Itaú BBA - Riscos domésticos limitam espaço para estímulos monetários em países da América

Macro Latam Mensal

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Riscos domésticos limitam espaço para estímulos monetários em países da América

Abril 12, 2019

Em meio à fraqueza econômica, há espaço para flexibilidade monetária nos países da região, mas riscos ligados a reformas/política são restrição.

Para os demais textos, acessar o pdf em anexo.

Economia global
Estabilização do crescimento global, em um ambiente de taxas de juros baixas
Atividade na China está se estabilizando e esperamos melhora na zona do euro em meados do ano. O Fed segue paciente, em meio a discussões sobre um novo arcabouço de política monetária.

Brasil
Crescimento menor, queda de juros condicional às reformas
Reduzimos nossa projeção de crescimento em 2019 para 1,3% (de 2,0%) devido a dados mais fracos e sinais de desaceleração na margem. Esperamos cortes de juros para 5,75% nesse ano e 5,5% em 2020, condicionais à reforma da previdência.

Argentina
Inflação em ciclo vicioso com o dólar
O enfraquecimento da moeda leva a inflação mais alta – e a inflação mais alta impulsiona a escalada do dólar.

México
Responsabilidade fiscal reafirmada, mas execução é um risco
Estimativas atualizadas reforçam o compromisso com responsabilidade fiscal, mas o cumprimento das metas dependerá da capacidade de reduzir despesas.

Chile
Adiando a normalização
O banco central vê espaço para manter o estímulo monetário por mais tempo, dada a convergência lenta da inflação para a meta e os menores riscos externos.

Peru
Conflito social no setor de mineração
Uma paralisação que afeta uma das maiores minas de cobre do país ameaça as exportações e a atividade econômica.

Colômbia
Postergando a consolidação fiscal
Metas mais frouxas significam uma crescente probabilidade de rebaixamento das notas de crédito do país.


 

 


Riscos domésticos limitam espaço para estímulos monetários em países da América Latina

Os dados econômicos da China mostram sinais de estabilização, à medida em que as preocupações comerciais se tornam menos intensas e os estímulos do governo começam a ser sentidos. Com a recente fraqueza sendo revertida, esperamos que o PIB chinês cresça 6,2% em 2019 – uma desaceleração gradual em relação aos 6,6% do ano passado. Na Europa, a demanda externa fraca e a incerteza em alta estão contendo a produção industrial, mas esperamos recuperação à frente devido à estabilização na China e aos fundamentos domésticos. O BCE pode retomar a normalização da política monetária no próximo ano se o crescimento melhorar, mas segue atento e preparado para reagir à concretização de novos riscos, o que torna improvável que se mova tão cedo. Do outro lado do Atlântico, o Fed também não deve se mover neste ano. A questão – cuja a resposta pode depender da discussão sobre um novo regime de metas de inflação – é se a alta final de juros em 2020 acontecerá.

Combinado com lentidão econômica e inflação contida na maioria dos países latino-americanos, o ambiente global de juros baixos cria espaço para políticas monetárias mais frouxas em toda a região. No entanto, riscos políticos e incertezas quanto a reformas limitam a velocidade com que alguns bancos centrais podem se ajustar a esse contexto.

No Brasil, reduzimos as projeções de crescimento para 1,3% em 2019 e 2,5% em 2020 (de 2,0% e 2,7%, respectivamente), incorporando dados fracos e sinais de desaceleração. As principais fontes de fraqueza são a produção industrial virtualmente estagnada e a falta de investimentos – e parece que teremos lentidão adicional no futuro próximo, dada a queda generalizada dos indicadores de confiança mais recentes. Olhando mais à frente, as perspectivas permanecem completamente dependentes de reformas econômicas, em particular a da previdência. Sobre esta, apesar do ruído observado nas etapas iniciais de tramitação, esperamos aprovação do projeto de emenda constitucional no terceiro trimestre de 2019. Condicional a essa reforma e, dado o quadro de atividade fraca com projeções de inflação abaixo da meta, passamos a esperar um novo ciclo de corte de juros. Dessa forma, revisamos nossas projeções de taxa Selic para 5,75% ao fim de 2019 e 5,5% ao fim de 2020. 


 

 


Economia global
Estabilização do crescimento global, em um ambiente de taxas de juros baixas

• Juros estáveis nos EUA em meio à discussão de mudanças no regime de metas.

• Atividade econômica da China está se estabilizando.

• Crescimento da zona do euro continua fraco, mas esperamos melhora no meio do ano.

• LatAm: espaço para flexibilidade monetária em meio à fraqueza da atividade, mas risco com reformas/políticas econômicas é uma restrição.

• Estabilização da China não ajudará muito os preços de commodities.


 

Para os demais textos, acessar o pdf em anexo.



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