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19/06/2013

Ecomudança apoia projetos que reduzem emissão de gases estufa

Fonte: Relações com Imprensa

Mais de 150 iniciativas foram inscritas no programa do Itaú; foram apoiadas 6 instituições que receberão ao todo R$ 1,13 milhão

A edição 2013 do Programa Ecomudança, criado pelo Itaú Unibanco, acaba de escolher cinco organizações da sociedade civil para receber apoio financeiro a projetos que visam mitigar as emissões de gases de efeito estufa da atmosfera. O objetivo do programa é estimular e fomentar as iniciativas relacionadas à eficiência energética, energias renováveis, florestas e manejo de resíduos – temas considerados de grande relevância diante das questões socioambientais enfrentadas pelo Brasil. 

O banco destinará através do programa um total de R$ 1,13 milhão, valor que será dividido entre os cinco projetos selecionados e o apoio à organização The Nature Conservancy (TNC), parceira do desde 2010. A verba é proveniente dos fundos Itaú Ecomudança, que destinam 30% da taxa de administração para apoiar esses projetos e, desde o lançamento em 2007, já distribuiu a soma de quase R$ 3,5 milhões. O diferencial desses fundos é a opção que o investidor tem de, ao mesmo tempo em que aplica os seus recursos em renda fixa, promover a compensação das emissões de gases causadores do efeito estufa.

“Todos os projetos escolhidos tem importante contribuição para a redução de emissão de carbono, além de benefícios diretos para a sociedade. Esta é uma das formas com que buscamos exercer nosso compromisso de ser o banco líder em performance sustentável”, explica Denise Hills, superintendente de Sustentabilidade do Itaú Unibanco.

Os projetos inscritos foram avaliados de acordo com a capacidade de gestão para sustentabilidade, relevância diante do contexto local, caráter inovador, resultados pretendidos e potencial de transformação. Puderam se candidatar organizações sem fins lucrativos constituídas no Brasil, com sede no território nacional, que fossem responsáveis diretas por um projeto ambiental relacionado aos temas citados.

Tecnologias Sociais no Pantanal
ONG: Ecoa – Ecologia e Ação
Local: Poconé e Corumbá – MS
Investimento: R$ 155.000,00
Projeto: implementação de tecnologias sociais fundamentais, como filtros de água, biodigestores e turbinas eólicas, nas comunidades pantaneiras. Serão instalados equipamentos destas três tecnologias em dez comunidades.

Doces Quintais
ONG: Instituto Brasileiro de Ecologia e Sustentabilidade – IBES
Local: Poço Redondo e Pacatuba – SE
Investimento: R$ 215.171,84
Projeto: implantação de dez hectares de florestas no semiárido por meio de pomares agroecológicos com frutíferas nativas, utilizando água de reuso e pluviais, e 20 hectares em sistemas agrosilvipastoris. A iniciativa beneficiará 100 famílias.

Reflorestamento Diversificado e Produtivo na Floresta Nacional do Purus
ONG: Cooperativa Agroextrativista do Mapiá e Médio Purus
Local: Pauiní e Boca do Acre – AM
Investimento: R$ 140.000,00
Projeto: reconversão de áreas degradadas na Amazônia para a implantação de uma cadeia produtiva agroflorestal tendo o cacau, madeiras nativas e árvores oleaginosas como base. O projeto prevê a construção de dois viveiros de mudas florestais e a implementação de 20 hectares de Sistemas Agroflorestais (SAF).

Refazenda: Viveiro e Preservação de Espécies em Aldeias Guarani de São Paulo
ONG: Agência Ambiental Pick-upau
Local: São Paulo – SP
Investimento: R$ 104.000,00
Projeto: ampliar a biodiversidade das Aldeias Guaranis Tenonde Porã e Krukutu com a produção de 30 mil mudas/ano de espécies arbóreas e arbustivas nativas. Isto será realizado por meio de atividades agroflorestais técnicas e científicas aliadas ao conhecimento tradicional guarani.

Gestão de Resíduos Orgânicos na Cidade de Lençóis
ONG: Grupo Ambientalista de Lençóis
Local: Lençóis – BA
Investimento: R$ 65.000,00
Projeto: implantação de programa de coleta/processamento de resíduos provenientes das pousadas e de hotéis de Lençóis, bem como dos restos de poda da arborização urbana. O projeto prevê a formação de 15 ex-garimpeiros para a atuação nas atividades de coleta e processamento.

Outra organização apoiada pelo Itaú desde 2010, a TNC, promove a restauração florestal no sistema Cantareira. O projeto envolve a recuperação de espécies nativas em 60 hectares localizados em áreas-chave para a proteção dos recursos hídricos na região.  Com um investimento total de R$ 1.684.486,85 desde 2010, já foram restaurados 20 hectares, proporcionando a remoção de mais de 6 mil toneladas de CO² da atmosfera ao longo de 30 anos. Para isso, foram identificadas as áreas prioritárias para restauração, as propriedades rurais envolvidas e realizados estudos nos meios físico, biótico e socioeconômico.

Em 2012, o Ecomudança selecionou duas iniciativas: o Projeto Recicla Gigóia, do Rio de Janeiro, que coletou mais de 20 toneladas de materiais recicláveis que seriam recolhidos a lixões e aterros e foram destinados corretamente na Ilha da Gigóia, impedindo que quase 10 toneladas de CO2 fossem lançados na atmosfera; e o projeto da ONG Humana Brasil, que tornou mais eficientes os fornos comunitários para a produção de farinha de mandioca no município de Cansanção, na Bahia, com o objetivo de diminuir a emissão de gases de efeito de estufa no processo de beneficiamento de mandioca.

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