Itaú BBA - Déficit primário de R$ 12,7 bilhões em junho

Macro Brasil

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Déficit primário de R$ 12,7 bilhões em junho

Julho 29, 2019

Reequilíbrio fiscal depende de reformas


Para o relatório completo com gráficos e tabelas, favor acessar o pdf em anexo.
 

• O setor público consolidado registrou déficit primário de R$ 12,7 bilhões em junho, um pouco pior que a nossa projeção e o consenso de mercado (em R$ 11,6 bilhões e R$ 11,1 bilhões, respectivamente). O governo central registrou déficit de R$ 11,5 bilhões, pela metodologia do Tesouro Nacional (a partir da diferença entre receitas e despesas), melhor que a nossa expectativa de R$ 13,0 bilhões, em razão de menores gastos discricionários, mas de R$ 12,2 bilhões pela metodologia do Banco Central (a partir apenas da variação na dívida líquida do governo central), frente nossa expectativa de R$ 11,6 bilhões. A distorção entre as duas métricas é comum nos dados mês a mês, mas tende a se anular ao final do ano. Governos regionais e estatais registraram déficits de R$ 0,1 bilhão e déficit de R$ 0,4 bilhão, frente nossa expectativa de resultado balanceado para ambos. No acumulado em 12 meses, o déficit primário consolidado permaneceu em 1,4% do PIB. Acreditamos que o cumprimento da meta de resultado primário do ano de déficit de R$ 132 bilhões para o setor público exige disciplina, mas não deve constituir grande desafio, principalmente se houver sucesso no leilão dos campos de petróleo da cessão onerosa, previsto para novembro, que pode melhorar o resultado primário do ano em cerca de R$ 52 bilhões (0,7% do PIB).

• A dívida líquida do setor público cresceu de 54,7% para 55,2% do PIB entre maio e junho, enquanto a dívida bruta do governo geral ficou estável em 78,7% do PIB no mesmo período. No acumulado em 12 meses, o déficit nominal, excluindo swaps, recuou de 6,8% para 6,6% do PIB. Um cenário fiscal favorável é estritamente dependente da aprovação de reformas, como a da Previdência, que sinalizem o retorno gradual a superávits primários compatíveis com a estabilização estrutural da dívida pública.
 

Pedro Schneider


Para o relatório completo com gráficos e tabelas, favor acessar o pdf em anexo.



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