Itaú BBA - Marina Silva assume a liderança nas pesquisas

Conjuntura Macro

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Marina Silva assume a liderança nas pesquisas

Setembro 1, 2014

De acordo com a última pesquisa Datafolha, Marina Silva apareceu empatada com a presidente Dilma Rousseff na eleição de primeiro turno

A economia brasileira em agosto de 2014

Após a trágica morte de Eduardo Campos, Marina Silva tornou-se candidata a presidente e lidera as intenções de voto na simulação de segundo turno. O PIB caiu pelo segundo trimestre seguido, e a criação de empregos enfraqueceu. O governo anunciou medidas para estimular o crédito. A inflação caiu levemente, mas se manteve próxima do teto da meta. O superávit primário se reduziu, e o déficit em conta corrente mostrou algum recuo. O Ibovespa teve forte valorização.

Campos morre em acidente e Marina torna-se candidata a presidente

Em 13 de agosto, Eduardo Campos, candidato à presidência da República pela coligação Unidos pelo Brasil e presidente do Partido Socialista Brasileiro (PSB) morreu tragicamente em um acidente aéreo. A morte de Campos, 49 anos, foi uma grande lástima não apenas para sua família e amigos, mas também para o Brasil, que perdeu um jovem e importante líder. A coligação decidiu indicar a candidata a vice-presidente Marina Silva, que já havia sido candidata a presidente na eleição de 2010 pelo Partido Verde (PV).

Segundo pesquisa eleitoral, Marina Silva empata com Dilma Rousseff no primeiro turno e lidera no segundo 

De acordo com a última pesquisa Datafolha, Marina Silva apareceu empatada com a presidente Dilma Rousseff na eleição de primeiro turno, com 34%. Aécio Neves, do PSDB, caiu do segundo para o terceiro lugar, com 15%. Na simulação de segundo turno, Marina seria a ganhadora com 50% dos votos, enquanto Dilma Rousseff ficaria com 40%. Antes de falecer, Eduardo Campos estava em terceiro lugar nas pesquisas, e Dilma Rousseff aparecia em primeiro lugar na simulação de segundo turno contra Aécio Neves.

Crescimento do PIB foi negativo nos dois primeiros trimestres do ano

O PIB do Brasil recuou 0,6% no segundo trimestre de 2014. Com isso, o crescimento acumulado em quatro trimestres passou de 2,5%, no primeiro trimestre, para 1,4%, no segundo. Destaque para as quatro retrações consecutivas na indústria, pelo lado da oferta, e no investimento, pelo lado da demanda. Devido ao ajuste sazonal, o crescimento do primeiro trimestre foi revisado para o terreno negativo, o que acarretou, juntamente com o resultado do segundo trimestre, uma piora considerável do carrego estatístico para este ano. Os resultados sugerem que o crescimento do PIB este ano deverá se aproximar de algo entre 0,0% e 0,2%, menor do que nossa projeção anterior de 0,6%.

Criação baixa de emprego em julho 

Segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho, houve criação líquida de 11,8 mil empregos formais em julho. Em termos dessazonalizados, isso representa uma abertura líquida de apenas 2 mil postos de trabalho. Na média dos últimos três meses, houve fechamento de 7 mil postos. Na abertura setorial, houve queda de 15 mil vagas na indústria de transformação. Já a agricultura gerou cerca de 10 mil vagas e o setor de serviços, 12 mil. De forma geral, os números estão em linha com a atividade econômica mais fraca e a menor geração total de empregos.

Governo anunciou novas medidas para estimular o crédito

O governo anunciou novas medidas para estimular o crédito na economia. Dentre elas, o Banco Central (BC) anunciou medidas relacionadas ao recolhimento de depósitos compulsórios, com potencial de liberar até 25 bilhões de reais no mercado, segundo o BC. Em paralelo, o Ministério da Fazenda alterou as regras de financiamento de imóveis e automóveis.

IPCA-15 em linha com o esperado

O IPCA-15 subiu 0,14% em agosto. As principais contribuições de alta vieram de energia elétrica, empregado doméstico e passagem aérea. Em 12 meses, o IPCA-15 recuou levemente para 6,49% (6,51% até julho), se mantendo em torno do limite superior da meta de 6,50%.

O superávit primário segue em queda

O setor público registrou déficit primário de R$ 4,7 bilhões em julho, resultado de déficits de R$ 1,9 bilhão do governo central, R$ 2,2 bilhões dos governos regionais e R$ 603 milhões das empresas estatais. O superávit primário acumulado em 12 meses recuou de 1,4% do PIB em junho para 1,2% em julho, e nossa estimativa para o resultado recorrente (excluindo receitas e despesas atípicas) caiu de 0,5% para 0,3%.

Déficit em conta corrente recua pela primeira vez desde 2013

Em julho, o déficit em conta corrente acumulado em 12 meses alcançou US$ 78 bilhões, ou 3,5% do PIB, primeira queda desde agosto do ano passado. O superávit comercial registrado no mês ajudou, mas o déficit de serviços voltou a avançar depois do alívio temporário em junho. O Investimento Estrangeiro Direto continuou estável em 2,8% do PIB no acumulado de 12 meses.

Fortes ganhos no Ibovespa

A bolsa brasileira teve valorização de 9,8% em reais e de 11,1% em dólares. A taxa de câmbio fechou o mês de agosto em 2,240 reais por dólar, apreciação de 1,2%. O risco-país, medido pelo CDS de 5 anos, recuou 29 p.b., para 127 p.b..

Próximos eventos

Setembro será o ultimo mês de campanha eleitoral antes do primeiro turno, que ocorrerá em 5 de outubro. Além do programa eleitoral gratuito na TV e no rádio, haverá debates entre os candidatos. O segundo turno está marcado para 26 de outubro. O Comitê de Política Monetária do Banco Central se reunirá em 3 de setembro para decidir sobre a taxa de juros.



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