, no patamar de 0,49.

 

Nossos índices de ambiente de mercado estão disponíveis na Bloomberg:

Índice de ambiente de mercado Itaú Unibanco: IUMCBR Index.
Subcomponente - Variáveis financeiras do Brasil: IUMCBRFV Index.
Subcomponente - Commodities: IUMCCMDT Index.

 


[1] O IAM-IU mede o ambiente de mercado do Brasil e também é um bom indicador antecedente do crescimento econômico do País, de acordo com exercícios econométricos. O índice é formado por dois subcomponentes: o primeiro é composto por variáveis financeiras brasileiras – taxas de juros, taxa de câmbio, medidas de risco-país -, e o segundo é composto por preços de commodities. Um resultado acima de zero significa que as condições de mercado estão expansionistas, e abaixo de zero, contracionistas.

[2] Consideramos as taxas de câmbio e os índices de bolsa de valores para 12 países pares (Austrália, Chile, Canadá, México, África do Sul, Turquia, Índia, Rússia, Peru, Indonésia, Malásia e Tailândia).

 

Para o relatório completo com gráficos e tabelas, favor acessar o pdf anexo.



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