Itaú BBA - Bolsonaro endossa defesa da reforma da Previdência

Macro Brasil

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Bolsonaro endossa defesa da reforma da Previdência

Março 8, 2019

Em transmissão ao vivo, Bolsonaro defendeu o combate aos privilégios e a necessidade de mudança nas aposentadorias, incluindo militares

• Em transmissão nas redes sociais, o presidente defendeu combate aos privilégios e a inclusão dos militares na reforma

• Banco Central Europeu sinaliza postergação do aumento de juros

• Mercado de trabalho nos EUA surpreende com pouca geração de empregos e alta dos salários

• Acordo comercial entre EUA e China se torna mais provável

Jair Bolsonaro defende reformas nas redes sociais

Passado o carnaval, o presidente Jair Bolsonaro saiu em defesa da proposta de reforma da Previdência em suas redes sociais. Em uma transmissão de vídeo ao vivo com cerca de vinte minutos de duração, Bolsonaro defendeu, entre outros pontos, o combate aos privilégios e a necessidade de mudanças no sistema de aposentadorias, em linha com os padrões mundiais. Em seu discurso, o presidente reiterou a inclusão dos militares na reforma, que ainda depende do envio de um projeto de lei à parte da PEC enviada no último mês – a expectativa é que o projeto seja apresentado até 20 de março. Até o momento, a tramitação da reforma aguarda a instalação da Comissão de Constituição e Justiça e das comissões especiais, onde será objeto de estudo e propostas de emendas antes da votação em plenário. 

Banco Central Europeu muda postura de política monetária

O Banco Central Europeu (BCE) decidiu fornecer mais estímulos para reaquecer a atividade na Zona do Euro, incluindo uma nova rodada do programa de refinanciamento para bancos locais e a sinalização de que não haverá novos aumentos de taxas de juros até, pelo menos, o início do ano que vem. A mudança veio como resposta à desaceleração econômica no bloco – o Banco fez cortes significativos em suas projeções de taxa de crescimento (1,1% em 2019, ante 1,7% no cenário anterior) e de inflação (1,2%, ante 1,6%). Com isto, o BCE vai em linha com movimentos de política monetária similares aos observados em outros países, como o Fed e o Banco da Inglaterra. 

Criação de empregos formais nos EUA fraca em fevereiro

No último mês, foram criados 20 mil empregos formais nos EUA, ante 311 mil em janeiro (Gráfico 1). O número fraco parece resultar, por um lado, de uma desaceleração genuína em fevereiro, com as médias de 6 e 12 meses também desaquecendo, e, por outro lado, de um movimento corretivo dos ganhos extraordinários exibidos em dezembro e janeiro, em particular nas indústrias de construção, educação e saúde, e lazer. Para o mesmo período, a taxa de desemprego recuou para 3,82% (ante 4,00%). Além disso, a variação anual do salário por hora trabalhada atingiu 3,4% no mês (contra 3,2% em janeiro), um pouco acima das expectativas de mercado (3,3%). Em nossa visão, o desempenho fraco do mercado de trabalho em janeiro em meio à pressões salariais ainda modestas dão condições para que o Fed continue com sua política monetária de paciência e análise dos dados econômicos antes de aumentos da taxa de juros.

Negociações comerciais entre EUA e China avançam

A reunião entre o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o presidente da China, Xi Jinping, deve ocorrer em 27 de março, no resort de Mar-a-Lago, na Flórida. Os mercados internacionais seguem otimistas com relação à possível assinatura de um acordo comercial entre os países, cujas negociações Trump reiterou que estão “ocorrendo bem”, e que o acordo “deverá ser um acordo próspero, ou não será um acordo”. Avaliamos que o mais provável é que as partes concordem em retirar alguma das tarifas impostas inicialmente em 2018 ou que as removam completamente, embora outros resultados também sejam plausíveis, como a não-remoção de nenhuma taxa ou um acordo mais diluído ao longo do tempo, no qual os EUA se comprometam a remover as tarifas à medida que a China mostre resultados graduais.

Destaques da próxima semana 

No Brasil, o destaque será o IPCA de fevereiro, a ser divulgado na terça-feira, às 9:00 (horário de Brasília), além dos indicadores de atividade referentes a janeiro, com dados de produção industrial (PIM), vendas no varejo (PMC) e no setor de serviços (PMS) sendo divulgados ao longo da semana. Adicionalmente, também teremos dados de produção de veículos (Anfavea), vendas de papelão ondulados (ABPO) e transporte rodoviário (ABCR).

Do lado internacional, dados de inflação (CPI) nos Estados Unidos e na Europa serão divulgados na terça-feira e na sexta-feira, respectivamente, bem como a publicação de indicadores adicionais de emprego nos EUA ao longo da semana, como pedidos iniciais de auxílio-desemprego e a pesquisa sobre rotatividade de emprego e abertura de vagas (JOLTS).



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