Como usar crédito de maneira inteligente

19/08/2020 - 3 min de leitura

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Nesse momento difícil, é preciso ter cautela no uso de crédito e saber a forma mais segura de utilizá-lo.

O crédito pode te ajudar, mas é preciso fazer as contas evitando juntar dívidas em excesso e comprometer sua qualidade de vida. Refletir sobre seu momento, planos e finanças pode ajudar a tomar melhores decisões com o dinheiro.

Alguns cuidados são essenciais para tornar essa experiência positiva, como anotar os gastos e saber se as parcelas e juros de um crédito cabem no seu bolso.

Para facilitar sua vida, separamos alguns exemplos e oferecemos sugestões de como usar o crédito em diferentes situações.

 

O Cartão de crédito é um meio de pagamento eletrônico que centraliza as compras em uma fatura mensal. Nesse produto, normalmente é cobrada anuidade pelo uso. O cartão de crédito é a forma mais utilizada para fazer compras agora e pagar depois de um jeito prático, mas é importante acompanhar as transações feitas com o cartão, sabendo sempre o valor total gasto.

Outra vantagem dos cartões de crédito é a possibilidade de adesão aos programas de benefícios. As transações geram pontos que podem ser trocados por passagens aéreas, hospedagens, eletrodomésticos e outros.

Para usar da melhor maneira, aí vão 4 dicas que precisam estar no seu radar:

  1. 1) Esteja sempre atento as suas despesas e estabeleça um valor máximo para usar no cartão. Você aproveita os benefícios somando pontos e não corre o risco de se enrolar.
  2. 2) Pague sua fatura em dia e no valor total. Você até pode optar por pagar quantias menores, mas será cobrado pelo crédito rotativo ao usar essa facilidade. 
  3. 3) Evite fazer o parcelamento da fatura. Ao seguir por esse caminho, é feito cobranças de juros sobre o valor parcelado, que será cobrado automaticamente nas próximas faturas. Por somar com as novas compras, sem cuidado essa situação pode gerar um efeito bola de neve.

Lembre sempre da data de fechamento da sua fatura. Em geral, as faturas fecham cerca de 10 dias antes do vencimento. Assim, se um cartão vence no dia 17, por exemplo, a melhor data de compra seria a partir do dia 8. Ao comprar após essa data, você tem aproximadamente 30 dias para pagar pelo produto, pois o valor só será cobrado na fatura subsequente.

 

O crédito rotativo é um tipo de crédito oferecido ao consumidor quando ele não faz o pagamento total da fatura do cartão até o vencimento, ele será cobrado no mês seguinte com juros. O exemplo mais conhecido é quando pagamos o valor mínimo da fatura. Mas o rotativo acontece quando você paga qualquer quantia menor que o valor integral. Por exemplo, se sua fatura era de R$ 2 mil e você pagou R$ 1,2 mil, os juros são cobrados em cima dos R$ 800 de diferença.

 

Confira sempre na sua fatura na sua fatura se compensa arcar com essa taxa. Se não conseguir pagar o valor total do cartão, considere fazer um empréstimo pessoal para aproveitar condições melhores e quitar sua dívida.

 

Se a sua necessidade for de quitar uma dívida ou alcançar um objetivo, tanto o Empréstimo  Pessoal quanto o Crédito Consignado são boas opções.

 

Com a contratação do Empréstimo  Pessoal, você paga o valor mensalmente, por débito automático ou boleto, com acréscimo de taxas e juros.

 

Já o Empréstimo Consignado é feito para usar como e quando quiser e está disponível apenas para funcionário de empresas privadas ou servidores de órgãos públicos conveniados ao Itaú, bem como aposentados e pensionistas do INSS. Funciona como um empréstimo convencional, mas o valor é descontado diretamente do salário, da aposentadoria ou da pensão do cliente. Essa modalidade de crédito costuma ter taxas reduzidas, quando comparada com outras modalidades de empréstimo.

Ambos são considerados créditos de médio a longo prazo e com taxas de juros mais atrativas, em especial o consignado.

 

Para aproveitar melhor:

    1. Planeje seus compromissos financeiros. Faça as contas para saber se você pode acomodar uma nova despesa.

    2. Se for quitar uma dívida, aproveite o fôlego nas finanças para reorganizar as contas. 

    3. Poupe parte do dinheiro e faça uma reserva de emergência, evitando assim que a situação se repita.

 

Quanto devo guardar na minha reservar de emergência?

Se possível ter de 3 a 6 vezes o seu gasto mensal. Então, se você precisa de R$ 7 mil para se manter no mês, a sua reserva deve ser entre R$ 21 mil e R$ 42 mil, por exemplo.

 

Por fim, o Cheque especial pode ser uma alternativa para cobrir gastos inesperados por poucos dias. Esse é um crédito pré-aprovado para clientes com conta corrente que não têm mais saldo para fazer transações. Quem utiliza fica com a conta negativa conforme o uso e paga pelo recurso no mês seguinte, com juros proporcionais à quantidade de dias utilizados, caso você cubra o saldo no mesmo dia você não pagará nada a mais por isso.

 

O serviço ajuda em situações de emergência, como um carro quebrado, um conserto em casa. É importante lembrar da reserva de emergência, além de considerar  contratar seguros para proteger seus bens, sem que você tenha que utilizar uma grande quantia de uma vez.

 

Para usar melhor: Por se tratar de um produto emergencial, evite destiná-lo aos gastos de rotina. Além de taxas, os juros são mais altos do que outras opções de crédito e quanto mais rápido você cobrir o saldo negativo da sua conta, melhor.

É sempre bom lembrar que esse tipo de crédito fica disponível em sua conta corrente, mas não é uma extensão do seu saldo em conta.

 

Com alguns tipos de crédito explicados, agora é usar de maneira consciente. Antes de tomar uma decisão, pesquise as opções, conheça as taxas, juros e faça simulações para cada um dos produtos.

 

Saiba exatamente o que fazer com dinheiro do crédito. Para isso, a gente tem três perguntinhas que ajudam a calibrar seus desejos:

  • Quanto preciso?
  • Em quanto tempo quero pagar?
  • Qual valor de parcela cabe no meu orçamento?

  As parcelas de crédito não devem ocupar mais de 30% da sua renda mensal. Esse valor pode mudar de acordo com sua organização financeira, desde que você consiga arcar com as parcelas sem se prejudicar. O importante é usar o crédito de forma planejada e não como complemento de renda.

E para todos que se perguntam "Será que eu devo?", a primeira dica é simples: espere um pouco antes de tomar o crédito. Pense direitinho. Avalie e faça isso com mais tranquilidade.

Um ponto ótimo para ajudar na decisão é ver o quanto o crédito vai comprometer seu orçamento. Veja se as parcelas estão confortáveis. Ah, e se você já tem dívidas, evite fazer novas sem quitar os compromissos anteriores.

 

A melhor estratégia é sempre planejar, ok?