Itaú BBA - Após alívio na Argentina e no México, atenções de deslocam para o Brasil

Macro Latam Mensal

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Após alívio na Argentina e no México, atenções de deslocam para o Brasil

Outubro 5, 2018

Às vésperas das eleições, a incerteza em torno de reformas continua limitando o ritmo de recuperação no Brasil

Para os demais textos, acessar o pdf em anexo.

Economia global
Cenário global ainda exige cautela
O banco central americano deve continuar subindo juros, a menos que ocorra um choque significativo. Tensões comerciais seguem pressionando a economia global, enquanto que, na zona do euro, a situação fiscal da Itália se torna o principal risco.

 

América Latina
Reduzindo riscos idiossincráticos?
Um novo acordo entre FMI e Argentina e a renegociação bem-sucedida do NAFTA sugerem que os riscos idiossincráticos na região estão se dissipando. Agora, as eleições no Brasil são o centro das atenções.

Brasil
À espera das reformas econômicas
Às vésperas das eleições, a incerteza em torno das reformas continua a pressionar os mercados e a limitar o crescimento.

Argentina
Novo acordo com o FMI
Os ajustes devem resultar em uma economia mais equilibrada, mas há riscos: os altos custos econômicos e seus possíveis efeitos nas tendências eleitorais do próximo ano podem afetar a confiança dos mercados na estratégia do governo.

México
Acordo do Nafta alcançado
O acordo elimina uma importante fonte de incerteza sobre a economia do México. Esperamos que o crescimento acelere no próximo ano para 2,2%, de 2,0% em 2018.

Chile
Ciclo de alta se aproxima
Apesar da inflação baixa e das tensões comerciais, o banco central sinalizou que deve começar a remover os estímulos monetários. Esperamos um ciclo gradual (uma alta por trimestre), levando a taxa básica para 3,75% até o final de 2019.

Peru
Risco político persiste
Em uma vitória temporária para o presidente Vizcarra, o congresso concedeu ao seu gabinete um voto de confiança.

Colômbia
Acumulando reservas
Com a linha de crédito flexível do FMI terminando possivelmente em 2020, o banco central da Colômbia optou por acumular reservas gradualmente, vendendo, para tanto, opções de venda de dólares.

 


Após alívio na Argentina e no México, atenções de deslocam para o Brasil

O ritmo de crescimento nos EUA continua forte e o banco central americano deve continuar subindo juros em direção a um nível ligeiramente restritivo, a não ser que ocorra um choque significativo. As eleições legislativas não devem alterar essa perspectiva. No resto do mundo, o crescimento permanece mais contido, mas esperamos ligeira recuperação. A economia européia ainda se apoia em fundamentos sólidos e a China tende a se estabilizar após os estímulos recentes, enquanto o Japão deve crescer mais forte do que seu potencial por um tempo, impulsionado pela política monetária e pela redução dos riscos políticos. Não obstante, a economia internacional ainda exige cautela. A normalização da política monetária nas economias avançadas e a guerra tarifária entre os EUA e a China continuam a ser as principais fontes de risco para a economia global, enquanto que, na zona do euro, a política fiscal da Itália é uma preocupação adicional.

Na América Latina, os riscos idiossincráticos parecem estar se dissipando. No México, a renegociação bem sucedida do NAFTA reduz a incerteza econômica e deve levar a um crescimento mais forte à frente. Na Argentina, o novo acordo com o FMI traz alívio no curto prazo, mas o caminho adiante não será fácil. O pacote financeiro – que garantirá financiamento em um ano desafiador, já que há eleições presidenciais em 2019 – vem com o compromisso de forte aperto fiscal e monetário. Agora, todos os olhos se voltam para o Brasil.

Às vésperas das eleições, a incerteza em torno de reformas, especialmente no que diz respeito à política fiscal, continua pressionando os mercados e limitando o ritmo de recuperação no Brasil: os indicadores de atividade no 3T18 mostram crescimento subjacente fraco, em linha com nossa projeção de crescimento de 1,3% para 2018. Para 2019, continuamos a esperar crescimento de 2,0%, mas uma possível frustração em relação às perspectivas de reformas – e a resultante deterioração das condições financeiras – constituem um importante risco negativo. Nesse contexto altamente incerto, o BCB não se comprometeu com nenhum movimento em outubro. No entanto, sua comunicação recente abre o caminho para uma alta, caso isso se mostre necessário. 
 


Economia global
Cenário global ainda exige cautela 

A atividade permanece mais forte nos EUA do que no resto do mundo. 

As eleições legislativas dos EUA não devem alterar a probabilidade de aumento gradual das taxas de juros. 

A Itália representa um risco significativo para a zona do euro.

O crescimento do Japão deve se estabilizar acima do potencial.

A China mostra sinais de melhora na demanda doméstica, induzida por política econômica, e suficiente para compensar a demanda externa mais fraca devido aos atritos comerciais com os EUA.

Projetamos agora preços mais altos do petróleo. 

 


América Latina
Reduzindo riscos idiossincráticos?

Um novo acordo entre o FMI e a Argentina e a renegociação bem-sucedida do Nafta sugerem que os riscos idiossincráticos na região estão se dissipando. O mercado agora está focado nas eleições brasileiras.

A atividade na região tem sido mista, com países que apresentam fundamentos mais fracos registrando desempenho abaixo dos demais.

Nenhum banco central da região está discutindo flexibilização monetária, enquanto o banco central da Argentina continua apertando a política monetária para apoiar o peso, e esperamos que o banco central do Chile inicie um ciclo gradual de alta dos juros este mês. 
 

Para os demais textos, acessar o pdf em anexo.



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