Itaú BBA - Sinais de melhora na economia mundial

Macro Latam Mensal

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Sinais de melhora na economia mundial

Novembro 8, 2019

As tensões comerciais entre EUA e China estão diminuindo, mas países da América Latina terão que lidar com seus problemas idiossincráticos.


Para os demais textos, acessar o pdf em anexo.

 

Economia global
Riscos menores, provável estabilização da indústria
As tensões comerciais entre EUA e China estão arrefecendo e a indústria global deve se estabilizar

Brasil
Previdência é aprovada, economia dá sinais de melhora
A reforma da Previdência foi finalmente aprovada, e a atividade econômica segue em um processo gradual, mas saudável, de aceleração, impulsionada pela expansão do crédito privado. 

Argentina
Em transição
Em meio a controles cambiais mais rígidos, o novo presidente eleito, Alberto Fernández, terá a tarefa imediata de reestruturar a dívida do governo federal.

México
Crescimento fraco pede resposta monetária mais ousada
Revisamos nossa previsão de crescimento do PIB de 2019 para 0,1% (de 0,3%), reforçando nossa expectativa de que o banco central irá acelerar o ritmo do ciclo de cortes de juros este mês.

Chile
Virado do avesso
A nova agenda social e a reorganização do gabinete do presidente Piñera não trouxeram alívio significativo ao governo. Projetamos agora uma recuperação mais lenta da atividade econômica em 2020.  

Peru
Crise constitucional continua
A atividade econômica global mais fraca está afetando a economia do Peru, enquanto a incerteza política e os atrasos na execução fiscal também atrapalham o crescimento. Esperamos um crescimento do PIB de 2,3% em 2019, ante 4,0% no ano passado.

Colômbia
Crescimento surpreende em meio a desafios fiscais
As vendas no varejo continuam acelerando, levando-nos a revisar nossa projeção de crescimento para este ano (de 3,0% para 3,3%) e para o próximo (de 2,8% para 3,1%), apesar dos contínuos desafios fiscais.   


 


Sinais de melhora na economia mundial 

As tensões comerciais entre EUA e China estão diminuindo, na medida em que torna-se provável que a Fase 1 de um acordo comercial seja assinada em novembro, reduzindo significativamente o risco de tarifas adicionais até, pelo menos, as próximas eleições nos EUA. As chances de um Brexit sem acordo também estão diminuindo. De fato, o primeiro-ministro britânico Boris Johnson chegou a um acordo com a Europa que foi aprovado pelo Parlamento, embora sua implementação ainda dependa dos resultados das eleições no país. Com as reduções desses dois riscos, a flexibilização da política do Fed provavelmente produzirá expansão econômica, levando-nos a aumentar nossa previsão do PIB dos EUA para 1,7% (de 1,5%) para 2020. Mais amplamente, a flexibilização da política monetária global em 2019 deve ter um efeito positivo na atividade industrial global em 2020.

Na América Latina, eventos domésticos limitarão a recuperação econômica em muitos países da região, apesar dos riscos globais reduzidos. Os protestos no Chile provavelmente impactarão a confiança e o investimento, mais do que compensando os efeitos das medidas fiscais de reconstrução e expansão. No Peru, a disputa entre parlamentares e presidente também é negativa para gastos com capital. Na Argentina, o governo eleito pode intensificar os controles de taxa de câmbio e ampliar controles de preços ao consumidor, o que tende a agravar ainda mais a recessão. No México, o enfraquecimento da indústria dos EUA e a incerteza contínua sobre as direções de políticas domésticas e de comércio internacional continuarão atrapalhando o crescimento. A economia colombiana, no entanto, continua indo contra a maré de desaceleração vista em outros lugares da região, sustentada pelo consumo. Finalmente, no Brasil, os dados divulgados seguem consistentes com nossa expectativa de uma recuperação econômica gradual.

Vemos a reforma da Previdência, aprovada em novembro no Brasil, como um passo importante, embora insuficiente, para a consolidação de um novo regime fiscal de menor crescimento dos gastos públicos. Com novas medidas de contenção das despesas obrigatórias sendo propostas, juntamente com a manutenção das agendas de contração parafiscal e de venda de ativos, a dívida bruta deve permanecer abaixo de 80% do PIB, e o setor público deve voltar a registrar superávits primários em 2022. Enquanto isso, a atividade econômica segue em um processo gradual, mas robusto, de aceleração, impulsionada pela expansão do crédito privado. Neste contexto, mantivemos nossas projeções para as taxas de crescimento da economia, bem como para a inflação e a taxa de juros. Mas alteramos as projeções para o câmbio ao final de 2019 (de 3,90 para 4,00 reais por dólar), para refletir a decepção com o leilão da cessão onerosa, e para 2020 (de 4,25 para 4,15 reais por dólar), dado o cenário global menos incerto do que anteriormente.


 


Economia global
Riscos menores, provável estabilização da indústria
 

• As tensões comerciais entre EUA e China estão arrefecendo, e o risco do Reino Unido sair da União Europeia sem acordo comercial diminuiu.

• Risco de recessão nos EUA também diminuiu.

• Europa: crescimento estabilizando ao redor de um ritmo lento, próximo ao potencial.

• China: estabilizando em torno de uma trajetória gradual de desaceleração. 

• Indústria global de transformação deve se estabilizar. 

• América Latina: retorno dos riscos idiossincráticos.


 

Para os demais textos, acessar o pdf em anexo.



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