Itaú BBA - Economias emergentes sob pressão, em um ambiente internacional mais adverso

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Economias emergentes sob pressão, em um ambiente internacional mais adverso

Setembro 6, 2018

Em um ambiente global mais hostil, mercados emergentes com maiores vulnerabilidades estão tendo depreciações cambiais mais acentuadas

Para os demais textos, acessar o pdf em anexo.

Economia global
Mercados emergentes sob pressão
A guerra comercial continua sendo um grande risco para a China e a economia global. Nos EUA, o banco central continua aumentando juros gradualmente, enquanto na Europa, o crescimento desacelera em meio a crescentes riscos políticos. Neste ambiente global mais adverso, mercados emergentes estão sob pressão.

América Latina
Enfrentando turbulência
A maior volatilidade na região tem afetado principalmente os mercados emergentes com fundamentos mais vulneráveis.

Brasil
Cenário mais volátil
A recente desaceleração dos dados de atividade econômica e a piora das condições financeiras levam a um viés de baixa para nossas projeções de crescimento.

Argentina
Sem tempo a perder
O país se comprometeu a obter um déficit fiscal de 0% do PIB em 2019 e pediu ao FMI que acelere os desembolsos para garantir que o serviço da dívida seja pago no próximo ano, à medida que as condições financeiras se deterioram ainda mais.

México
Acordo do Nafta mais próximo, mas ainda incerto
O presidente Trump anunciou um acordo comercial (acordo de entendimento) com o México, ao mesmo tempo em que a nova administração está prometendo gastos adicionais para o orçamento de 2019.

Chile
A primeira reforma
O presidente Piñera apresentou um projeto de lei para modernizar a lei tributária e aumentar o investimento. Sem a maioria no Congresso, seu plano provavelmente será vigorosamente debatido e modificado antes da aprovação, provavelmente apenas no início de 2019.

Peru
Recuperação equilibrada
A atividade econômica mostrou aceleração de 5,4% na variação anual no 2T18, impulsionada pelo investimento e consumo privado. Políticas expansionistas e preços favoráveis de metais foram os principais fatores por trás da aceleração.

Colômbia
Início de recuperação
A atividade econômica se recuperou no 2T18, impulsionada pelo avanço do consumo, e o investimento não está mais caindo. No entanto, o crescimento permanece abaixo da tendência.


 



Economias emergentes sob pressão, em um ambiente internacional mais adverso 

Em agosto, os Estados Unidos e a China continuaram se aproximando de uma guerra comercial em grande escala, com o presidente Trump ameaçando impor tarifas sobre todos os produtos chineses importados. É provável que o Fed continue com aumentos graduais da taxa de juros, já que o crescimento dos EUA permanece acima do potencial e o mercado de trabalho segue pressionado, mas no caso de uma guerra comercial plena, esperaríamos aumentos mais moderados. Na Europa, vemos riscos políticos limitados, ainda que crescentes, com chances do partido Democrata da Suécia, de extrema-direita e contrário à União Europeia, mostrar um desempenho sólido nas eleições, mas, ainda assim, com baixa probabilidade de fazer parte do governo. O processo orçamentário italiano é outro risco, dada a proposta do governo que aumenta significativamente o déficit.

Em um ambiente global mais hostil, mercados emergentes com maiores vulnerabilidades estão tendo depreciações cambiais mais acentuadas. Na Argentina - um país com grandes déficits gêmeos (fiscal e em conta corrente), reservas baixas e inflação alta -, a taxa de câmbio desvalorizou 35% em agosto. Embora isso ajude a reduzir o déficit em conta corrente, a necessidade de financiamento do governo aumentou com a depreciação, já que o endividamento público em moeda estrangeira é elevado. Neste contexto, o governo pediu ao FMI para antecipar os desembolsos, apertou ainda mais a política monetária, vendeu parte de suas reservas e, mais importante, anunciou uma redução mais rápida do déficit fiscal (visando déficit primário de 0% no ano que vem, com a ajuda de impostos sobre exportações). A depreciação do peso mexicano no período foi mais modesta, uma vez que as autoridades anunciaram um acordo comercial bilateral, com potencial de ser ampliado para um acordo trilateral, a depender das negociações com o Canadá. Por outro lado, as notícias sobre política fiscal no México não foram favoráveis, diante da intenção da nova administração de incluir despesas adicionais no orçamento de 2019.

No Brasil, dados recentes confirmaram a desaceleração em curso da atividade econômica. Nossas projeções de crescimento do PIB estão em 1,3% para 2018 e 2,0% para 2019, mas o aperto recente das condições financeiras elevou o risco de baixa para nossas projeções. Nossas estimativas para o índice de preços ao consumidor (IPCA) permanecem inalteradas em 4,1% para 2018 e 4,2% para 2019. Da mesma forma, nossas projeções de final de ano para a taxa de câmbio permanecem em BRL 3,90 / USD para 2018 e 2019, mas incertezas domésticas e internacionais representam riscos relevantes para a nossa visão. Com excesso de capacidade elevado e um cenário de baixa inflação, o Comitê de Política Monetária provavelmente manterá a taxa básica de juros estável em 6,50% em sua reunião de setembro. 


 



 

Economia global
Mercados emergentes sob pressão

A guerra comercial continua sendo um grande risco para a China e a economia global. 

O banco central dos EUA deve prosseguir com seus aumentos graduais nas taxas de juros.

Em meio a crescentes riscos políticos, projetamos crescimento moderado na Europa.

Mercados emergentes afetados por riscos idiossincráticos em um cenário global mais desafiador. 

Cenário para as commodities marcadas por um viés de baixa devido a atritos comerciais.



 

América Latina
Enfrentando turbulência

• A volatilidade retornou à América Latina, à medida que os riscos de guerra comercial se intensificam e o Federal Reserve (Fed) continua aumentando as taxas de juros, prejudicando principalmente os mercados emergentes com fundamentos mais fracos.

• A atividade permanece mista na região, e o crescimento em países com fundamentos mais fracos está abaixo da média da região.

• Reduções dos juros são improváveis, e alguns bancos centrais podem aumentar a taxa básica de juros antes do final do ano. 

 

Para os demais textos, acessar o pdf em anexo.



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