Itaú BBA - Um ambiente global mais benigno para taxas de juros

Macro Latam Mensal

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Um ambiente global mais benigno para taxas de juros

Março 15, 2019

O provável acordo comercial entre EUA e China e a estabilização do crescimento global, gera um ambiente mais benigno para as taxas de juros

Para os demais textos, acessar o pdf em anexo.
 

Economia global
Crescimento global deve se estabilizar
Em meio ao provável acordo comercial entre EUA e China e uma estabilização do crescimento global, os fluxos financeiros para os mercados emergentes deverão continuar em 2019.

 

América Latina
Atividade fraca
A perspectiva de inflação permanece confortável para a maioria dos países da região, mas dados de atividade das principais economias têm desapontado.

 

Brasil
BC: novo presidente assume em meio a cenário incerto
Copom sob nova liderança e tramitação da reforma da Previdência serão importantes para definir a trajetória prospectiva da taxa de juros.

Argentina
Intensificação de pressões inflacionárias
O banco central aperta a política monetária em meio ao enfraquecimento do peso e ao retorno de pressões inflacionárias, mas a desinflação segue desafiadora.

México
Cortes de juros no 4T19
Crescimento abaixo do potencial e inflação em queda dão margem para o banco central iniciar um ciclo gradual de normalização da taxa de juros.

Chile
Inflação baixa por mais tempo
A inflação deve permanecer baixa este ano e a atividade econômica provavelmente será fraca. Neste cenário, e considerando o crescimento global mais brando, vemos agora apenas um aumento de juros este ano, para 3,25%.

Peru
Atividade econômica melhora, dadas as sólidas contas externas e fiscais
Projetamos crescimento de 4,0% em 2019, supondo que as tensões comerciais se dissipem e a política monetária continue expansionista.

Colômbia
Contas externas de volta ao foco
O déficit em conta corrente interrompeu seu processo de correção em 2018, afetado por menores preços do petróleo, deixando o país vulnerável a condições financeiras externas.


 


Um ambiente global mais benigno para taxas de juros

A desaceleração da atividade eonômica nos EUA na virada do ano justificou ainda mais a sinalização de paciência do banco central americano (Fed) em promover "ajustes adicionais" à taxa de básica americana (Fed funds). Na China, o crescimento deve estabilizar no 2T19, com a implementação de algum estímulo doméstico e com o acordo comercial entre os EUA e a China, que deve ocorrer em breve e poderá reverter alguns dos aumentos de tarifas do ano passado e melhorar a confiança de empresários e consumidores chineses. Na Europa, esperamos que o crescimento desacelere para próximo do potencial este ano, o que implica em uma convergência mais longa da inflação para a meta e traz questionamentos quanto à normalização do BCE.

Nesse contexto, economias emergentes se beneficiaram de um ambiente de taxas globais mais benigno, e seus bancos centrais se sentiram menos impelidos a aumentar taxas de juros, com expectativa de que alguns até mesmo entrem em um ciclo de flexibilização este ano. Na América Latina, o crescimento lento e as taxas de câmbio bem comportadas trazem uma perspectiva de inflação confortável em quase todos os lugares. No México, onde reduzimos nossas projeções de crescimento, esperamos cortes de juros até o final deste ano. Também vemos um ciclo de aperto mais gradual no Chile e na Colômbia em relação ao nosso cenário anterior.

Para o Brasil, a perspectiva de inflação abaixo da meta pode criar espaço para cortes na taxa de juros, mas é preciso mais clareza sobre a reforma previdenciária antes do banco central considerar a retomada do ciclo de afrouxamento. Nesse sentido, também será importante acompanhar as primeiras comunicações da nova liderança do BCB, começando pela decisão da taxa de juros da próxima semana. Mantivemos nossas projeções de crescimento em 2,0% para 2019 e 2,7% em 2020, mas a atividade econômica lenta no início do ano traz riscos negativos para essas projeções. A reforma da pervidência continua sendo um determinante importante das perspectivas econômicas de modo geral. Supomos a aprovação de um pacote que tem impacto fiscal de 50% a 75% da proposta enviada pelo governo ao Congresso. Desvios dessa hipótese básica podem levar a mudanças substanciais em nosso cenário; seja na direção positiva, no caso de uma reforma mais abrangente do que o esperado; ou na direção negativa, em caso de frustração. 


 


Economia global
Crescimento global deve se estabilizar

• EUA e China devem chegar a acordo comercial com reversão parcial dos aumentos de tarifas do ano passado.

• PIB dos EUA deve desacelerar para 2,1% em 2019. 

• Atividade da China deve se estabilizar no 2T19 com acordo comercial e estímulo interno. 

• Crescimento da zona do euro em torno do potencial põe em dúvida a normalização da política monetária.

• Mercados emergentes: entradas de fluxos financeiros devem continuar com estabilização de crescimento global.

• Preços mais altos do minério de ferro.


 


América Latina
Atividade fraca

• Com a fraqueza nas economias centrais, o crescimento na região tem decepcionado. Reduzimos nossas projeções de crescimento em 2019 para Argentina e México. No caso do Brasil, os riscos à nossa previsão para o PIB se intensificaram.

• Com crescimento lento e taxas de câmbio bem comportadas, a perspectiva de inflação é benigna em quase todos os países da região. Agora prevemos cortes de juros no México no fim deste ano e esperamos um ciclo de aperto mais gradual do que antecipávamos em Chile e Colômbia. No Brasil, a perspectiva de inflação pode criar espaço para cortes de juros, mas é preciso haver maior clareza sobre a reforma da Previdência antes que o Banco Central possa retomar o ciclo de flexibilização monetária.

 

Para os demais textos, acessar o pdf em anexo.



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