Itaú BBA - Ata do Copom: um dia cheio para o BCB

Macro Brasil

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Ata do Copom: um dia cheio para o BCB

Março 23, 2020

O Copom deve voltar a cortar juros quando a situação se acalmar, levando a Selic para 3,25%, mas não necessariamente na próxima reunião.


Para o relatório completo com gráficos e tabelas, favor acessar o pdf em anexo.

 

• A ata do Copom traz uma análise atualizada dos efeitos da pandemia sobre a economia, na qual as autoridades destacam três efeitos. Um vem do lado da oferta, relacionado à disrupção das cadeias de suprimentos devido às medidas voltadas para impedir a propagação da doença. O segundo refere-se a mudanças nos preços de commodities e ativos financeiros, que podem ter efeitos ambíguos (preços mais baixos do petróleo versus taxa de câmbio pressionada). O terceiro e, na visão do Copom, o mais importante, é um choque negativo de demanda. Esse choque, segundo as autoridades, justificaria um corte mais agressivo de juros, acima dos 0,50 p.p. vistos na semana passada. No entanto, o Copom também alerta que as perspectivas para a política monetária dependem de continuidade das reformas econômicas, e observa que as taxas de juros neutras podem acabar subindo (se a resposta à crise levar a uma deterioração da política fiscal). Acreditamos que as autoridades devem voltar a reduzir a taxa Selic, quando a situação nos mercados se acalmar, levando a taxa para 3,25% a.a., mas não necessariamente na próxima reunião.

• De forma complementar à divulgação antecipada da ata, o BCB anunciou um conjunto abrangente de medidas para oferecer liquidez ao sistema, que pode chegar a 16,5% do PIB. Isso se compara a 3,5% em 2008 (no entanto, naquele momento o BCB tinha mais margem de manobra na Selic do que tem agora). São medidas úteis e importantes, que devem fornecer alguma ajuda – mas o principal ponto não é amparar o sistema em si, e sim como levar liquidez às pequenas e médias empresas.


Para o relatório completo com gráficos e tabelas, favor acessar o pdf em anexo.
 



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