Itaú BBA - Dólar em alta no mundo

Macro Latam Mensal

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Dólar em alta no mundo

Setembro 12, 2014

A economia norte-americana continua em recuperação de forma lenta, mas contínua.

Economia global
EUA forte, Europa fraca

As perspectivas para a economia dos EUA seguem inalteradas. Mas a economia europeia perdeu força, aumentando  o risco de baixa da inflação.  Os juros baixos na Europa e os riscos geopolíticos provavelmente manterão o prêmio de risco das taxas de juros em nível baixo por mais tempo.

Brasil
Recuperação adiada

A recuperação da atividade econômica ainda em ritmo lento e os fundamentos desfavoráveis continuam apontando para atividade fraca no horizonte mais próximo. O Copom reforçou o sinal de juros estáveis adiante.

México
Recuperação ganha força

Os primeiros indicadores de atividade disponíveis para o 3T14 sugerem que a dinâmica positiva do 2T14 continua. Fluxos de capital associados às reformas provavelmente levarão o peso mexicano a apresentar um desempenho superior à maioria das moedas de mercados emergente.

Chile
Popularidade do governo em queda

A economia enfraqueceu ainda mais no 2T14, e os indicadores disponíveis para o 3T14 ainda não sugerem recuperação. A aprovação da presidente Michelle Bachelet caiu para o nível mais baixo de seu segundo mandato.

Peru
Decepção

A economia do Peru desacelerou bruscamente no 2T14, registrando um aumento fraco de 1,7% em relação ao ano passado. A produção fraca do setor de mineração levou a uma ampliação do déficit em conta corrente mais acentuada do que o esperado. Projetamos depreciação do Sol a frente.

Colômbia
Pausa ou é o fim?

A atividade decepcionou em junho, mas os indicadores de confiança sugerem que a economia continua robusta. O banco central aumentou a taxa de juros em 25 pontos-base, para 4,50%, em sua reunião de política monetária de agosto, mas o comunicado sugere que o ciclo de aumentos pode ter chegado ao fim.

Argentina
Vivendo em default

Acreditamos que o default será duradouro, aumentando o risco de aceleração da dívida. Acreditamos que a taxa do câmbio tende a se depreciar mais (possivelmente, de forma desordenada) e vemos uma recessão mais profunda para 2015.   

Commodities
Preços mais baixos de soja e minério de ferro

Reduzimos as projeções de soja, açúcar e minério de ferro para 2015. Os conflitos no Iraque e na Ucrânia não estão evitando a queda nos preços de petróleo. A percepção do mercado é de que há pouco risco de que a oferta global da commodity seja afetada.


Dólar em alta no mundo

A economia norte-americana continua em recuperação de forma lenta, mas contínua. Nos próximos meses, esperamos uma gradual mudança na retórica do Fed, o banco central dos EUA, passando a sugerir uma política monetária mais apertada à frente. Em contrapartida, o cenário ainda é desafiador do outro lado do Atlântico. A Europa precisa crescer mais, os riscos geopolíticos na Ucrânia permanecem elevados e aumentou a chance de a Escócia se tornar independente do Reino Unido. O Banco Central Europeu (BCE) anunciou novos estímulos monetários e manteve a porta aberta para estímulos adicionais.

Nesse ambiente, o dólar vem se apreciando contra as demais moedas dos países do G7 e começando a se fortalecer também ante as moedas emergentes. Esse movimento pode ficar mais acentuado com a proximidade da alta dos juros nos EUA em 2015.

O crescimento nos mercados emergentes também vem decepcionando. Na América Latina, reduzimos (novamente) nossa projeção de crescimento no Brasil, Chile e Peru. No Brasil, esperamos que o crescimento em 2014 atinja apenas 0,1%, em função do resultado mais fraco do segundo trimestre e do ritmo ainda lento de recuperação. A confiança em patamares historicamente baixos assim como os estoques elevados na indústria devem limitar o crescimento adiante. Com o crescimento baixo, as contas fiscais seguem em declínio: reduzimos nossa projeção para o superávit primário convencional de 2014 de 1,3% para 1,1% do PIB, e para o resultado recorrente de 0,6% para 0,4%.

A combinação de juros mais altos nos EUA e fraqueza de crescimento nos emergentes tende a depreciar as moedas na América Latina.

Do lado mais positivo, a Colômbia ainda continua mostrando perspectivas de crescimento, apesar dos dados mais fracos em junho. E no México, os indicadores mais recentes confirmam a retomada iniciada no segundo trimestre. Nesses casos, a depreciação cambial deve ser amortecida por fatores domésticos, especialmente no México, onde as perspectivas de reforma tendem a atrair investimentos externos.

Por fim, a Argentina segue seu curso próprio. O congresso aprovou proposta para possibilitar a troca de endereço de pagamento dos títulos da dívida reestruturada de Nova York para Buenos Aires ou Paris, o que nos parece improvável. Dessa forma, entendemos que o default irá se prolongar. Esperamos agora uma depreciação do câmbio mais acentuada e recessão maior em 2015.

Economia global

EUA forte, Europa fraca 

• As perspectivas para a economia dos EUA seguem inalteradas: crescimento acima de 3,0% no 2S14 e em 2015, melhora do mercado de trabalho e aumento gradual da inflação. Esperamos o primeiro aumento dos juros básicos em junho de 2015.

• A economia europeia perdeu força, aumentando o risco de baixa da inflação. Em resposta, o BCE cortou a taxa de juros e anunciou a compra de ativos privados. 

• Os dados da atividade se tornaram mais mistos na China após um 2T14 forte.

• Os juros baixos na Europa e os riscos geopolíticos provavelmente manterão o prêmio de risco das taxas de juros nos EUA em nível baixo por mais tempo.

A economia dos EUA continua apontando para um 2S14 forte. Elevamos nossa projeção de crescimento do PIB para 2,2% (de 2,0%) para 2014 e para 3,1% (de 3,0%) para 2015. Nesse ritmo, a economia deve continuar criando, em média, mais de 200 mil postos de trabalho por mês.

Do outro lado do Atlântico, as perspectivas são piores. A economia da zona do euro perdeu força, em um ambiente de inflação já muito baixa. Os riscos geopolíticos permanecem elevados na Ucrânia. Recentemente, reduzimos nossa projeção do PIB de 2014 de 1,0% para 0,8% e, agora, reduzimos nossa projeção de 2015 de 1,5% para 1,1%.

O Banco Central Europeu (BCE) expandiu ainda mais a política monetária para evitar uma queda nas expectativas de inflação. Com as medidas, as taxas de juros de mercado recuaram ainda mais, e o euro se depreciou. Achamos que essas ações do BCE ajudarão a elevar a inflação, mas não devem gerar um impulso substancial para a atividade.

Os dados da atividade se tornaram mais mistos na China após um 2T14 forte. Acreditamos que a economia precise de mais estímulos para se aproximar da meta de 7,5% este ano.

A economia do Japão também vem decepcionando. Desde o nosso último relatório mensal, revisamos a projeção do PIB de 1,5% para 0,9% em 2014, e de 1,2% para 1,0% em 2015.

Reduzimos nossa projeção de fim de ano para os juros do título do Tesouro dos EUA de 10 anos para 2,7% (de 2,9%) em 2014, e para 3,25% (de 3,45%) em 2015. Não mudamos nossa visão sobre a política monetária nos EUA. Mas as taxas de juros em níveis historicamente baixos na Europa (e os riscos geopolíticos) provavelmente manterão o prêmio de risco das taxas de juros dos EUA em níveis mais baixos por mais tempo.

A perspectiva de crescimento nos países emergentes permanece mista. Na América Latina, o México está em trajetória de recuperação, e a Colômbia continua com dados sólidos. Já Brasil, Chile e Peru surpreendem novamente na direção de enfraquecimento da atividade, apesar de esperarmos que o segundo semestre deste ano seja melhor do que o primeiro.

Os emergentes podem navegar no cenário internacional de forma segura até o fim do ano.  Entretanto, os riscos permanecem. Em particular, um sinal de aperto monetário nos EUA pode afetar diversos mercados emergentes.    

EUA - Economia continua caminhando para um 2S14 forte

Os indicadores econômicos dos EUA estão em linha com um ritmo de crescimento de 3,0% no 2S14 e em 2015.  O crescimento trimestral do PIB foi revisado para 4,2% na leitura trimestral (taxa anual ajustada sazonalmente), de 4,0%. Vários indicadores de confiança atingiram novos picos em agosto. O índice ISM de manufatura aumentou para 59,0, enquanto o ISM não- manufatura subiu para 59,6 (ver gráfico). Nossa projeção do PIB para o 3T14 subiu para 3,5%, de 3,0% no mês passado.

O consumo se mantém moderado, mas deve acelerar em breve.  O gasto real recuou 0,2% em julho sobre o mês anterior. Esperamos recuperação em agosto e setembro, levando o crescimento do consumo para 2,0% anualizados no 3T14 sobre o trimestre anterior. E esperamos uma aceleração para 3,0% no 4T14. A recuperação será impulsionada, em nossa visão, por uma reversão do aumento recente da poupança das famílias motivado pela melhora da confiança, pelas taxas de juros baixas e por uma postura mais expansionista dos bancos na concessão de crédito.

A recente desaceleração na Europa não deverá ter impacto significativo no crescimento dos EUA. Revisamos o PIB da zona do euro em 2015 para 1,1%, de 1,5%, mas estimamos que essa revisão reduza o PIB dos Estados Unidos em apenas 0,03% no mesmo período. A elasticidade das importações da zona do euro em relação ao PIB é limitada, e o tamanho das exportações dos EUA para a Europa é modesto (2,7% do PIB).

Considerando esses efeitos, aumentamos nossa projeção de crescimento do PIB para 2,2% (de 2,0%) para 2014 e para 3,1% (de 3%) para 2015.

Com esse ritmo de crescimento, a economia dos EUA deve continuar criando mais de 200 mil postos de trabalho por mês. A criação de novos empregos foi muito fraca em agosto – 142 mil, contra nossas expectativas de 225 mil –, mas acreditamos que isso represente uma volatilidade temporária nos dados. Os outros indicadores do mercado de trabalho, como taxa de desemprego e renda média por hora, vieram em linha com as nossas expectativas.

Se a taxa de participação da força de trabalho continuar diminuindo gradualmente como esperamos, a taxa de desemprego deve continuar caindo mais rapidamente do que o atualmente projetado pelo Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano).

A inflação ainda está baixa. O núcleo do deflator do consumo, medida de inflação preferida do Fed, aumentou apenas 0,09% em julho sobre o mês anterior. Mas esperamos uma convergência gradual em direção à meta de 2% do Fed no 2S15. O resultado de julho veio na sequência dos 0,15%, 0,18% e 0,19% registrados nos três meses anteriores. Indicadores de preços de alta frequência sugerem mais uma leitura relativamente moderada em agosto. No entanto, as medidas do núcleo da inflação estão, em média, mais pressionadas este ano. Esperamos que o núcleo do deflator do consumo suba gradualmente de 1,5% em julho, na comparação anual, para 1,7% em dezembro, com o mercado de trabalho mais apertado puxando os custos salariais para cima.

Como consequência da melhora do mercado de trabalho e da convergência gradual da inflação, continuamos esperando que o Fed comece a aumentar as taxas de juros em junho de 2015. Dada a nossa perspectiva para a economia, especialmente para o mercado de trabalho, os riscos parecem inclinados para um início do aperto de juros antes do meio do ano que vem, como esperado por nós e pelo mercado. Segundo Janet Yellen, presidente do Fed, se observarmos uma "convergência mais rápida em direção ao nosso mandato duplo (de inflação e emprego), então aumentos na meta para a taxa de juros dos fed funds provavelmente ocorreriam mais cedo e mais rapidamente do que o atualmente esperado."

Esperamos uma mudança gradual na retórica do Fed à frente para preparar os mercados para esse primeiro aumento.

Reduzimos nossa projeção de fim de ano para os juros do título do Tesouro dos EUA de 10 anos para 2,7% (de 2,9%) em 2014, e para 3,25% (de 3,45%) em 2015. O aumento das tensões geopolíticas e as taxas de juros extremamente baixas (devido à atividade mais fraca) na Europa provavelmente manterão o prêmio de risco das taxas de juros dos EUA em níveis mais baixos por mais tempo. No entanto, esses fatores não mudam nossa visão sobre as perspectivas da política monetária norte-americana.

Europa - A economia perdeu força

O PIB da zona do euro cresceu apenas 0,03% no 2T14 sobre o trimestre anterior, desacelerando em relação a 0,22% registrado no 1T14. A queda do investimento e um ajuste de estoques foram os principais responsáveis pelo crescimento baixo. Por país, o PIB da Alemanha contraiu 0,2%, o da Itália, 0,1%, e o da França estagnou. Do lado positivo, o da Espanha e de Portugal avançou 0,6% no trimestre.

Os indicadores antecedentes apontam para uma melhora moderada no 3T14, porém abaixo do que esperávamos anteriormente. O índice de atividade dos gerentes de compra (PMI, na sigla em inglês) de serviços da zona do euro subiu ligeiramente, atingindo a média de 53,6 em julho e agosto, comparada à de 53,1 no 2T14. No entanto, o índice PMI da indústria caiu de 52,4 para 51,2. Outras pesquisas de confiança dos consumidores e empresários, de forma geral, também tiveram baixas ou ficaram estáveis no período.

Incertezas políticas vêm pesando na confiança dos consumidores e empresários e limitando a recuperação. O conflito no leste da Ucrânia se arrasta, com sanções (e contrassanções) impostas à Rússia. Embora o impacto direto sobre o crescimento pareça pequeno, ele está reduzindo a confiança e as decisões de investimento. Dentro da zona do euro, brigas internas no gabinete do presidente francês François Hollande adicionaram incerteza ao quadro político. A remodelação recente trouxe um direcionamento mais claro e mais reformista para o gabinete, mas o ceticismo relacionado a reformas permanece. Enquanto isso, o surto de otimismo na Itália com a ascensão de Matteo Renzi ao poder está diminuindo, dado que reformas econômicas significativas ainda não foram aprovadas. Todos esses fatores parecem estar afetando a confiança dos consumidores e empresários. O investimento na zona do euro caiu 0,3% no 2T14 na leitura trimestral e pode contrair novamente no 3T14. O consumo registrou um aumento de 0,16% no 2T14 frente ao trimestre anterior. Esse ritmo é, na melhor das hipóteses, moderado, e a confiança em baixa sugere que não haverá melhora palpável à frente.

O BCE aumentou os estímulos monetários em setembro, cortando as taxas de juros em 10 pontos-base e anunciando que compraria títulos privados. O presidente do BCE, Mario Draghi, manteve a porta aberta para medidas adicionais, caso a inflação não acelere em 2015. As taxas de juros de mercado para todos os vencimentos e em todos os países da zona do euro estão nos menores níveis das últimas décadas. Estimamos que devam permanecer nesses níveis por um período prolongado.

Acreditamos que as ações do BCE reduzam o risco de deflação na zona euro, mas não o suficiente para dar impulso substancial à atividade. As políticas contribuem para estabilizar o crédito ao setor privado, que ainda está caindo na região. Mas seu principal impacto, em nossa opinião, é sobre a taxa de câmbio. Revisamos nossa projeção para o euro/dólar de fim de ano para 1,27 (de 1,33) em 2014, e para 1,22 (de 1,30) em 2015. A depreciação do euro deve ajudar a aumentar a inflação, mas tem impacto moderado na atividade (por meio de exportações mais elevadas).

Mantivemos nossa projeção de crescimento do PIB em 2014 em 0,8% (que recentemente reduzimos de 1,0%) e reduzimos nossa projeção de 1,5% para 1,1% em 2015.  Continuamos esperando uma recuperação cíclica na região. Mas a melhora parece agora ser mais gradual do que havíamos estimado (ver gráfico).

China - Dinâmica de crescimento continua frágil e requer mais estímulos

Dados mistos em julho e agosto indicam que a dinâmica da economia continua frágil. A produção industrial e o investimento fixo desaceleraram em julho. O crescimento do crédito também enfraqueceu, mesmo após o ajuste para distorções observadas em maio e junho. Por fim, o índice PMI da indústria caiu de 51,7 para 51,1 em agosto, sugerindo mais desaceleração à frente.

Após a melhora impulsionada por estímulos no 2T14, a economia precisa de mais uma rodada de medidas?

Diversos fatores sugerem uma desaceleração no 2S14. A fraqueza do setor imobiliário e a campanha anticorrupção continuam representando obstáculos ao crescimento de curto prazo. A maioria dos estímulos anunciados no segundo trimestre perdem efeito ao longo deste semestre à medida que nos aproximamos do fim do ano. Alguns instrumentos chegam a ser contracionistas no semestre, dado que envolveram antecipação de gastos e investimentos.

Acreditamos que a economia precise de mais estímulos para crescer entre 7,4% e 7,5% em 2014. Na ausência de estímulos adicionais, o enfraquecimento sugerido pelos fundamentos poderia levar o crescimento anual para a faixa de 7,2% - 7,3%, o que provavelmente causaria um impacto negativo sobre o preço dos ativos relacionados ao crescimento chinês.

De fato, declarações recentes de políticos influentes sugerem novas medidas à frente. A inflação está bem-comportada, abrindo espaço para medidas expansionistas. Acreditamos que as autoridades vêm demostrando interesse em manter o crescimento do PIB próximo da meta de crescimento de 7,5% para 2014.

Sendo assim, mantemos nossa projeção do PIB de 7,4% em 2014, e 7,0% em 2015. 

Commodities – Preços mais baixos de soja e minério de ferro

O Índice de Commodities Itaú (ICI) caiu 4,7% desde o final de julho, com todos os subíndices apresentando queda no período. Os preços de soja, minério de ferro e petróleo lideraram a queda. Os preços de milho, trigo e metais básicos ficaram estáveis, enquanto os de açúcar registraram novas quedas.

Reduzimos nossas projeções de preços de fim de ano para soja, açúcar e minério de ferro. Um superávit considerável no mercado de soja para a safra 2014/2015 está se formando. Estoques elevados impedem também a recuperação dos preços do açúcar. No caso do minério de ferro, o preço de equilíbrio nos parece agora mais perto de US$ 90/t, abaixo das nossas projeções anteriores (US$ 101/t).

Revisamos os preços do café para cima, refletindo uma perspectiva pior para a safra brasileira.

Nossa projeção do ICI para o fim deste ano caiu para -7,0% em relação ao ano anterior (-5,6%, anteriormente), e 2,1% para 2015 na mesma comparação (3,0%, anteriormente). A partir dos níveis atuais, essas revisões implicam um aumento de 5,3% no ICI ao fim do ano.

Para maiores detalhes, ver a seção de commodities deste relatório. 


 

Para os demais textos, acessar o pdf em anexo.



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