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Latam: quando as economias divergem

Novembro 9, 2018

Os fatores idiossincráticos têm levado a mudanças substanciais nos preços de ativos na América Latina

Para os demais textos, acessar o pdf em anexo.

 

Economia global
Perspectiva global permanece incerta, com viés negativo
Enquanto juros devem continuar subindo nos EUA, uma trégua na guerra comercial seria favorável, mas está longe de ser uma certeza.

América Latina
Crescimento fraco prevalece, com menos espaço para política monetária
Em ambiente ainda turbulento para ativos de emergentes, as perspectivas para Brasil e México podem estar divergindo.

Brasil
Novo governo, mesmos desafios
A sustentabilidade da dívida pública requer mudanças para reduzir gastos obrigatórios, como a reforma da Previdência.

Argentina
Estabilizando, conforme os ajustes avançam
O novo arcabouço de política monetária levou a taxas de juros mais altas e ajudaram a fortalecer o peso argentino.

México
Incertezas domésticas maiores
O cancelamento do projeto do novo aeroporto da Cidade do México impactou os mercados locais. Hipóteses orçamentárias muito otimistas aumentam a chance de piora fiscal.

Chile
Início de um ciclo gradual de alta dos juros
Projetamos juros em 3,75% ao final de 2019, à medida que a capacidade ociosa e o cenário externo adverso prescrevem um ciclo gradual de aperto.

Peru
Presidência fortalecida
O principal partido de posição, “Fuerza Popular”, perdeu força após Keiko Fujimori ser detida.

Colômbia
Reforma tributária ambiciosa
O governo propôs uma reforma que visa reduzir o déficit orçamentário em 2019, removendo as isenções no IVA e, ao mesmo tempo, reduzindo a carga tributária para empresas.


 


Latam: quando as economias divergem

As perspectivas para o cenário global permanecem incertas, com um viés negativo. Nos Estados Unidos, a taxa de juros deve continuar subindo, apesar da volatilidade do mercado financeiro. Esperamos crescimento mais fraco na zona do euro, enquanto na China o crescimento deve se estabilizar à medida que o governo implementa mais estímulos. Uma trégua na guerra comercial entre os EUA e a China seria favorável, mas está longe de ser uma certeza.

Na América Latina, fatores idiossincráticos têm levado a mudanças substanciais nos preços de ativos. O real fortaleceu-se recentemente, à medida que os mercados financeiros incorporam maiores chances de aprovação de reformas após as eleições de outubro. O desempenho da moeda brasileira ajudou o peso argentino, que também está sendo favorecido por políticas monetárias mais duras e pela redução dos déficits gêmeos do país. No México, o cancelamento da construção do aeroporto da capital abalou os mercados locais. Além de levar a custos fiscais maiores no curto prazo, o evento levanta questões sobre como futuras decisões de política econômica podem ser tomadas e a possível perda de influência das forças mais liberais dentro do governo. Além disso, hipóteses orçamentárias excessivamente otimistas (advindas da expectativa de melhor gestão do setor público) aumentam a probabilidade de deterioração das contas fiscais.

No Brasil, esperamos que a moeda mais forte e o grande hiato do produto contenham as pressões inflacionárias, e, assim, revisamos nosso cenário para a política monetária, passando a projetar estabilidade da taxa Selic em 6,5% ao longo de 2019. Taxas de juros mais baixa e condições financeiras mais expansionistas como um todo apontam para atividade mais forte. Revisamos nossa projeção de crescimento do PIB para 2,5% em 2019, ante 2,0% no cenário anterior. O principal desafio do novo governo será o ajuste fiscal. A sustentabilidade da dívida pública exige que a administração restrinja as despesas obrigatórias, o que não pode acontecer sem a reforma da previdência. 


 


Economia global
Perspectiva global permanece incerta, com viés negativo 

Fed deve continuar aumentando gradualmente as taxas de juros, apesar da volatilidade do mercado financeiro.

Crescimento mais fraco na zona do euro.

Crescimento da China deve se estabilizar. 

Uma trégua na guerra comercial seria positiva, mas está longe de ser uma certeza.

Ajustes nos preços do petróleo. 


 


América Latina
Crescimento fraco prevalece, com menos espaço para política monetária

O ambiente para ativos de mercados emergentes continua turbulento. Ainda assim, o real apreciou-se recentemente, conforme os mercados percebem maiores chances de aprovação das reformas depois da eleição presidencial  de outubro. O desempenho do real beneficiou o peso argentino. O peso mexicano registrou desempenho abaixo dos pares, em razão de maiores incertezas sobre a direção da política doméstica da nova administração.

O ritmo de crescimento na região continua fraco. A Argentina é o país com o pior desempenho econômico. As perspectivas para Brasil e México podem ser divergentes.

No contexto atual, não há espaço para flexibilização da política monetária, e alguns bancos centrais devem elevar ainda mais as taxas de juros. O banco central do Chile já iniciou um ciclo de aperto, enquanto esperamos que o banco central do México aumente as taxas de juros novamente este mês. 

 

Para os demais textos, acessar o pdf em anexo.



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