Itaú BBA - Reações de política econômica acalmam mercados

Macro Latam Mensal

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Reações de política econômica acalmam mercados

Fevereiro 8, 2019

As reações de política econômica fornecem algum suporte para os preços dos ativos dos mercados emergentes

Para os demais textos, acessar o pdf em anexo.

 

Economia global
Alívio para mercados emergentes
Sinais de uma política monetária mais branda nos EUA, uma nova rodada de estímulo na China e a possibilidade de um acordo comercial fornecem algum suporte para os preços dos ativos dos mercados emergentes.

América Latina
Adiando altas de juros
Com crescimento ainda fraco e menor pressão pelo Fed, é provável que aumentos de juros na região sejam adiados.

Brasil
Atividade arrefece, inflação mais baixa
Reduzimos as estimativas de crescimento do PIB para 1,1% em 2018 e 2,0% em 2019 (de 1,3% e 2,5%, respectivamente). Com uma recuperação mais lenta, esperamos inflação de 3,6% neste ano e no próximo.

Argentina
Novos progressos nos ajustes
As taxas de juros e inflação caíram significativamente, mas ainda estão em níveis elevados. Uma desinflação mais rápida continua a ser um desafio.

México
AMLO enfrenta seus primeiros desafios internos
O desabastecimento dos postos gasolina, as greves na indústria e os bloqueios ferroviários provavelmente afetarão a atividade econômica nesse início de ano.

Chile
Banco central mais paciente
Esperamos agora menos aperto de juros neste ano (alta para 3,5% este ano comparado com 3,75% anteriormente), já que o BC sinalizou uma postura mais cautelosa em face ao contexto externo.

Peru
Atividade melhora, em meio a riscos globais
Projetamos crescimento de 4,0% em 2019, sustentado por termos de troca (supondo que as tensões comerciais se dissipem) e por uma política monetária ainda expansionista.

Colômbia
Economia ainda fraca e desequilibrada
Será necessário realizar ajustes de gastos para atingir a ambiciosa meta fiscal deste ano. Dados correntes indicam que a recuperação da atividade ainda não se consolidou.


 


Reações de política econômica acalmam mercados

Após um período ruidoso nos mercados financeiros devido a um aumento dos riscos de desaceleração global, sinais de uma postura de política monetária mais branda nos EUA, aliados a uma nova rodada de estímulos na China e a possibilidade de um acordo comercial entre o G2 trouxeram algum alívio para mercados emergentes.

Entendemos que a mudança de orientação do Fed visa dar suporte às condições financeiras e limitar riscos relacionados à atividade econômica nos EUA. Da mesma forma, o reforço da agenda de estímulos fiscais e monetários na China deve evitar que a desaceleração naquele país se estenda mais no decorrer de 2019. No entanto, o sucesso das medidas de estabilização do crescimento em ambos os países depende de algum progresso nas negociações comerciais, que esperamos observar antes do prazo de 1º de março. Enquanto isso, preocupações econômicas e políticas na Europa provavelmente continuarão a trazer volatilidade a cada novo acontecimento na França, Alemanha e Itália, entre outros.

As respostas de política econômica mencionadas acima e a resultante melhoria das condições financeiras são bem-vindas na América Latina, já que o crescimento continua fraco na maior parte dos países. Menos pressão vinda das ações do Fed significa maior espaço de manobra para os bancos centrais latino americanos. Não esperamos cortes de juros, mas é provável que altas na região sejam postergadas por algum tempo.

O Brasil parece não diferir muito da tendência regional de fraqueza do crescimento. A atividade econômica perdeu ímpeto no quarto trimestre, nos levando a revisar a expectativa de crescimento do PIB em 2018 para 1,1% (de 1,3%). Também passamos a projetar crescimento mais lento em 2019 (de 2,0%, ante 2,5%), devido a um ponto de partida pior e dados fracos na margem, que se aliam ao crescimento global um pouco menor e condições de oferta menos favoráveis no setores agropecuário e energético. Somado a uma taxa de câmbio um pouco mais apreciada, o crescimento mais contido significa pressão ainda menor sobre a inflação, que deve permanecer abaixo da metas ao final de 2018 e 2020, em 3,6% em ambos os anos. Nesse contexto, acreditamos que o Banco Central manterá a taxa Selic estável em 6,5% a.a. nas suas próximas reuniões. No entanto, este cenário está mais incerto do que o usual: iniciado o ano legislativo, as discussões sobre a reforma de Previdência começam a ganhar ainda mais destaque. Esperamos a aprovação de um pacote que tenha impacto fiscal semelhante ao da versão que tramitou recentemente no Congresso. Desvios com relação a essa hipótese básica podem levar a mudanças substanciais em nosso cenário; seja na direção positiva, em caso de uma reforma mais abrangante que o esperado; seja na direção negativa, em caso de frustração.


 


Economia global
Alívio para mercados emergentes 

O Fed provavelmente manterá as taxas de juros inalteradas no 1S19. 

Estímulos e acordo comercial devem estabilizar a atividade na China no 2T19.

EUA e China devem chegar a um acordo comercial, evitando novas tarifas.

Crescimento continua fraco na zona do euro; reduzimos nossa projeção do PIB de 1,5% para 1,2% em 2019.

Respostas de política econômica dos EUA e China beneficiam moedas e juros de mercados emergentes.

Minério de ferro em alta diante de incertezas de oferta.


 


América Latina
Adiando altas de juros 

Os sinais de uma política monetária mais acomodatícia por parte do Fed, bem como uma nova rodada de estímulo na China, estão favorecendo os preços dos ativos da região.

A maioria das economias da América Latina permanece fraca, consistente com os dados de atividade das principais economias do mundo.

Em meio ao fraco crescimento e à perspectiva de menor aperto monetário nos EUA, os bancos centrais da região ganham margem de manobra. Apesar de não esperarmos cortes nas taxas de juros na região, é bem possível que os aumentos de juros sejam adiados.
 

Para os demais textos, acessar o pdf em anexo.



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