Itaú BBA - Um cenário global mais complexo

Macro Latam Mensal

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Um cenário global mais complexo

Dezembro 14, 2018

Cenário se torna mais complexo com a guerra comercial entre EUA e China ainda pressionando os mercados globais

Para os demais textos, acessar o pdf em anexo.
 

Economia global
Menos apertos de juros nos EUA, em meio a receios com a guerra comercial
O Fed deve encerrar o ciclo de altas de juros mais cedo do que era esperado. A guerra comercial entre EUA e China ainda é uma fonte de pressão para os mercados globais, apesar da recente trégua comercial de 90 dias.

América Latina
Ainda falta crescimento
O crescimento fraco na região e o risco de uma guerra comercial que ainda não se dissipou impedem uma valorização mais significativa dos ativos locais até o momento.

Brasil
Cenário mais benigno para a inflação
Reduzimos nossas projeções de inflação para 3,8% em 2018 e 3,9% em 2019 (de 4,2% em ambos os anos), principalmente devido aos preços de combustíveis e eletricidade, além de uma menor inércia inflacionária para o próximo ano.

Argentina
Segurando as rédeas
A política monetária está mostrando progresso na redução da inflação, enquanto a correção dos déficits gêmeos está em andamento. No entanto, o fraco crescimento e os preços voláteis dos ativos em um ano eleitoral podem representar um risco para a continuidade das reformas.

México
O início do novo governo
A inflação acima do esperado reforça nossa projeção de um aumento adicional na próxima decisão de política monetária do Banxico, em meio ao início de uma administração marcada por consultas populares.

Chile
Ciclo de normalização da política monetária será gradual
Sem fontes relevantes de pressões inflacionárias e um cenário externo ainda incerto, o ciclo de normalização da política monetária será gradual. Vemos a taxa básica de juros em 3,75% no final de 2019, com o próximo aumento dos juros ocorrendo no 1T19.

Peru
Atividade desaponta
A atividade econômica perdeu força no 3T18. Devido aos dados recentes de atividade econômica, revisamos nossa projeção de crescimento do PIB para 3,8% em 2018, mas mantivemos nossa projeção para o próximo ano em 4,0%.

Colômbia
Lei de financiamento diluída
Negociações intensas resultaram em uma versão mais branda do projeto de lei de financiamento para o orçamento de 2019, que não garante o cumprimento da regra fiscal, a menos que a despesa seja ajustada para compensar a diminuição da receita.


 


Um cenário global mais complexo 

Nos Estados Unidos, o aperto das condições financeiras se tornou mais generalizado, indicando uma desaceleração da economia em 2019 em direção ao seu ritmo de crescimento potencial, como almejado pelo Fed. Assim, reduzimos nossa projeção de crescimento nos EUA em 2019 para 2,2% (de 2,4%) e revisamos também nossa estimativa para a taxa básica de juros de 3,25% para 3,0%. O risco de intensificação da guerra comercial entre China e Estados Unidos permanece, apesar da trégua de 90 dias acordada pelos presidentes Trump e Xi durante a cúpula do G20. Na China, dados recentes de atividade econômica foram fracos. Na Europa, a incerteza política segue elevada com discussões em torno do déficit fiscal da Itália, em um contexto de fraqueza econômica no país. Ao mesmo tempo, a crise política na França levou o presidente Macron a anunciar um pacote de estímulo fiscal. Na Alemanha, a posição da chanceler Merkel segue precária, com seu partido (CDU) perdendo apoio nas pesquisas.

Na América Latina, o tom mais benigno do Fed em relação à necessidade de novas altas de juros dá suporte a ativos locais. No entanto, as dúvidas que permanecem sobre a relação entre Estados Unidos e China se somam ao crescimento ainda lento na região e impedem uma maior apreciação dos ativos. Esperamos recuperação nos países latino-americanos que cobrimos, exceto o México, onde o arrefecimento da economia norte-americana e incertezas sobre a direção das medidas governamentais devem reduzir o crescimento em 2019. Não esperamos cortes de juros na região, mas a recente sinalização do Fed dá espaço para que vários dos bancos centrais da região aguardem mais um pouco antes de remover estímulos.

No Brasil, a atividade econômica segue em ritmo lento no final de 2018, apesar de sinais incipientes de melhora, como a alta generalizada dos indicadores de confiança. Esperamos crescimento do PIB de 2,5% em 2019 e de 3,0% em 2020, refletindo condições financeiras estimulativas e carrego estatístico mais favorável. No entanto, o avanço das reformas – em particular a da Previdência Social –  é condição necessária para a manutenção desse ambiente mais benigno. Projetamos déficit primário de 1,3% do PIB em 2019, mas esse resultado pode ser melhor devido a possíveis receitas extraordinárias. Reduzimos nossas projeções de inflação para 3,8% neste ano, incorporando ajustes sobre combustíveis, energia elétrica e alguns preços livres, e para 3,9% em 2019, levando em consideração os impactos de preços mais baixos dos combustíveis e a menor inércia inflacionária. Neste contexto, esperamos que a taxa básica de juros permaneça no patamar atual de 6,50% a.a. ao longo de 2019.


 


Economia global
Menos apertos de juros nos EUA, em meio a receios com a guerra comercial

Reduzimos nossa projeção para o crescimento dos EUA e as taxas de juros dos fed funds em 2019.

A guerra comercial entre EUA e China ainda é uma preocupação, mas vemos a possibilidade de um acordo que evite aumentos adicionais de tarifas em 2019.

Dados de atividade mais fracos na China; guerra comercial é o principal risco.

Incertezas políticas persistem na zona do euro.

Preços do petróleo devem permanecer na faixa de US$ 50-60/barril.


 


América Latina
Ainda falta crescimento

• A sinalização de menor aperto monetário pelo Fed dá suporte aos preços de ativos da América Latina, mas os mercados ainda não estão convencidos de que as tensões comerciais entre a China e os EUA se dissiparão e o crescimento na região segue fraco, impedindo uma apreciação mais significativa por enquanto.

• Esperamos uma recuperação da atividade na região para a maioria dos países que cobrimos, com exceção do México, onde o crescimento mais lento dos EUA combinado às incertezas sobre a direção da política interna reduzirá o crescimento em relação a 2018.

• Cortes de juros são improváveis na região. No entanto, a sinalização recente do Fed fornece aos bancos centrais espaço para esperar antes de remover estímulos.


 

Para os demais textos, acessar o pdf em anexo.



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