Itaú BBA - Ano novo, novos riscos

Macro Latam Mensal

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Ano novo, novos riscos

Dezembro 13, 2019

Riscos menores (tarifas comerciais, Brexit) e estímulos devem impulsionar uma ligeira melhora do crescimento global em 2020.


Para os demais textos, acessar o pdf em anexo.

 

Economia global
Melhora no crescimento global
Riscos menores (tarifas comerciais, Brexit) e estímulos devem impulsionar uma ligeira melhora do crescimento global em 2020.

Brasil
Recuperação gradual, mas saudável
Aumentamos nossa projeção de crescimento do PIB deste ano de 1% para 1,2%. Para 2020, mantemos nossa expectativa em 2,2%. O crescimento deve acelerar para 3,0% em 2021. 

Argentina
Início do novo governo
O presidente eleito da Argentina, Alberto Fernández, tomou posse, e aposta em uma equipe econômica heterodoxa para lidar com a reestruturação da dívida e fazer a economia voltar a crescer. Esperamos um recuo do PIB de 2% em 2020, após uma contração de 2,9% em 2019.

México
Aprovação do USMCA mais próxima
Os negociadores dos EUA, México e Canadá chegaram a um acordo sobre as alterações do USMCA. Representantes democratas sinalizaram que o acordo poderia ser votado no Congresso dos EUA já na próxima semana.

Chile
Redefinindo expectativas
Além de iniciar uma ambiciosa agenda de reforma social, as autoridades concordaram em realizar um plebiscito para decidir sobre uma nova constituição. A alta incerteza deve manter o crescimento baixo no próximo ano (esperamos 1,2%).

Peru
Ainda à espera do Tribunal Constitucional
O Tribunal Constitucional ainda não se pronunciou sobre a dissolução do Congresso. De qualquer forma, as eleições legislativas continuam agendadas para janeiro.

Colômbia
Protestos pressionam contas públicas
Juntando-se à onda regional de manifestações, os colombianos saíram às ruas em novembro para expressar descontentamento com uma série de questões. Os riscos para as contas fiscais estão maiores, à medida que o governo responde às agitações com a flexibilização das políticas.


 


Ano novo, novos riscos

Os principais riscos que afetaram a economia global em 2018 e 2019, especificamente os relacionados à escalada de tarifas entre EUA e China e ao Brexit, estão se estabilizando. Para 2020, os principais riscos advém das eleições nos EUA, já que as propostas de política econômica doméstica parecem mais polarizadas do que nunca. Outros riscos incluem a continuação das tensões entre EUA e China. Por outro lado, os bancos centrais também cortaram as taxas de juros de forma significativa e sincronizada em 2019, o que tende a impactar positivamente a atividade econômica em 2020.

Levando tudo isso em consideração, esperamos que em 2020 os fluxos globais de manufatura e comércio se estabilizem, enquanto vemos o crescimento do PIB global melhorando ligeiramente para 3,1%, liderado principalmente pelos mercados emergentes, excluindo a China. Os EUA provavelmente crescerão perto de 2,0% e o banco central americano (Fed) deve manter juros estáveis em 2020. Enquanto isso, o crescimento da zona do euro deve se estabilizar próximo ao seu ritmo potencial de 1% em 2020. Na China, dados recentes mostram sinais de crescimento estabilizando. Por enquanto, mantemos nossa previsão de crescimento em 5,7% em 2020 e 5,6% em 2021 para a China, mas a possibilidade de um acordo comercial com os EUA implica um viés ascendente em nossos números.

Na América Latina, uma redução parcial dos riscos domésticos está, por enquanto, dando suporte aos preços dos ativos na região. No Chile, as manifestações perderam força desde que o governo anunciou um referendo para decidir sobre uma nova constituição. Na Colômbia, os protestos tem sido pacíficos e um diálogo está em andamento, o que fez o peso colombiano recuperar uma parcela significativa de suas recentes perdas em relação ao dólar americano. No Brasil, os avanços na agenda fiscal permitiram taxas de juros em nível recorde de baixa, contrapondo os efeitos de uma política fiscal contracionista e produzindo uma melhoria gradual da atividade. Dito isso, a volatilidade do mercado na região pode retornar em 2020, já que o processo de redigir uma nova Constituição no Chile garantirá que a incerteza continue alta por lá, os fundamentos colombianos são relativamente frágeis, a situação política no Peru permanece instável e o fraco crescimento e o aumento da violência não trazem boas perspectivas fiscais para o México.

No Brasil, aumentamos nossa projeção de crescimento do PIB deste ano para 1,2%. Para 2020, mantivemos nossa expectativa em 2,2% e esperamos que crescimento acelere para 3,0% em 2021. O choque na carne bovina pressionará a inflação em 2019, mas tem impacto deflacionário em 2020. Com isso, revisamos a nossa projeção de IPCA para 4,1% em 2019 e para 3,5% em 2020. Projetamos 3,5% de inflação também em 2021. Quanto à política monetária, mantivemos nossa projeção de Selic em 4,0% ao final de 2020.


 


Economia global
Melhora no crescimento global

• Riscos menores (tarifas comerciais, Brexit) e estímulos proporcionarão ligeira melhora no crescimento global em 2020.

• A economia dos EUA deve crescer aproximadamente 2,0%, e juros devem ficar estáveis.

• Na Europa, o crescimento se estabilizará ao redor do ritmo potencial.

• China dá sinais de melhora no crescimento econômico.

• Os principais riscos globais em 2020: eleição nos EUA entra no lugar de comércio/Brexit.

• América Latina: dispersão parcial dos riscos domésticos sustenta preços dos ativos na região.


 

Para os demais textos, acessar o pdf em anexo.



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