Imprensa



19/09/2013

Pesquisa da Fundação Itaú Social mostra importância da educação integral

Fonte: Relações com Imprensa

Levantamento realizado pelo Datafolha indica que 90% dos brasileiros a consideram necessária para as novas gerações

  • População brasileira acredita que a escola é o ambiente onde crianças e adolescentes podem aprender coisas importantes para a vida e que a  ampliação dos espaços de aprendizagem, por meio de parcerias com ONGs e outras instituições, pode favorecer a oferta de um ensino de qualidade

Uma pesquisa da Fundação Itaú Social realizada pelo Instituto Datafolha, em abril de 2013, avaliou o conhecimento da população brasileira sobre o tema educação integral. O objetivo foi investigar os vários conceitos existentes e a percepção sobre diferentes práticas já adotadas por redes de ensino no país.
Os resultados mostram que 63% dos brasileiros com 16 anos ou mais já ouviram falar nessa prática, sendo que 40% a associam ao aumento da carga horária na escola e 22% a atividades extracurriculares. O aumento da jornada escolar é a percepção mais comum entre quem estuda ou estudou na rede particular (50%). Com abrangência nacional, a pesquisa não identificou diferenças relevantes de conhecimento entre as várias regiões e estados do país.
Na segunda etapa da pesquisa, foi mostrado aos entrevistados um cartão explicativo sobre a iniciativa de algumas secretarias estaduais e municipais de educação, de diferentes cidades brasileiras, que começaram a implantar escolas de educação Integral, nas quais os alunos ficam mais horas por dia, com atividades diversificadas, dentro e fora do ambiente escolar.
Após a leitura desse conceito, 90% dos entrevistados responderam que a educação integral é necessária para o futuro das novas gerações. Espontaneamente, 50% acreditam que traz melhora no nível da educação, 30% responderam que é necessária porque ocupa o tempo livre de crianças e adolescentes e 23% enxergam a prática como uma forma de evitar criminalidade, violência e o uso de drogas. Há também 12% que apontam a prática como um investimento no futuro, pois prepara o jovem para o mercado de trabalho e ainda 12% que percebem que os pais podem trabalhar mais despreocupados.
A ideia de que o aluno aprende mais em redes de ensino que adotaram educação integral registra maiores taxas entre os menos escolarizados e entre os de menor nível econômico, enquanto a tranquilidade para os pais trabalharem é tendencialmente mais destacada entre os entrevistados das classes A/B.
Quase todos os entrevistados (90%) acreditam que a escola é o ambiente onde crianças e adolescentes podem aprender coisas importantes para a vida. Em segundo lugar, foi mencionada a casa, o ambiente familiar (57%), particularmente nas classes A/B. A igreja também foi citada por 27%.
Para os 10% que não consideram a educação integral necessária, os aspectos de fragilidade destacados para este tipo de política são a incapacidade da escola em melhorar o aprendizado quando há falta de estrutura familiar, a falta de verba do governo e o afastamento da convivência familiar. Espontaneamente também foi citado o cansaço que o ensino integral pode gerar nas crianças, dificultando o aprendizado.
Entre os que não sabem o que é Educação Integral, destacam-se os mais velhos (60 anos ou mais), os que possuem menor nível de escolaridade e os que têm menor nível econômico. Os entrevistados com maior formação educacional e os que possuem maior nível econômico estão mais familiarizados com o assunto.
Educação integral na prática – Como não existe um modelo único nas redes de ensino que assumiram projetos de educação integral, em uma terceira etapa da pesquisa foram mostrados três exemplos ilustrativos de práticas já adotadas no país. Tanto as escolas que ampliaram a sua jornada como as instituições que formaram parcerias com organizações sociais e outros estabelecimentos públicos para realizar atividades fora do espaço escolar foram bem avaliadas e obtiveram alta aprovação dos entrevistados.
Uma experiência de escolas em que os alunos ficam pelo menos 7 horas por dia na escola, com aulas básicas como língua portuguesa, matemática e ciências, mas também com aulas de outras áreas, como artes, inglês, atividades esportivas, música, teatro.
Uma segunda iniciativa em que o projeto de educação integral é implantado por meio de parcerias entre a secretaria de educação com várias ONGs que desenvolvem atividades com crianças, no qual em um período as crianças ficam na escola e no outro participam de atividades educativas nas Organizações.
E uma terceira experiência de uma secretaria de educação que fez parcerias com clubes, igrejas, empresas, espaços públicos, usando diferentes locais da cidade para ações educativas com as crianças, durante sete horas de atendimento.
Os poucos entrevistados que não valorizaram as experiências, mencionaram pontos como a necessidade de ter cuidado ao fazer parcerias com ONGs, pois alguns não as consideram confiáveis, e outros com a igreja, pois não gostariam de ver educação misturada com religião. Também citaram como fragilidades a Infraestrutura física dos locais, o nível de ensino e a segurança dos estudantes, além da sobrecarga provocada pela permanência na escola por mais tempo.
 

Sobre a Fundação Itaú Social 

A Fundação Itaú Social tem como objetivo central formular, implantar e disseminar metodologias voltadas à melhoria de políticas públicas na área educacional e à avaliação de projetos sociais. Sua atuação se dá em todo o território brasileiro, em parceria com as três esferas de governo, com o setor privado e com organizações da sociedade civil. As propostas desenvolvidas e apoiadas têm como foco a gestão educacional, a educação integral, a mobilização social e a disseminação da cultura de avaliação econômica de projetos sociais.

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